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atrás em Religião e Espiritualidade por (47,9K pontos)

Não.

Eu não acredito que a Bíblia foi escrita por inspiração de Deus, porque, ao ler, noto que o Deus da Bíblia foi criado à imagem e semelhança do homem, e não o contrário. Além disso, na Bíblia há muitos acontecimentos surreais que me levam a crer que foram inventados por mentes humanas.

É apenas minha opinião. Respeito quem acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus e não tenho a intenção de defender o que acredito, muito menos de tentar convencer as pessoas a abandonarem suas crenças e passarem a crer no que eu acredito.

10 Respostas

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atrás por (132K pontos)
Não e nem acredito em Deus.
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Se você junta tudo com honestidade, a Bíblia começa a se destacar de um jeito difícil de ignorar: ela não é um livro isolado, mas uma coleção escrita por mais de 40 autores, em épocas e contextos completamente diferentes, ao longo de cerca de 1500 anos, e ainda assim mantém uma linha central coerente sobre quem Deus é e sobre a história humana :queda, redenção e restauração , como se houvesse uma mente guiando tudo por trás. Além disso, ela traz profecias específicas feitas séculos antes e que encontram cumprimento na vida de Jesus Cristo, incluindo detalhes difíceis de manipular, como rejeição, sofrimento e morte, o que vai muito além de previsões vagas. Ao mesmo tempo, o texto é desconfortavelmente honesto: figuras como Davi e Pedro são expostas com falhas graves, o que não faz sentido se a intenção fosse apenas criar uma narrativa de controle ou propaganda. Mesmo assim, esse conjunto de escritos atravessou séculos influenciando profundamente leis, valores morais e a própria ideia de dignidade humana, e continua transformando vidas de dentro pra fora até hoje. E talvez o ponto mais profundo seja que a Bíblia apresenta uma solução única para o problema do mal: um Deus que é ao mesmo tempo perfeitamente justo e perfeitamente amoroso, algo que se encontra na cruz de Jesus Cristo, onde justiça e misericórdia se encontram sem se anularem. Então, quando você tenta explicar tudo isso apenas como coincidência, construção cultural ou manipulação, essas explicações começam a ficar mais frágeis do que a ideia de que há, de fato, uma inspiração divina por trás , não como uma prova matemática que força alguém a crer, mas como a explicação mais coerente diante do conjunto de evidências.
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atrás por (47,2K pontos)
Sim, e dá para formular um raciocínio simples para demonstrar porque isso é verdade.

Deus se revelou na pessoa de Jesus Cristo, e isso foi comprovado em sua morte e ressurreição. Existem boas evidências históricas de que Cristo morreu e ressuscitou ao terceiro dia. Se Deus ressuscitou a Cristo, isso significa que ele confirma os ensinos de Cristo.

Um dos ensinos de Cristo é o da total autoridade e veracidade das Escrituras, como revelação de Deus a nós. Há bons motivos para pensar que esse ensino pertence ao Jesus histórico, primeiro porque era a crença normal de qualquer judeu do primeiro século, segundo porque está documentada nas camadas mais antigas de tradição sobre Jesus.

Portanto, é razoável concluir que a Bíblia é totalmente autoritativa e confiável.
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A Bíblia é um produto humano, assim como uma série de outras escrituras religiosas que, para os fiéis, são sagradas.

Como eu já disse outras vezes, a Bíblia não caiu pronta do céu... Não chegou compilada, editada e pronta para publicação. Vários textos circulavam entre os cristãos primitivos, incluindo evangelhos considerados “apócrifos” e epístolas perdidas. A seleção de quais livros entrariam para o cânone envolveu um processo histórico e gradual com debates, concílios e disputas de influências política e regional... E que nem terminou de maneira unânime, já que existem uma série de diferenças entre as Bíblias católica, protestante e ortodoxas. Foi produto de discernimento comunitário, e não de revelação divina.

As pessoas podem ter fé de que o Espírito Santo influenciou e guiou tal discernimento, mas, mesmo assim, essa seleção não foi tão óbvia e inevitável assim em perspectivas históricas... Sem falar das inúmeras traduções, edições, revisões, publicações e disputas por interpretações. E nem estou mencionando denominações heterodoxas que possuem textos extra-bíblicos como o Livro de Mórmon que afirmam possuírem inspiração divina em algum grau também.
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Não foi simples assim. Só existem quatro Evangelhos escritos no primeiro século. Os evangelhos apócrifos surgiram muito depois.

Além disso, o núcleo principal do Novo Testamento se estabeleceu muito cedo. Os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) e as treze cartas de Paulo foram amplamente aceitos como Escritura desde o início da aplicação desse termo ao Novo Testamento. O livro de Atos e as epístolas de 1 Pedro, 1 João e, provavelmente, Apocalipse também gozavam de aceitação geral. Tais livros nunca foram realmente contestados.

Já no final do século II, o Cânon Muratoriano listava como autoritativos pelo menos 21 ou 22 dos 27 livros que compõem o cânon atual do Novo Testamento, indicando uma tradição anterior de reconhecimento desses textos.

Portanto, ao contrário dessa ideia de um desenvolvimento totalmente aleatório até o século IV, o núcleo do cânon estava presente desde o século II. As discussões e controvérsias se concentraram principalmente em um número menor de livros periféricos, como 2 e 3 João, Judas, 2 Pedro e Tiago.

No final do século IV, o cânon estava efetivamente fechado no Ocidente, com todos os 27 livros, mesmo que não houvesse um decreto oficial. No Oriente, embora houvesse algumas divergências sobre livros específicos, a tendência não era de adicionar (ninguém tentou acrescentar apócrifos), mas sim de subtrair do cânon de 27 livros.

A formação do cânon do Novo Testamento foi um processo gradual, mas com um forte núcleo de livros autoritativos reconhecidos desde os primeiros séculos do cristianismo. As discussões posteriores se concentraram em um número limitado de livros, e o reconhecimento final do cânon de 27 livros no século IV representou em grande parte a formalização de um consenso já existente.
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Eu não disse que foi de maneira totalmente arbitrária.

De fato, existia um núcleo principal aceito desde cedo... Mas houveram, sim, contestações, de acordo com uma série de historiadores. O Apocalipse, por exemplo, teve autoria contestada por Dionísio de Alexandria; e Eusébio não o considerava essencial. O Fragmento Muratoriano canonizava 22 dos 27 atuais, mas ainda assim não menciona por exemplo a epístola para os Hebreus.

E eu acho importante salientar também que esse “número menor de livros periféricos” afetavam diretamente a percepção de autoridade em diferentes regiões.

Nisso tudo, eu ainda enxergo um processo humano...

Não foi só formalização de um consenso já existente... Foi um discernimento gradual, com influências regionais, debates teológicos e respostas a desafios (o que é apostólico e o que é pseudepígrafo?). Não houve um "decreto oficial" único até o século IV e mesmo assim eram concílios regionais, não um concílio ecumênico universal. A autoridade final partiu de um consenso. Não foi uma lista divina entregue pronta.
atrás por (47,2K pontos)
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"E eu acho importante salientar também que esse “número menor de livros periféricos” afetavam diretamente a percepção de autoridade em diferentes regiões."

Eu tenho minhas dúvidas, pois todas as doutrinas centrais já estão asseguradas nos outros livros. Não que esses sejam descartáveis ou secundários, mas não vejo como qualquer princípio do cristianismo estaria ameaçado pela ausência deles. A igreja já tinha uma identidade estabelecida.
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atrás por (88,1K pontos)
Jesus é o verbo, a palavra de Deus.
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atrás por (20,2K pontos)
Parcialmente a palavra de Deus está na bíblia mas muita coisa foi acrescentada pelo homem posteriormente
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atrás por (45,2K pontos)
Faço das suas palavras, as minhas.

Bjs!!
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atrás por (22,2K pontos)
Nao creio  que a Bíblia é a Palavra de Deus:

3 motivos:

- Autoria humana : Foi escrita por dezenas de pessoas diferentes, em 1500 anos, com cópias e traduções. Tem edição, erro de copista e escolha de livros no Concílio.

- Contradições internas : Textos que se chocam em detalhes, datas e narrativas. Se fosse ditada direto por Deus, não teria divergência.

- Sem evidência verificável da origem divina : Não tem como testar em laboratório que veio de Deus. A crença depende de fé, não de prova empírica.

É  um livro histórico/religioso feito por gente, pra quem não crê.
atrás por (47,2K pontos)
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Quem acredita que a Bíblia é a palavra de Deus não acredita que ela foi ditada por Deus, mas assim que Deus inspirou os autores humanos a escrevê-la conforme o seu propósito.
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atrás por (540K pontos)
Sim, acredito nisso...

Abração e até uma próxima.
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atrás por (21,7K pontos)
100% se lá aparecer que uma vaca voa, eu acreditarei.

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