Não é preciso religião. Se a fonte da vontade de Deus é igual ao seu ser e não pode haver qualquer coisa além do ser de Deus, é apenas lógico que não pode haver nada contra a vontade divina.
Contra a segunda premissa é possível argumentar que há coisas que são algo além do ser de Deus, mas isso seria contraditório com a noção de Deus como causa primeira de tudo. Qualquer positividade na existência destas coisas pertence à Deus, e aquilo que não pertence, não é.
A primeira premissa precisa ser aceita também porque se a fonte da vontade de Deus não é semelhante ao seu ser, esta viria do que não é Deus, ou seja, do nada. Mesmo que concebessemos as coisas como positividades intermediárias essas não poderiam ser a fonte da vontade divina porque Deus sendo causa delas já possui essas positividades.