Como a Grécia era mais descentralizada, acaba que eles também não tinham uma relação homogênea com relações homossexuais...
Em cidades como Atenas, onde valorizava-se bastante a tradição intelectual, a pederastia era um rito de passagem para a vida adulta e uma forma de transmitir conhecimento. Só que a atividade acadêmica e/ou intelectual era reservada aos aristocratas... Então, era comum que filhos de aristocratas que se tornariam futuros cidadãos tivessem um mentor. Já em Roma, não... Por conta da relação de poder, um homem cidadão romano só poderia assumir a posição de penetrador de um jovem que fosse não-cidadão, especialmente escravo, ex-escravo e/ou prostituto. Não tinha o caráter pedagógico.
Já em Esparta, que era muito mais militarizada, a pederastia existia como parte do rito de treinamento militar... E igualmente os homens adultos, cidadãos e soldados relacionavam-se entre si porque acreditavam que aquilo fortaleceria os vínculos emocionais e estariam dispostos a morrer pelo parceiro na guerra. Só que a penetração dependia da hierarquia também... Se fossem iguais, era sexo sem penetração para preservar a dignidade.