Além desse, existem vários outros estudos nessa mesma direção, desde alguns mais antigos (porém mesmo assim muito bons) até outros mais recentes. Isso inclui tanto estudos que mostram que é parentalidade de sexos diferentes é o melhor arranjo, quanto estudos que demonstram diferenças em diversos indicadores entre crianças criadas por pais casados (homem e mulher) e por pais do mesmo sexo. Eis seis exemplos:
1) "O conjunto de evidências das ciências sociais apoia a ideia de que a parentalidade diferenciada por gênero é importante para o desenvolvimento humano e que a contribuição dos pais para a criação dos filhos é única e insubstituível. (...) Devemos rejeitar a noção de que 'mães podem ser bons pais', assim como devemos rejeitar a noção popular... de que 'pais podem ser boas mães'... Os dois sexos são fundamentalmente diferentes, e cada um é necessário — cultural e biologicamente — para o desenvolvimento ideal de um ser humano"
POPENOE, David. Life without father: Compelling new evidence that fatherhood and marriage are indispensable for the good of children and society. Simon and Schuster, 1996.
2) "Este artigo explora a relação entre o ambiente familiar e o comportamento de crianças do ensino fundamental que vivem em três contextos familiares. Utiliza dados de estudos que incluem filhos de casais heterossexuais casados, casais heterossexuais em união estável e casais homossexuais, e examina em que medida essas crianças diferem em relação ao desempenho escolar e a aspectos do desenvolvimento social. Os resultados mostram que, na maioria dos casos, os mais bem-sucedidos são os filhos de casais casados, seguidos pelos filhos de casais em união estável e, por fim, pelos filhos de casais homossexuais."
SARANTAKOS, Sotirios. Children in three contexts: family, education and social development. Children Australia, v. 21, n. 3, p. 23-31, 1996.
3) "Não é simplesmente a presença de dois pais... mas a presença de dois pais biológicos que parece apoiar o desenvolvimento das crianças.
[...] A pesquisa demonstra claramente que a estrutura familiar importa para as crianças, e a estrutura familiar que mais ajuda as crianças é uma família chefiada por dois pais biológicos em um casamento com baixo nível de conflito. Crianças em famílias monoparentais, crianças nascidas de mães solteiras e crianças em famílias reconstituídas ou em relacionamentos de coabitação enfrentam maiores riscos de resultados negativos. [...] Há, portanto, valor para as crianças na promoção de casamentos fortes e estáveis entre os pais biológicos."
MOORE, Kristin A.; JEKIELEK, Susan M.; EMIG, Carol. Marriage from a child's perspective: How does family structure affect children, and what can we do about it?. Washington, DC: Child Trends, 2002.
4) "Este resumo comentado sintetiza pesquisas sobre os efeitos da estrutura familiar no bem-estar infantil, identificando questões que ainda precisam ser exploradas. Em média, crianças que crescem em famílias com ambos os pais biológicos em um casamento com baixo nível de conflito apresentam melhores resultados em diversos aspectos do que crianças que crescem em lares monoparentais, com padrastos/madrastas ou em união estável. Comparadas a crianças criadas por pais casados, crianças em outros tipos de família têm maior probabilidade de alcançar níveis educacionais mais baixos, tornarem-se pais na adolescência e apresentarem problemas de saúde, comportamento e saúde mental. Além disso, crianças em famílias monoparentais e em união estável têm maior probabilidade de serem pobres. Contudo, a maioria das crianças que não vivem com pais biológicos casados cresce sem problemas graves. Em situações individuais, o casamento pode ou não trazer benefícios para as crianças, dependendo se o casamento é "saudável" e estável. O casamento pode ser um indicador de outras características parentais associadas à estabilidade do relacionamento e a resultados positivos para a criança. A base legal e o apoio público inerentes à instituição do casamento ajudam a criar as melhores condições para o desenvolvimento dos fatores que as crianças mais precisam para prosperar: atenção consistente, estável e amorosa de dois pais que cooperam e que têm recursos suficientes, além do apoio de duas famílias extensas, dois grupos de amigos e da sociedade."
PARKE, Mary. Are Married Parents Really Better for Children? What Research Says about the Effects of Family Structure on Child Well-Being. Washington, D.C.: Center for Law and Social Policy, May 2003. Disponível em:
https://eric.ed.gov/?id=ED476114
5) Em um resumo das "melhores pesquisas psicológicas, sociológicas e biológicas até o momento", Brad Wilcox, sociólogo da Universidade da Virgínia, concluiu que "homens e mulheres trazem diferentes dons para a parentalidade, que as crianças se beneficiam de pais com estilos parentais distintos e que a desestruturação familiar representa uma séria ameaça para as crianças e para as sociedades em que vivem (...) a maioria dos pais e mães possui talentos específicos relacionados ao sexo para a criação dos filhos, e as sociedades deveriam organizar os papéis parentais e de trabalho de forma a aproveitar a maneira como esses talentos tendem a ser distribuídos de forma específica para cada sexo"
MATTERS, Why Marriage. Twenty-six conclusions from the social sciences. Institute for American Values, v. 31, 2005.
6) "Quase todos os estudos sobre parentalidade homossexual concluíram que não há diferença em uma série de indicadores de desempenho para crianças que vivem em lares com pais do mesmo sexo em comparação com crianças que vivem com pais de sexos opostos casados. Recentemente, alguns trabalhos baseados no censo dos EUA sugeriram o contrário, mas esses estudos apresentam limitações consideráveis. Aqui, uma amostra de 20% do censo canadense de 2006 é usada para identificar crianças que declararam viver com pais do mesmo sexo e para examinar a associação entre o tipo de domicílio e as taxas de conclusão do ensino médio dessas crianças. Essa grande amostra aleatória permite o controle do estado civil dos pais, distingue entre famílias homossexuais e lésbicas e é suficientemente grande para avaliar as diferenças de gênero entre pais e filhos. Crianças que viviam com famílias homossexuais em 2006 tinham cerca de 65% menos probabilidade de concluir o ensino médio em comparação com crianças que viviam em famílias com pais de sexos opostos casados. Filhas de pais do mesmo sexo têm um desempenho consideravelmente pior do que os filhos."
ALLEN, Douglas W. High school graduation rates among children of same-sex households. Review of Economics of the Household, v. 11, n. 4, p. 635-658, 2013. DOI: 10.1007/s11150-013-9220-y. Disponível em:
https://link.springer.com/article/10.1007/s11150-013-9220-y