As palavras carregam significados, e "inválido" e "incapaz" soam como se descrevessem a pessoa inteira, quando na verdade, na maioria dos casos, elas se referem a situações jurídicas ou funcionais específicas, não ao valor ou à dignidade de alguém. Então, sua reação faz sentido. Fora de um contexto jurídico/médico muito específico, chamar alguém assim hoje é desrespeitoso. E é justamente por isso que a linguagem mudou tanto nas últimas décadas. Em vez de reduzir alguém à deficiência ("inválido", "incapaz", "aleijado"), busca-se enfatizar a pessoa: "pessoa com deficiência", "pessoa autista", "pessoa com mobilidade reduzida".