O HOMEM QUE TEVE OS OLHOS ARRANCADOS E O MISTÉRIO QUE NUNCA FOI RESOLVIDO
Imagine sair de casa para uma tarefa simples e ser encontrado, horas depois, sem os dois olhos.
Parece roteiro de filme de terror, mas aconteceu no Rio Grande do Sul, em 1995.
Estância Velha, novembro de 1995.
Olívio Corrêa, um agricultor de 56 anos, saiu de casa para ir ao açougue. Depois, foi encontrado gravemente ferido nas proximidades de um matagal.
O detalhe mais perturbador? Seus dois globos oculares haviam desaparecido.
Ao chegar ao Hospital Banco de Olhos, em Porto Alegre, os médicos ficaram perplexos. Os ferimentos apresentavam características de uma retirada realizada com instrumentos cirúrgicos, conforme apontou posteriormente o Instituto Médico Legal.
Mas quem faria algo assim? E por quê?
A investigação levantou hipóteses que pareciam saídas de um filme: tráfico de órgãos, rituais de magia negra, vingança e até ataques de animais.
As suspeitas chegaram a envolver pessoas influentes da cidade, incluindo o então prefeito, que negou qualquer participação. Nenhuma prova foi encontrada contra ele.
E o caso ficou ainda mais estranho.
Olívio apresentou relatos contraditórios sobre o que havia acontecido. Em determinado momento, a investigação considerou até a possibilidade de que ele tivesse caído sobre uma cerca de arame farpado.
Entretanto, essa explicação foi contestada por investigadores diante das características dos ferimentos.
O mais impressionante é que ninguém foi responsabilizado.
Olívio sobreviveu, mas permaneceu sem os olhos. Morreu em 2010, aos 70 anos, sem obter uma resposta definitiva sobre o que realmente aconteceu naquela noite.
Mais de 30 anos depois, uma pergunta continua sem resposta: quem retirou os olhos de Olívio Corrêa?
Um caso real, documentado pela imprensa brasileira, marcado por versões conflitantes, suspeitas nunca comprovadas e um mistério que atravessou décadas.