A política de sinicização das religões é um projeto do governo comunista chinês que tem como objetivo forçar as religiões (catolicismo, islamismo, hinduísmo, budismo, etc) a se alinharem com os valores do PCCh e a ideologia do partido. Isso inclui algumas exigências para elas, como por exemplo: encerrar vínculos com a igreja católica do Vaticano e fortalecer vínculos com a Igreja Patriótica Católica Chinesa, negar a autoridade do papa e promover nos cultos o patriotismo e a lealdade ao partido comunista chinês.
Para uma igreja funcionar legalmente, ela precisa estar registrada em órgãos estatais, ser comandada por líderes religiosos aprovados pelo estado e ser supervisionada por agentes do estado.
Alguns pontos principais da política de sinicização para as igrejas cristãs:
1-Vigilância e restrições: Câmeras de segurança e monitoramento são instaladas dentro e fora das igrejas e templos, para que as autoridades certifiquem que o líder religioso está passando aos fiéis uma mensagem que está de acordo com os ideais e a ideologia do PCCh.
2-Adaptação cultural: Exigência de modificação na arquitetura dos templos (por exemplo remoção de crucifixos das fachadas ou do topo das igrejas).
3-Exigência de que os líderes promovam nos cultos as políticas do partido.
As igrejas que não seguem essas leis/regras podem ser fechadas, multadas ou até mesmo demolidas, e em alguns casos, os líderes religiosos podem ser presos.