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atrás em Livros por (201K pontos)

Se sim, pode contar uma de que você gostava? 

Eu li muitas quando era criança, principalmente as de Esopo. Uma das que eu mais gostava era essa:

A Raposa e o Bode

Uma raposa, andando pelo campo, acabou caindo em um poço profundo. Tentou de todas as maneiras sair dali, mas as paredes eram altas e escorregadias demais.

Pouco depois, um bode passou pelo lugar. Ao ver a raposa no fundo do poço, perguntou:

— O que você está fazendo aí? A água é boa?

A raposa, percebendo uma oportunidade de escapar, respondeu:

— É excelente! Nunca bebi água tão fresca e saborosa. Desça e experimente você também!

O bode, sem pensar muito, saltou para dentro do poço. Depois de beber a água, percebeu o problema:

— E agora? Como vamos sair daqui?

A raposa respondeu:

— Tenho um plano. Fique de pé e apoie as patas dianteiras contra a parede. Eu subirei pelas suas costas e, quando chegar lá em cima, ajudarei você a sair.

O bode concordou. A raposa subiu pelas costas e pelos chifres dele e conseguiu alcançar a borda do poço. Assim que ficou livre, começou a ir embora.

— Ei! — gritou o bode. — Você não vai me ajudar a sair?

A raposa olhou para trás e respondeu:

— Meu caro, se você tivesse tanto juízo quanto tem barba, teria pensado em como sair antes de pular no poço.

E foi embora, deixando o bode para trás.

Moral: Antes de tomar uma decisão, pense nas consequências e em como resolverá os problemas que ela poderá trazer.

Também gostava desta:

O Leão e o Rato Reconhecido

Certo dia, um leão dormia tranquilamente quando um pequeno rato, correndo pelo campo, passou por cima dele e o acordou.

Irritado, o leão prendeu o rato debaixo de sua enorme pata e estava prestes a devorá-lo.

— Por favor, poupe minha vida! — suplicou o rato. — Se me deixar ir, talvez um dia eu possa retribuir sua bondade.

O leão achou graça. Como poderia uma criatura tão pequena ser útil ao rei dos animais? Mesmo assim, resolveu ter misericórdia e deixou o rato partir.

Algum tempo depois, o leão caiu em uma armadilha preparada por caçadores. Preso em uma forte rede, lutou para escapar, mas quanto mais se debatia, mais apertadas ficavam as cordas.

Seus rugidos ecoaram pela floresta e chegaram aos ouvidos do rato, que reconheceu a voz daquele que havia poupado sua vida.

O pequeno animal correu até o local e encontrou o leão preso. Sem perder tempo, começou a roer as cordas da rede com seus dentes afiados. Pouco a pouco, abriu uma passagem grande o bastante para que o leão escapasse.

— Você riu quando eu disse que poderia ajudá-lo algum dia — disse o rato. — Agora sabe que até mesmo um pequeno rato pode ajudar um grande leão.

O leão reconheceu que havia subestimado seu pequeno amigo e agradeceu por ter sua vida salva.

Moral: Ninguém é tão grande que nunca precise da ajuda de alguém menor; uma bondade praticada pode um dia ser recompensada.

5 Respostas

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atrás por (871K pontos)

Sim. E ainda hoje gosto, essa aqui eu levei pra vida...

atrás por (201K pontos)
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Essa também é uma das mais clássicas ^^
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atrás por (728K pontos)
Gostava..

Lembro de um livro que eu gostava muito quando criança que tinha sei lá, acho que 100 fábulas..

Não sei nem se eram todas fábulas, mas foram vendidas como se fossem..

Cada uma de uma página, eu gostava de ler uma toda noite..

Uma que me marcou foi Rumpeltiltskin..

Embora não sei se de fato se enquadra em fábula, e não tenho certeza se escreve assim kkkk

Acho que todos conhecem..
atrás por (201K pontos)
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Acho que esse é um conto de fadas dos Irmãos Grimm, mas realmente é muito bom. Também marcou a minha infância :)
atrás por (728K pontos)
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Hahaha eu imaginava mesmo que tinham logrado a gente nas 100 fábulas, mas, pelo menos a história era boa haha
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atrás por (319K pontos)

Eu AMAVA, e essa primeira aí eu conheço na versão do Millôr Fernandes, olha que curioso:

A Baposa e o Rode
Millôr Fernandes

Por um azino do destar, uma rapiu caosa, certo dia, num pundo profoço, do quir não consegual saiu. Ub mode, passi por alando, algois tum depempo e vosa a rapendo foi mordade pela curiosidido. "Comosa rapadre" -- perguntou -- "que ê que vocé esti faza aendo?". "Voção entê são nabe?" respondosa a mapreira rateu. "Vem aí a mais terrêca sível de tôda a histeste do nordória. Salti aquei no foço dêste pundo e guardarar a ei que brotágua sim pra mó. Mas, se vocér quisê, como e mau compedre, per me fazia companhode". Sem pensezes duas var, o bem saltode tambou no pundo do foço. A rapaente imediatamosa trepostas nas coulhes, apoifre num dos chides do bou-se e salfoço tora do fou, gritando: "Adrade, compeus".
MORAL: Jamie confais em quá estade em dificuldém.

atrás por (728K pontos)
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Coloca em português pra nós pobres monolinguísticos..
atrás por (201K pontos)
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Kkkkkkkkkkk
atrás por (319K pontos)
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Dá pra entender, vai...kkk
atrás por (728K pontos)
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Você ainda não me ensinou a língua aí da tribo..

Tá difícil.. kkkkk
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atrás por (247K pontos)
A da lebre e tartaruga é boa

As vezes achamos que estamos com tudo, e as vezes isso faz com que a pessoa seja um pouco mais descuidada
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atrás por (1,1M pontos)

Na escola, quando pegava um livro de português, folheava-o todo em busca das fábulas, lia todas vorazmente. Você não faz ideia que quantas li e quantas sei.

A primeira que contou, não sabia, a do Leão e o Ratinho estava presente nos livros que lia.

Deixo uma pra você:


A rã e o escorpião

(Esopo)

Parado ao sol, o escorpião olhava ao redor da montanha onde morava.
"Positivamente, tenho de me mudar daqui" - pensou.
Esperou a madrugada chegar, lançou-se por caminhos empoeirados até atingir a floresta. Escalou rochedos, cruzou bosques e, finalmente, chegou às margens do rio largo e caudaloso.
"Que imensidão de águas! A outra margem parece tão convidativa... Se eu soubesse nadar..."
Subiu longo trecho da margem, desceu novamente, olhou para trás. Aquele rio certamente não teria medo de escorpião. A travessia era impossível.
"Não vai dar. Tenho de reconsiderar minha decisão" - lamentou.
Estava quase desistindo quando viu a rã sobre a relva, bem próxima à correnteza. Os olhos do escorpião brilharam:
"Ora, ora... Acho que encontrei a solução!" - pensou rápido.
- Olá, rãzinha! Me diga uma coisa: você é capaz de atravessar este rio?
- Ih, já fiz essa travessia muitas vezes até a outra margem. Mas por que você pergunta? - disse a rã, desconfiada.
- Ah, deve ser tão agradável do outro lado - disse - pena eu não saber nadar.
A rã já estava com os olhos arregalados: "será que ele vai me pedir...?"
- Se eu pedisse um favor, você me faria? - disse o escorpião mansamente.
- Que favor? - murmurou a rã.
- Bem - o tom da voz era mais brando ainda - bem, você me carregaria nas costas até a outra margem?
A rã hesitou:
- Como é que eu vou ter certeza de que você não vai me matar?
- Ora, não tenha medo. Evidentemente, se eu matar você, também morrerei - argumentou o escorpião.
- Mas... e se quando estivermos saindo daqui você me matar e pular de volta para a margem?
- Nesse caso eu não cruzaria o rio nem atingiria meu destino - replicou o escorpião.
- E como vou saber se você não vai me matar quando atingirmos a outra margem? - perguntou a rã.
- Ora, ora... quando chegarmos ao outro lado eu estarei tão agradecido pela sua ajuda que não vou pagar essa gentileza com a morte.
Os argumentos do escorpião eram muito lógicos. A rã ponderou, ponderou e, afinal, convenceu-se. O escorpião acomodou-se nas costas macias da agora companheira de viagem e começaram a travessia. A rã nadava suavemente e o escorpião quase chegou a cochilar. Perdeu-se em pensamentos e planos futuros, olhando a extensão enorme do rio.
De repente se deu conta de que estava dependendo de alguém, de que ficaria devendo um favor para a rãzinha. Reagiu, ergueu o ferrão.
"Antes a morte que tal sorte" - pensou.
A rã sentiu uma violenta dor nas costas e, com o rabo do olho, viu o escorpião recolher o ferrão. Um torpor cada vez mais acentuado começava a invadir-Ihe o corpo.
- Seu tolo - gritou a rã - agora nós dois vamos morrer! Por que fez isso?
O escorpião deu uma risadinha sarcástica e sacudiu o corpo.
- Desculpe, mas eu não pude evitar. Essa é a minha natureza.

MORAL DA HISTÓRIA: O caráter é imutável, e que se tende a agir de acordo com a sua essência, mesmo que isso lhe custe a vida.

atrás por (201K pontos)
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Excelente escolha. Faz anos que eu não lia essa ^^

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