Ontem, o Senado Federal discutiu em plenário o PL 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e apresentado por Soraya Thronicke (Podemos-MS). O projeto inclui misoginia e/ou discurso misógino, definido como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”, como crime... E inclui a expressão “condição de mulher” na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989). Dessa forma, misoginia terá uma pena de 2 a 5 anos de prisão e multa, sob condição de crime inafiançável equiparado ao racismo.
Foi aprovado por unanimidade no Senado Federal... Haviam 67 senadores presentes na votação e todos, sem exceção, votaram a favor. Alguns nomes que votaram a favor e que eu acredito que sejam interessantes trazer à tona incluem o senador e pré-candidato a Presidente da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo anterior e pastora evangélica Damares Alves (Republicanos-DF), o ex-magistrado e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro (PL-PR), e alguns outros nomes que incluem Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (NOVO-CE) e Rogerio Marinho (PL-CE). Todos que estavam presentes votaram a favor, sem exceção... A não ser Davi Alcolumbre (UB-AP) por ser Presidente do Senado Federal em exercício. Nenhum votou contra, de direita à esquerda.
Lembrando que ainda deverá ser aprovado pela Câmara dos Deputados antes de ser efetivado. Para mais detalhes, para conferir o projeto na íntegra e como votou o(s) senador(es) do seu estado, deixo os dois links abaixo:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/03/24/inclusao-da-misoginia-como-crime-de-preconceito-e-aprovada-e-vai-a-camara
https://www.poder360.com.br/poder-congresso/saiba-como-cada-senador-votou-no-projeto-da-misoginia/
E você? O que acha? Acha que é uma ferramenta legítima de combate à misoginia ou apenas um recurso que limita a liberdade de expressão?