Então a pergunta está equivocada, não é uma legislação, e sim uma CCT não homologada no Judiciário.
Mesmo assim, o prejuízo é evidente ao trabalhador, que precisará se organizar, como se não bastasse sua rotina estafante, para enfrentar mais filas e superlotação de supermercados aos sábados.
Sendo que os supermercados são os que menos sofrem com redução de jornada, pois podem fazer escalas com certa tranquilidade.
Pelo contrário, agora o supermercado não terá muitos custos aos domingos, ao mesmo tempo que lucrará mais aos sábados, com prejuízo na qualidade dos serviços e mantendo os preços.
"E o povo que dê um jeito." Como se a realidade do povo não fosse de ter 2 a 3 empregos, inclusive aos sábados.
E caso ocorram emergências ou dificuldade de se organizar, terá que pagar mais caro no comércio local.
E tudo isso permitido pela lei, porque uma CCT é validada por uma lei que permite um contrato privado com força de lei que causa esse prejuízo de acesso a alimentos civis pela população.
Ou seja, os supermercados usam um permissivo legislativo para fazer uma convenção e se beneficiar financeiramente com menos tempo de oferta de bens essenciais à subsistência.
É como se o supermercado dissesse: vocês criaram uma lei limitando a jornada... Ok, eu vou obedecer, mas driblando a lei. Vou fazer uma convenção com os funcionários, permitida pelo Estado, e a população que se lasque.
Menos tempo de oferta de bens essenciais à subsistência, vou fechar um dia, cumpro com a jornada e vocês que lotem meu estabelecimento no dia anterior, me deem lucro, porque vocês precisam de comida... E de quebra eu economizo custos no domingo.
Invariavelmente em uma população ocorrerão imprevistos, emergências, falta de tempo e a população não terá à disposição temporariamente bens importantes, porque isso é permitido pelo Estado.
Imagine o dano à população se os pequenos comércios também começam a fechar... Os mercadinhos de bairro...
Permissivo estatal totalmente equivocado, no mínimo deveria existir rodízio de supermercado. Alguns fecham no sábado, outros no domingo. Mas aí os supermercados perdem, né...
Ou seja, lei sempre prejudica a população, nunca a empresa.