Eu já tinha dito numa outra pergunta...
Hoje, no Brasil e em várias partes do mundo, existem igrejas que funcionam praticamente como empresas e/ou franquias... E há muito tempo não é um problema individual de algumas denominações, já é praticamente crônico e sistêmico. Será que o Pr. Silas Malafaia, por exemplo, realmente precisa de doação de fiéis para comprar um jato particular novo?
Não tenho problemas com a imunidade fiscal de templos religiosos, mas essa imunidade deveria proteger apenas atividades ligadas à religião. Não é para proteger atividades econômicas paralelas... A pessoa jurídica religiosa não pode ser instrumentalizada para blindagem patrimonial. Denominações estão utilizando-se estrategicamente dessa imunidade, e o Estado tem dificuldade de fiscalizar porque não pode “julgar” religião. Inclusive existem denominações que utilizam-se para atividades ilícitas e crimes fiscais como lavagem de dinheiro.
Sou a favor que templos religiosos tenham transparência contábil, e que haja um limite legal claro do que é atividade religiosa essencial. Que esses templos façam como qualquer ONG e comprovem finalidade social... O que é atividade religiosa recebe imunidade, e o que é atividade filantrópica, como igrejas que financiam escolas, hospitais e universidades, recebem subsídios do Estado porque conciliam um interesse público. E o que é atividade econômica, como livrarias, mídias, imóveis alugados e etc, pagam imposto como qualquer um.
O que precisa ser cobrado é responsabilidade dessas denominações.