Bom, se os impostos são problema, com um processo de hibridização essa margem arrecadatória diminuiria, porque a estrutura pública é muito mais custosa que vouchers: construção e manutenção dos hospitais e clínicas, contratação de servidores na administração, na atividade-fim, custeio de todo o material para o funcionamento...
A hibridização seria uma modificação do estado atual, que vem enfrentando diversos problemas de atendimento adequado.
Funcionaria da mesma forma que o bolsa-família: um voucher para comprar alimentos. Não precisa construir o supermercado, fazer concurso público para os funcionários, comprar os alimentos... Isso tudo o privado faz, o cidadão apenas recebe o valor e compra.
Quanto às cidades pequenas, qual solução haveria? Uma cidade para ter interesse privado precisa gerar lucro. Se não há, o Estado deve custear. Além do mais, cidades menores podem centralizar tudo em um único hospital público e alguns postos de saúde, além de realizar atendimento residencial. Ou, ainda, se a cidade for próxima a um centro maior, pode haver transporte específico para exames, consultas, tratamentos e procedimentos cirúrgicos em clínicas e hospitais privados dessas cidades maiores.