Em primeiro lugar, que bom que você está aqui... Você sempre trás ótimas perguntas a respeito de análise de discurso e filosofia da linguagem. E esta é uma delas.
Vamos lá...
Em primeiro lugar, o texto utiliza um recurso clássico de enquadramento que funciona muito mais de maneira retórica do que descritiva... Onde a direita é apresentada com virtudes “positivas” (consciência moral, responsabilidade individual, e etc) enquanto a esquerda surge com temos carregados (mal em si, coerção, planejamento de conduta e etc). O nome disso é construção de blocos homogêneos — onde reduz campos diversos com múltiplas correntes em posições únicas (“a direita, sobretudo a cristã” e “a esquerda prega”). E ainda as enquadra moralmente.
Sem falar de pressupostos de que reformas coletivas são necessariamente coercitivas (são?) e que o papel do Estado é planejar a conduta humana (é?).
É o tipo de texto que descreve mais o autor e quem concorda do que realmente o objeto de análise. Você lê e você consegue apontar claramente qual é o posicionamento de quem escreveu ou de quem postou... O que não é necessariamente um problema, mas que não pode se chamar de neutro.