"Cite nome e data desses estudos, porque eu só conheço o do Axe que não é a favor de design inteligente... É um artigo de biologia comum sobre proteínas, e que em nenhum momento aponta para designer. A não ser que você esteja falando de outro."
Você parece achar que para um artigo ser pró-DI, ele precisa ter a palavra "Deus" ou "Designer" escrita no resumo.
Na ciência, trabalhos pró-ID focam em demonstrar a probabilidade matemática contra processos não guiados ou a complexidade funcional. O artigo do Axe demonstra que a probabilidade de uma proteína dobrar de forma funcional é de 1 em 10⁷⁷. O cientista apresenta o dado, a inferência de que isso exige inteligência é a conclusão lógica que o DI defende, e é exatamente isso que o Axe defende abertamente.
Ah, e a sua tentativa de recuar agora, dizendo que a Nature foi "apenas um exemplo", não apaga o fato de que você usou esse exemplo como uma barreira para desqualificar periódicos de altíssimo impacto como o Journal of Molecular Biology. Se você admite que existem publicações nessas áreas, sua afirmação anterior de que o Design Inteligente tinha zero relevância empírica cai por terra. É contraditório você dizer que está interessado na viabilidade dentro da biologia e, ao mesmo tempo, ignorar artigos que tratam justamente de biologia molecular e probabilidade funcional. Quando um estudo no JMB calcula a raridade de dobras proteicas, ele está fazendo biologia pura e aplicada.
Sobre a Cambridge, seu exemplo do esoterismo é uma falsa analogia gritante. O esoterismo é publicado em coleções de História ou Ciências das Religiões, enquanto o trabalho de Dembski que citei foi publicado em uma coleção de Estatística e Probabilidade. Você percebe a diferença gritante de categoria? Ciência não se define pelo que você acha interessante, mas pelo método e pela lógica aplicados. Se um trabalho de matemática probabilística é publicado por uma das maiores editoras do mundo em uma série técnica, ele é validado como uma contribuição acadêmica séria naquele campo.