Dá sim, mas não garante. Já respondi isso algumas vezes, e vou resumir:
>> pesquisa ignora abstenção: algumas mil pessoas podem responder à pesquisa, mas o cálculo dos alguns mil entrevistados ignora quantos, proporcionalmente em milhões, que não vão votar, mesmo tendo preferência por um candidato;
>> algumas pesquisas usam PNAD de 2010: o PNAD já foi atualizado, então isso influencia no cálculo;
>> indecisos ou que não responderam também votam, e as últimas pesquisas não captam isso, pois a escolha é de última hora;
>> as pessoas podem responder que vão votar em tal candidato à toa, só na hora da pergunta na pesquisa: "Ah, falei um nome na hora lá, que veio em mente". E depois muda o voto, anula, etc;
A própria margem de erro se baseia em erro na pesquisa, que não capta esses comportamentos.
A pesquisa é um esboço, pode haver ampla diferença. Por exemplo, Tarcísio a dúvida é se haverá segundo turno. E no segundo turno, mesmo que erre em 10%, a pesquisa mostra tanta diferença que pode sair da margem de erro que o resultado a favor de Tarcísio é de probabilidade muito alta.
Aquele mercado de previsões, acho que é polimarket, diferente das pesquisas, não se baseia em percentuais de eleitores, e sim em chance de alguém ganhar, não importa se por margem apertada ou folgada.