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Para os Estados modernos, casamento apresenta propósitos pragmáticos.

É um contrato firmado entre duas pessoas que querem constituir unidade familiar... E esse contrato regula direitos sucessórios, regime de bens, direitos previdenciários, e outros itens que asseguram proteção jurídica e institucional. Quando duas pessoas do mesmo sexo reivindicam o direito de se casar, a intenção não é ressignificar, apropriar e/ou subverter o casamento enquanto instituição simbólica, tampouco conseguir aprovação moral — LGBTs nunca precisaram da validação de ninguém para existir — mas assegurar a proteção de seus direitos civis enquanto cidadãos que contribuem para a sociedade incluindo com impostos.

Não existe motivo racional para se opor à ideia de que indivíduos homossexuais tenham igualdade de direitos civis no Estado democrático de direito sem admitir preconceito. O argumento de “direito natural” é e foi historicamente instrumentalizado para legitimar desigualdades... Inclusive, em certos contextos, para não reconhecer o casamento entre duas pessoas de raças diferentes por exemplo. O direito de proteger uma ideia abstrata de casamento realmente está acima da dignidade de uma parcela de cidadãos da sociedade? Principalmente em situação delicada de vulnerabilidade.

Se a questão for somente uma proteção do casamento enquanto instituição simbólica, existem uma série de países que fornecem uma série de alternativas de contratos que oferecem os mesmos direitos civis de um casamento sem chamar formalmente de “casamento”... Chamam de contrato de união estável, contrato de parceria civil, e entre outras coisas. O que importa são os direitos, e não os nomes. Embora, na prática, as pessoas continuem chamando de casamento do mesmo jeito. Mesmo onde não existe casamento igualitário e/ou alternativas igualitárias, esses vínculos continuam acontecendo... Eles só ficam desamparados e desprotegidos.
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"Você citou um monte de autores que remetem à uma tradição intelectual, não necessariamente 'lei natural'... Durante séculos houve uma tradição filosófica enorme defendendo hierarquias naturais entre homens e mulheres. O fato de muitos filósofos brilhantes terem acreditado em algo não prova que a tese seja 'lei natural imutável'."

Aí você está batendo num espantalho. Eu não citei esses filósofos para mostrar que o casamento está baseado no direito natural, mas para contrapor a sua afirmação de que o que eu estou defendendo a uma concepção meramente "aristotélico-tomista", ao invés de ser a visão de toda a tradição jurídica e filosófica durante a história.

"'Não tem como definir casamento pela realidade material.' — Concordo... Mas aí você fundamenta o casamento numa característica material: a complementaridade sexual orientada à reprodução. Você está selecionando um aspecto da realidade material — a capacidade reprodutiva do casal homem-mulher — e elevando esse aspecto ao status de essência da instituição."

Se parar para analisar, é você que está se contradizendo, não eu. Veja o que você disse antes que a minha definição "é mais filosófica e menos pautada na realidade material", mas agora você diz que eu fundamento o casamento em uma "característica material".

O fato é que você parece não ter entendido nada do meu ponto até agora. O casamento em si não é material, mas está associado a fatos materiais. É por isso que esses fatos podem servir para fortalecer premissas em um argumento filosófico.

É o mesmo que acontece com a existência de Deus, por exemplo. Deus não pode ser investigado pela ciência, por ser um ente metafísico. No entanto, como sua existência tem implicações sobre o mundo material, Deus pode ser verificado e conhecido indiretamente a partir deste. Essa é a lógica por trás dos argumentos cosmológicos e teleológicos. Nenhum desses argumentos se propõe a apresentar um modelo cosmológico, pois ambos são argumentos filosóficos, mas apenas usam os fatos da cosmologia e da física para fortalecer as premissas. Até mesmo os ateus normalmente reconhecem que o mundo pode dar pistas sobre Deus, do contrário não usariam o argumento do ocultamento divino e outros, que se baseiam em uma verificação de como é o mundo, para negar sua existência.

Da mesma forma, o meu argumento não se propõe a estabelecer um fato material, mas apenas usa um para fortalecer as premissas em um argumento filosófico. Deus não é material, mas por ser o Criador, tem relação com a realidade material que criou. Da mesma forma, o casamento não é material, mas tem uma ligação ainda mais forte com a realidade material da união orgânica.
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Acho que à essa altura, já estamos falando de coisas completamente diferentes. Então, vou repetir a pergunta que têm sido meu ponto desde o início...

Como distinguimos uma descoberta genuína da natureza de uma interpretação moldada por uma tradição filosófica específica?

Defensores da escravidão, da segregação racial e de outras hierarquias também acreditavam estar descrevendo a ordem natural das coisas... Hoje consideramos que eles estavam errados. Qual é o método que nos permite saber que uma determinada interpretação da natureza humana ou do casamento corresponde realmente à lei natural, em vez de refletir apenas pressupostos culturais ou filosóficos de uma época?
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Eu vou repetir a resposta que ele já dei:

Os direitos e deveres objetivos são auto-evidentes. Eles podem ser conhecidos corretamente se não houver interferência de premissas incorretas.
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Sabemos que as premissas são corretas porque levam à conclusão correta, e sabemos que a conclusão é correta porque decorre das premissas corretas. Quando alguém chega à conclusão errada, é porque partiu de premissas erradas... E sabemos que as premissas eram erradas porque levaram à conclusão errada.

Entendi...
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Sabemos que as premissas são corretas porque elas correspondem à realidade. Acho que você não entende o que lê.
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acho uma luta boba ser contra, no religioso acho válido a luta, no civil é apenas um contrato qualquer.
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Eu acho que eu estou coberta de razao
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É um direito básico que qualquer pessoa deve ter, independente da sexualidade. As pessoas têm que se preocupar com coisas realmente relevantes
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São pessoas que ainda dão um viés sacramental,religioso, ao casamento.
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Eu acho que só existe um casamento: entre homem e mulher. E acho que existem bons motivos para se opor o casamento gay no civil além de não ser realmente casamento do ponto de vista do direito natural: defender a importância da complementaridade e da parentalidade heterossexual na criação dos filhos, defender a liberdade de expressão e religiosa, defender a natureza permanente e exclusiva do casamento, etc.
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Esses argumentos ainda não saíram da "teoria". Se fosse alguma coisa baseada em realidade, não seria só retórica da sua parte.
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Não é só retórica. É um fato comprovado por estudos que crianças criadas por um pai e uma mãe se sair melhor em diversos indicadores. Também é comprovado que diversas instituições, como orfanatos, foram pressionadas a violar sua liberdade de consciência e religiosa, e foram proibidas de funcionar porque não reconheceram a legitimidade do casamento homossexual. Por fim, também existem bons motivos para pensar que o casamento homossexual levar questionamentos sobre a necessidade de o casamento ser exclusivo (veja como a discussão sobre poliamor cresceu depois da legalização do casamento gay no civil) e a necessidade de ser permanente. Se o casamento não precisa ser entre um homem e uma mulher, também não existe nenhum motivo para pensar que ele deva ser permanente ou limitado a apenas duas pessoas.
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"Se o casamento não precisa ser entre um homem e uma mulher, também não existe nenhum motivo para pensar que ele deva ser permanente ou limitado a apenas duas pessoas."

Vamos falar sobre essa parte. Quem decidiu isso? Sério, qual a autoridade de quem decidiu isso? Eu sou analfabeto em filosofia, vou admitir, mas porque essa visão filosófica desse jeito que está é a correta? Então o objetivo é pragmático sim sobre o direito de homossexuais e não quando fala sobre religião na DUDH? 

Não existe relação de causa e efeito em filhos de casais homossexuais terem piores indicadores ou tem? Se não tem, é retórica.

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"Quem decidiu isso? Sério, qual a autoridade de quem decidiu isso? Eu sou analfabeto em filosofia, vou admitir, mas porque essa visão filosófica desse jeito que está é a correta?"

É porque o casamento, na perspectiva revisionista, é uma questão de paixão e de emoções. Ora, emoções são inconstantes por natureza, portanto, não existe nenhum motivo pelo qual o casamento deva ser permanente. Quando a paixão acaba, o casamento também pode acabar sem problema nenhum. Não existe nenhum motivo para mantê-lo. Além disso, o sexo é visto como uma fonte de prazer para os dois, e apenas isso. Acontece que o prazer pode ser obtido de outras formas, e você pode obter tanto ou mais prazer com outros parceiros, portanto, não existe nenhum motivo para o casamento ser limitado a duas pessoas. Já na visão histórica do casamento, ele é uma união orgânica, pois é consumado por um ato que une duas pessoas e apenas duas. E ele é ordenado naturalmente para a vida familiar e para a criação de filhos. Por isso, ele exige uma cooperação permanente, pelo resto da vida.

Autores como Ryan Anderson, Sherif Girgis e Robert George defendem disso em seu livro "O que é casamento?", e eu concordo com eles.

Não é um argumento pragmático, mas filosófico. Além disso, não é errado basear uma lei em considerações pragmáticas quando algo mais importante está em jogo. Várias leis do nosso país mesmo tem esse fundamento.
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Outra obra que defende esse ponto de vista é:

LEE, Patrick; GEORGE, Robert P. Conjugal union: what marriage is and why it matters. Cambridge University Press, 2014.

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"Não existe relação de causa e efeito em filhos de casais homossexuais terem piores indicadores ou tem? Se não tem, é retórica."

Sim, pode haver outros fatores envolvidos. Por isso existem todos multivariados, que isolam as variáveis envolvidas para verificar causalidade e não apenas correlação. Um exemplo é o estudo de Mark Regnerus:

"os resultados apresentados aqui controlaram não apenas as diferenças de status socioeconômico entre as famílias de origem, mas também as distinções político-geográficas, idade, gênero, raça/etnia e a experiência de ter sofrido bullying (relatada por 53% dos pais casados, mas apenas 35% dos pais biológicos)."

REGNERUS, Mark. How different are the adult children of parents who have same-sex relationships? Findings from the New Family Structures Study. Social science research, v. 41, n. 4, p. 752-770, 2012. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0049089X12000610
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Acho que entendi, o argumento filosófico é sólido.

O argumento científico diz que você não tem preocupação em mudar o preconceito.
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Como assim não tem preocupação em mudar o preconceito?
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Qual a conclusão do estudo para os marcadores? É preciso pagar para acessar.
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"Embora seja certamente correto afirmar que a orientação sexual ou o comportamento sexual dos pais não precisam ter nada a ver com a capacidade de ser um bom e eficaz pai ou mãe, os dados avaliados aqui, usando estimativas baseadas na população extraídas de uma grande amostra nacionalmente representativa de jovens americanos, sugerem que isso pode afetar a realidade das experiências familiares entre um número significativo deles.

[...] as crianças parecem mais propensas a ter sucesso como adultos - em vários aspectos e em uma variedade de domínios - quando passam toda a infância com seus pais casados [o que no contexto da época, ainda sem casamento gay, implicava casamento entre um homem e uma mulher], e especialmente quando os pais permanecem casados até os dias atuais."

Essa foi a conclusão do estudo.
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(...) [o que no contexto da época, ainda sem casamento gay, implicava casamento entre um homem e uma mulher], e especialmente quando os pais permanecem casados até os dias atuais." 

Não consigo ver a metodologia científica sendo útil ao seu argumento: (...) " É um fato comprovado por estudos que crianças criadas por um pai e uma mãe se sair melhor em diversos indicadores. "

Estudo de revista científica: (...) "[o que no contexto da época, ainda sem casamento gay, implicava casamento entre "(...)

Mas eu tô levando isso aqui desde que fiz a pergunta muito para o emocional, é só uma opinião. 

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Além desse, existem vários outros estudos nessa mesma direção, desde alguns mais antigos (porém mesmo assim muito bons) até outros mais recentes. Isso inclui tanto estudos que mostram que é parentalidade de sexos diferentes é o melhor arranjo, quanto estudos que demonstram diferenças em diversos indicadores entre crianças criadas por pais casados (homem e mulher) e por pais do mesmo sexo. Eis seis exemplos:

1) "O conjunto de evidências das ciências sociais apoia a ideia de que a parentalidade diferenciada por gênero é importante para o desenvolvimento humano e que a contribuição dos pais para a criação dos filhos é única e insubstituível. (...) Devemos rejeitar a noção de que 'mães podem ser bons pais', assim como devemos rejeitar a noção popular... de que 'pais podem ser boas mães'... Os dois sexos são fundamentalmente diferentes, e cada um é necessário — cultural e biologicamente — para o desenvolvimento ideal de um ser humano"

POPENOE, David. Life without father: Compelling new evidence that fatherhood and marriage are indispensable for the good of children and society. Simon and Schuster, 1996.

2) "Este artigo explora a relação entre o ambiente familiar e o comportamento de crianças do ensino fundamental que vivem em três contextos familiares. Utiliza dados de estudos que incluem filhos de casais heterossexuais casados, casais heterossexuais em união estável e casais homossexuais, e examina em que medida essas crianças diferem em relação ao desempenho escolar e a aspectos do desenvolvimento social. Os resultados mostram que, na maioria dos casos, os mais bem-sucedidos são os filhos de casais casados, seguidos pelos filhos de casais em união estável e, por fim, pelos filhos de casais homossexuais."

SARANTAKOS, Sotirios. Children in three contexts: family, education and social development. Children Australia, v. 21, n. 3, p. 23-31, 1996.

3) "Não é simplesmente a presença de dois pais... mas a presença de dois pais biológicos que parece apoiar o desenvolvimento das crianças.

[...] A pesquisa demonstra claramente que a estrutura familiar importa para as crianças, e a estrutura familiar que mais ajuda as crianças é uma família chefiada por dois pais biológicos em um casamento com baixo nível de conflito. Crianças em famílias monoparentais, crianças nascidas de mães solteiras e crianças em famílias reconstituídas ou em relacionamentos de coabitação enfrentam maiores riscos de resultados negativos. [...] Há, portanto, valor para as crianças na promoção de casamentos fortes e estáveis entre os pais biológicos."

MOORE, Kristin A.; JEKIELEK, Susan M.; EMIG, Carol. Marriage from a child's perspective: How does family structure affect children, and what can we do about it?. Washington, DC: Child Trends, 2002.

4) "Este resumo comentado sintetiza pesquisas sobre os efeitos da estrutura familiar no bem-estar infantil, identificando questões que ainda precisam ser exploradas. Em média, crianças que crescem em famílias com ambos os pais biológicos em um casamento com baixo nível de conflito apresentam melhores resultados em diversos aspectos do que crianças que crescem em lares monoparentais, com padrastos/madrastas ou em união estável. Comparadas a crianças criadas por pais casados, crianças em outros tipos de família têm maior probabilidade de alcançar níveis educacionais mais baixos, tornarem-se pais na adolescência e apresentarem problemas de saúde, comportamento e saúde mental. Além disso, crianças em famílias monoparentais e em união estável têm maior probabilidade de serem pobres. Contudo, a maioria das crianças que não vivem com pais biológicos casados cresce sem problemas graves. Em situações individuais, o casamento pode ou não trazer benefícios para as crianças, dependendo se o casamento é "saudável" e estável. O casamento pode ser um indicador de outras características parentais associadas à estabilidade do relacionamento e a resultados positivos para a criança. A base legal e o apoio público inerentes à instituição do casamento ajudam a criar as melhores condições para o desenvolvimento dos fatores que as crianças mais precisam para prosperar: atenção consistente, estável e amorosa de dois pais que cooperam e que têm recursos suficientes, além do apoio de duas famílias extensas, dois grupos de amigos e da sociedade."

PARKE, Mary. Are Married Parents Really Better for Children? What Research Says about the Effects of Family Structure on Child Well-Being. Washington, D.C.: Center for Law and Social Policy, May 2003. Disponível em: https://eric.ed.gov/?id=ED476114

5) Em um resumo das "melhores pesquisas psicológicas, sociológicas e biológicas até o momento", Brad Wilcox, sociólogo da Universidade da Virgínia, concluiu que "homens e mulheres trazem diferentes dons para a parentalidade, que as crianças se beneficiam de pais com estilos parentais distintos e que a desestruturação familiar representa uma séria ameaça para as crianças e para as sociedades em que vivem (...) a maioria dos pais e mães possui talentos específicos relacionados ao sexo para a criação dos filhos, e as sociedades deveriam organizar os papéis parentais e de trabalho de forma a aproveitar a maneira como esses talentos tendem a ser distribuídos de forma específica para cada sexo"

MATTERS, Why Marriage. Twenty-six conclusions from the social sciences. Institute for American Values, v. 31, 2005.

6) "Quase todos os estudos sobre parentalidade homossexual concluíram que não há diferença em uma série de indicadores de desempenho para crianças que vivem em lares com pais do mesmo sexo em comparação com crianças que vivem com pais de sexos opostos casados. Recentemente, alguns trabalhos baseados no censo dos EUA sugeriram o contrário, mas esses estudos apresentam limitações consideráveis. Aqui, uma amostra de 20% do censo canadense de 2006 é usada para identificar crianças que declararam viver com pais do mesmo sexo e para examinar a associação entre o tipo de domicílio e as taxas de conclusão do ensino médio dessas crianças. Essa grande amostra aleatória permite o controle do estado civil dos pais, distingue entre famílias homossexuais e lésbicas e é suficientemente grande para avaliar as diferenças de gênero entre pais e filhos. Crianças que viviam com famílias homossexuais em 2006 tinham cerca de 65% menos probabilidade de concluir o ensino médio em comparação com crianças que viviam em famílias com pais de sexos opostos casados. Filhas de pais do mesmo sexo têm um desempenho consideravelmente pior do que os filhos."

ALLEN, Douglas W. High school graduation rates among children of same-sex households. Review of Economics of the Household, v. 11, n. 4, p. 635-658, 2013. DOI: 10.1007/s11150-013-9220-y. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11150-013-9220-y
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Duvido muito a ciência "defender" alguma tradição que não seja objetiva para a realidade. Religião e ciência não são a mesma coisa, mas gosto como essa última consegue ser próxima da realidade factual e da previsão correta de medidas que ditam regras por meio coersão estatal na vida das pessoas.
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Ciência não é uma instituição monolítica ou infalível. Ela pode ser usada para defender erros, no entanto possui metodologias boas que quando aplicadas corretamente geralmente conduzem a conclusões corretas.

Existem estudos afirmando que há diferenças entre crianças criadas por pais do mesmo sexo e por pais do sexos diferentes, assim como há estudos afirmando que não há tais diferenças.

Quais são os melhores? É só verificar a metodologia. Os estudos que negam as diferenças não são representativos. Eles sempre comparam gays brancos de classe média que vivem em áreas urbanas com amostras bem mais representativas de pais do sexo oposto. Poucos estudos testam mais de um ou dois indicadores de bem-estar. A maioria usa amostras pequenas e recorre à chamada "amostragem em bola de neve", na qual os participantes recrutam amigos e conhecidos para o estudo. A amostra não é aleatória.

Apenas um desses estudos, o de Rosenfeld, é bastante amplo, porém mesmo esse estudo tem sérios problemas. Primeiro, é falso que ele não encontrou "nenhuma diferença". O que ele encontrou foi muito ruído, e por isso não conseguiu distinguir estatisticamente crianças em lares homoparentais de crianças em qualquer outro tipo de lar - incluindo aqueles que sabemos que não são bons para as crianças. Segundo, as estimativas não tem precisão, pois o pesquisador tomou a decisão de excluir da amostra crianças que não moravam no mesmo local há cinco anos. Isso acabou se mostrando fortemente correlacionado com lares homoparentais. Portanto, ele excluiu a maioria dos lares homoparentais da amostra. Sem essa informação, ele não tem poder estatístico para distinguir entre os tipos de família.

É por isso que esses estudos sempre são pegos em revisões sistemáticas.
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Por que não estudos atualizados? 

https://whatweknow.inequality.cornell.edu/topics/lgbt-equality/what-does-the-scholarly-research-say-about-the-wellbeing-of-children-with-gay-or-lesbian-parents/

Encontrei esse aqui lá na literatura dos EUA para ser um contraponto e essa metodologia dele está muito numa direção que não é irrefutável como deveria ser em ciência: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4771005 o autor é questionável também. 

Religião não é ciência. 

Google tradutor: Nos últimos anos, casais gays e lésbicos, casados ​​ou em união estável, têm tido filhos por meio de inseminação artificial ou fertilização in vitro. Uma pesquisa publicada em 2010 ( Marquardt et al., 2010 ) demonstrou algumas das consequências negativas para indivíduos concebidos por doação de sêmen: em média, jovens adultos concebidos por inseminação artificial apresentavam maior confusão mental, sentiam-se mais isolados de suas famílias, experimentavam mais sofrimento psíquico e tinham piores resultados em áreas como depressão, delinquência e abuso de substâncias do que um grupo semelhante de crianças concebidas naturalmente. 

A causa pode ser tudo, mas o problema é o casamento homossexual, como pode ver aí acima. Não considero isso ciência de verdade, porque ela esconde relações de variáveis, que é uma definição óbvia, mas importante enfatizar.

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Não vou olhar de jeito nenhum a metodologia desses estudos aí que eu citei, confio nas pessoas da área que estudam o assunto, confio em associações sobre o assunto, confio no consenso científico. Acho que você e as pessoas que acreditam que o casamento só deve ser entre o sexo masculino e feminino estão equivocadas e isso equivale a defender intolerância religiosa que vocês odeiam e sempre aparece um neoateu defendendo. Não vou entrar na área de vocês também, poderia questionar porque Deus é cego para "essas coisas erradas", mas não li a Bíblia.
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As minhas citações têm um quê de viés de confirmação sim, eu não fico folheando a literatura científica, então realmente eu não sei. Mas veja quantos estudos dizem coisas que esses outros estudos, em que muitos nem falam sobre a relação que a homossexualidade tem com os indicadores ruins porque o problema é outra coisa, mas jogam na homossexualida...
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Meu caro ser iluminado, em primeiro lugar, o PMC (PubMed Central) não é um site de "opinião do governo", mas sim uma biblioteca digital gigante, tipo uma Wikipedia da ciência médica administrada pela Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA. O papel deles é apenas arquivar e organizar pesquisas científicas do mundo inteiro que passaram pelo crivo de cientistas de verdade (revisão por pares), independentemente de quem esteja no poder ou de qual seja o partido político da vez. Dizer que o site só posta o que o governo apoia é o mesmo que dizer que os livros de uma biblioteca pública só contêm ideias que o prefeito da cidade aprova, um erro completo que mostra que você não faz a menor ideia de como a ciência e a curadoria acadêmica funcionam.

Em segundo lugar, nenhum desses estudos cita a Bíblia ou premissas religiosas em nenhum lugar.

Em terceiro lugar, confiar no consenso dos cientistas não é o mesmo que confiar na ciência. A ciência não funciona assim.

Na ciência, "consenso" não serve para ditar o que é verdade, porque ela não é uma democracia onde a maioria vota para decidir como a natureza funciona. O que vale são as evidências e os fatos. Se a maioria estivesse sempre certa, a humanidade estaria estagnada até hoje. Por exemplo, durante séculos o consenso científico absoluto era de que a Terra era o centro do universo e que o Sol girava em torno dela, até que outros cientistas provaram o contrário. Outro exemplo clássico: a comunidade médica inteira acreditava que úlceras no estômago eram causadas por estresse e comida apimentada, até que dois cientistas provaram na década de 1980 que a culpa era de uma bactéria (a H. pylori), quebrando o consenso e ganhando o Prêmio Nobel. A ciência avança justamente quando alguém questiona o consenso e prova, com dados, que todo mundo estava errado.

Por último, o link que você citou (https://whatweknow.inequality.cornell.edu/topics/lgbt-equality/what-does-the-scholarly-research-say-about-the-wellbeing-of-children-with-gay-or-lesbian-parents/) não é um estudo atualizado, mas apenas um artigo que cita estudos com conclusões favoráveis e contrárias às vantagens da parentalidade heterossexual na criação dos filhos. Ele fala de 75 estudos contrários, mas peca porque subestima o número de estudos que chegam a outro conclusão e também porque não faz uma avaliação crítica desses 75 estudos.

Na verdade, todos esses estudos são de qualidade ruim e foram pegos em revisões sistemáticas como eu falei.
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A primeira evidência do estudo que eu disse que tinha viés: https://link.springer.com/article/10.1007/s11150-013-9220-y

Isso não é evidência.
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Vou citar alguma revisões sistemáticas e reexames desses estudos:

1) "Em 2005, a Associação Americana de Psicologia (APA) emitiu um resumo oficial sobre parentalidade lésbica e gay. Este resumo incluía a afirmação: “Nenhum estudo encontrou crianças de pais lésbicas ou gays em desvantagem em qualquer aspecto significativo em relação a crianças de pais heterossexuais” (p. 15). O presente artigo examina de perto esta afirmação e os 59 estudos publicados citados pela APA para apoiá-la. Sete questões centrais abordam: (1) amostragem homogênea, (2) ausência de grupos de comparação, (3) características do grupo de comparação, (4) dados contraditórios, (5) o escopo limitado dos resultados das crianças estudadas, (6) escassez de dados de resultados a longo prazo e (7) falta de poder estatístico recomendado pela APA. A conclusão é que afirmações fortes, incluindo aquelas feitas pela APA, não eram empiricamente justificadas. Recomendações para pesquisas futuras são oferecidas."

MARKS, Loren. Same-sex parenting and children’s outcomes: A closer examination of the American Psychological Association’s brief on lesbian and gay parenting. Social Science Research, v. 41, n. 4, p. 735–751, 2012.

Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0049089X1200058

2) "Reexaminamos o estudo de Rosenfeld (2010) sobre a associação entre os resultados das crianças e a estrutura familiar homoafetiva. Utilizando o mesmo conjunto de dados, replicamos e generalizamos as descobertas de Rosenfeld e mostramos que as implicações de seu estudo são diferentes quando se utilizam grupos de comparação alternativos ou restrições amostrais alternativas. Em comparação com lares tradicionalmente casados, constatamos que crianças criadas por casais homoafetivos têm 35% menos probabilidade de progredir normalmente na escola; essa diferença é estatisticamente significativa no nível de 1%."

ALLEN, Douglas W.; PAKALUK, Catherine; PRICE, Joseph. Nontraditional families and childhood progress through school: A comment on Rosenfeld. Demography, v. 50, n. 3, p. 955–961, 2013.

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1353/dem.0.0112

3) "O casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma das grandes questões políticas da nossa época, e parte desse debate gira em torno da capacidade dos casais homossexuais de criarem seus filhos. A maioria dos estudos sobre parentalidade homossexual conclui que as crianças criadas por pais homossexuais têm um desempenho tão bom, ou até melhor, do que seus pares em famílias heterossexuais. Essa conclusão, que pode ou não ser verdadeira, não tem respaldo científico devido a diversas limitações: alguns resultados são mal interpretados; a maior parte da literatura é exploratória e composta por pequenas amostras qualitativas, dados tendenciosos e outras falhas no desenho da pesquisa; os estudos se concentram em famílias lésbicas; e as medidas de resultado são limitadas. Embora esses problemas impeçam generalizações científicas, cientistas sociais têm tratado as pesquisas preliminares e inconclusivas como definitivas. Naturalmente, aqueles que atuam em círculos de políticas públicas adotaram essa posição injustificada. Independentemente do que a ciência venha a demonstrar sobre a estrutura familiar homossexual, é importante proteger o processo de pesquisa de pressões políticas: sejam elas contrárias ao casamento entre pessoas do mesmo sexo ou favoráveis aos direitos LGBT."

ALLEN, Doug. “More Heat Than Light: A Critical Assessment of the Same-Sex Parenting Literature, 1995-2013.” Marriage & Family Review, v. 51, n. 2, p. 154-182, 2015. DOI: 10.1080/01494929.2015.1033317. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/01494929.2015.1033317

4) "Estudos conduzidos nos últimos 10 anos que compararam os resultados para crianças de pais adotivos do mesmo sexo e heterossexuais foram revisados. Foram identificadas inúmeras limitações metodológicas que dificultam muito uma avaliação precisa do efeito da orientação sexual dos pais em famílias adotivas. Devido às limitações amostrais, ainda sabemos muito pouco sobre o funcionamento familiar entre famílias adotivas do mesmo sexo com renda baixa ou moderada, aquelas com vários filhos ou aquelas com filhos mais velhos, incluindo adolescentes, ou como o funcionamento familiar pode mudar ao longo do tempo. Ainda há necessidade de pesquisas de alta qualidade sobre famílias do mesmo sexo, especialmente famílias com pais gays e com renda mais baixa."

SCHUMM, Walter R. A review and critique of research on same-sex parenting and adoption. Psychological Reports, v. 119, n. 3, p. 641–760, 2016.

Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/003329411666559
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É como escreveram os filósofos que eu citei antes:

"Nenhum estudo sobre parentalidade entre pessoas do mesmo sexo cumpre o padrão de investigação a que aspiram as ciências sociais de alta qualidade: amostras grandes, aleatórias e representativas observadas longitudinalmente. [...] Vários dos que são mais frequentemente citados nos meios de comunicação social comparam, na verdade, os resultados da parentalidade entre pessoas do mesmo sexo com arranjos parentais solteiros, adotivos ou outros que já se revelaram sub ótimos. Poucos testam mais de um ou dois indicadores de bem-estar. A maioria recorre à "amostragem em bola de neve", na qual os participantes recrutam amigos e conhecidos para o estudo. Com esta técnica, "aqueles que têm muitas interrelações com... um grande número de outros indivíduos" estão fortemente sobre-representados.

Como resultado, observa a psicóloga Abbie Goldberg, os estudos sobre famílias de pais do mesmo sexo concentraram-se em "pessoas brancas de classe média que estão relativamente 'excluídas' na comunidade gay e que vivem em áreas urbanas". Eles ignoraram "as minorias sexuais da classe trabalhadora, as minorias sexuais raciais ou étnicas, [e] as minorias sexuais que vivem em áreas rurais ou geográficas isoladas". No entanto, essas amostras favoravelmente tendenciosas de pais do mesmo sexo são frequentemente comparadas com amostras representativas (e, portanto, mais mistas) de pais do sexo oposto)."

GIRGIS, Sherif; ANDERSON, Ryan T.; GEORGE, Robert. What is marriage?: Man and woman: A defense. Encounter Books, 2020.
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E você chama a autoridade da ciência para quê? Você não é o iluminado do divino? não precisa de negacionismo. A Bíblia é a autoridade. Pronto.
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Autoridade da ciência não é o mesmo que consenso majoritário. Nem toda a afirmação de cientista é uma afirmação da ciência. Isso é algo básico que eu achei que você soubesse.
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Eu adoraria ver o ponto de vista conservador desses autores do livro: https://books.google.com.br/books/about/What_Is_Marriage.html?id=TpfxW4tOVAQC&redir_esc=y

Mas prefiro o consenso científico.
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Se Galileu, Kepler, Copérnico ou Newton preferissem o consenso científico, talvez nós acreditassemos até hoje que a Terra é o centro do universo. Consenso nunca foi parâmetro para verdade. É justamente o debate, a pesquisa e o questionamento do paradigma dominante que movem a ciência.
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editado atrás por
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"Na ciência, "consenso" não serve para ditar o que é verdade, porque ela não é uma democracia onde a maioria vota para decidir como a natureza funciona. O que vale são as evidências e os fatos. Se a maioria estivesse sempre certa, a humanidade estaria estagnada até hoje. Por exemplo, durante séculos o consenso científico absoluto era de que a Terra era o centro do universo e que o Sol girava em torno dela, até que outros cientistas provaram o contrário. Outro exemplo clássico: a comunidade médica inteira acreditava que úlceras no estômago eram causadas por estresse e comida apimentada, até que dois cientistas provaram na década de 1980 que a culpa era de uma bactéria (a H. pylori), quebrando o consenso e ganhando o Prêmio Nobel. A ciência avança justamente quando alguém questiona o consenso e prova, com dados, que todo mundo estava errado."

Essa não foi a única razão. A evolução da metodologia deve ser respeitada conforme a veracidade de seus resultados. Essa afirmação que citei de você no paragráfo acima só seria bem aceita se a metodologia fosse dogma desde os anos 80. 

Eu editei alguns comentário porque dei a entender que foi Trump, mas nada a ver, só achei absurdo a plataforma dos EUA publicar aquele metaestudo, que é de excelência a plataforma, e o consenso ser outro.

 Encerro aqui. Se quiser dizer mais alguma coisa, fique à vontade. Eu não deveria ter discutido o assunto sem uma base sólida, é por isso que o consenso me ilumina e o mais do ignorante Homo Sapiens que o respeitar.  

(Edição final do meu comentário, corrigido)

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Também vou encerrar minha participação aqui. Acho que já disse o suficiente. Não tenho como te forçar a pensar diferente, e não tentaria fazer isso mesmo que eu pudesse.
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No civil todas as pessoas devem possuir os mesmos direitos.

Defender que não tenham os mesmos direitos já entra na área do preconceito.

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Acho q assim o mundo fica cada vez mais torto distorcido sei lá q sejam felizes mas acho mau exemplo p mundo
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Pensam o mesmo de você sobre ser mãe solteira.
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Eu não sou contra mas solteira ou pai solteiro, assim como não sou contra dois pais ou duas mães criarem uma criança (sim, eu também não sou contra isso). O que eu estou dizendo é que esses arranjos não são os ideais. Não é sem razão que o divórcio cause um impacto tão negativo nos filhos. Também não é sem razão que filhos órfãos de pai ou de mãe em geral não tenham um desempenho tão bom quanto os filhos criados em lares impactos.

Isso não quer dizer que eu seja contra pais solo. O meu argumento sobre o casamento gay é que ele obscurece que eu arranjo ideal é a criação por um pai e uma mãe, não que tais famílias devem ser proibidas e adotar e criar crianças. Eu, na verdade, concordo com quem diz que isso é melhor do que uma criança crescer em um orfanato.
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Eu mesmo não fui criado em um lar intacto. Fui criado por meus avós, não por meus pais. Sou muito grato a eles por tudo, mas nem por isso vou negar que o ideal é a criação em um lar intacto, por ambos os pais biológicos. Se esse ideal não puder ser alcançado, o melhor é uma criação que se aproxime mais dele.
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É uma opinião infeliz, especialmente se vier com citação de estudo científico que não fica claro a relação do que se diz. Mas tudo bem. Acho que tentei defender o casamento homo e estraguei tudo, vim para defender homossexuais, não convencer. O argumento de um ideal com previsões não científicas e aqueles estudos cientificos não são bons, é muita arrogância achar que pode decidir o direito à igualdade de outrem por meio do Cristianismo e das possibidades da falta de clareza de estudo ruim ou ignorado. Vi coisa como pesquisador cristão culpando a homossexualidade em relação à pedofilia que ocorria nas igrejas, aos olhos de Deus, na pesquisa para o autor Richard P. Fitzgibbons. Como eu desvejo isso?
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atrás por (14,9K pontos)
Acho estranho porque se ambos são maiores de idade, a vida particular delas não deveria importar a essas pessoas.

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