3 votos positivos 0 votos negativos
127 visitas
em Religião e Espiritualidade por (497K pontos)

Chatgpt:

Essas foram algumas de suas principais contribuições:

  • Condenação moral precoce: Já no século XVII, alguns quakers começaram a afirmar que a escravidão era incompatível com os ensinamentos de Jesus. Em 1688, um grupo de quakers da Germantown escreveu um dos primeiros protestos formais contra a escravidão nas colônias americanas.
  • Proibição entre seus próprios membros: Durante o século XVIII, a comunidade quaker passou a expulsar membros que compravam ou vendiam pessoas escravizadas. Isso fez deles uma das primeiras denominações cristãs a adotar oficialmente uma posição antiescravista.
  • Campanhas políticas: No Reino Unido, quakers ajudaram a fundar organizações dedicadas à abolição do tráfico negreiro. Trabalharam ao lado de figuras como Thomas Clarkson e Granville Sharp. Embora William Wilberforce fosse anglicano, ele cooperou estreitamente com os quakers na campanha que levou ao fim do tráfico de escravos britânico em 1807 e, posteriormente, da escravidão nas colônias britânicas em 1833.
  • Apoio a pessoas escravizadas: Muitos quakers ofereceram abrigo, assistência financeira e auxílio jurídico a escravizados que buscavam a liberdade. Nos Estados Unidos, vários participaram da chamada Underground Railroad, uma rede secreta que ajudava fugitivos a escapar para estados livres ou para o Canadá.
  • Publicação de livros e panfletos: Eles produziram e distribuíram textos denunciando as condições desumanas da escravidão, influenciando a opinião pública.

Por que os quakers eram contra a escravidão?

A crença central dos quakers é que existe uma "luz interior" ou presença de Deus em todas as pessoas. Se todos são iguais diante de Deus, ninguém deveria ser tratado como propriedade. Essa convicção levou muitos deles a defender não apenas o fim da escravidão, mas também maior igualdade entre homens e mulheres, liberdade religiosa e o pacifismo

3 Respostas

2 votos positivos 0 votos negativos
por (188K pontos)
selecionada por
 
Melhor resposta

Talvez nenhum assunto seja tão controvertido nas discussões quanto à escravidão e o abolicionismo na história. A tese marxista de Eric Williams de que o Reino Unido aboliu o tráfico e a escravidão por pressões de mercado e necessidade de mão de obra assalariada é um anacronismo que já se encontra completamente superada na academia especializada.

O historiador Seymour Drescher, uma das maiores autoridades mundiais nessa área, em seu estudo Econocide: British Slavery in the Era of Abolition, sepultou essa teoria ao demonstrar que as colônias escravagistas britânicas (como as do Caribe) ainda eram altamente lucrativas e estavam no auge de seu valor econômico quando o tráfico foi proibido em 1807. A decisão britânica de sufocar o tráfico e, posteriormente, abolir a escravidão em 1833 não foi um ato de interesse financeiro, mas sim um "econocídio". O império sabotou os próprios lucros imediatos, arcou com indenizações astronômicas e financiou uma frota naval inteira, a West Africa Squadron, para patrulhar o Atlântico movido por uma avassaladora pressão moral, intelectual e religiosa interna. Mencionei isso por mais de uma vez no falecido Redask.

Além disso, também é interessante lembrar que o motor desse movimento não veio apenas de grupos religiosos cristãos dissidentes, mas também da própria fundação do pensamento conservador cristão moderno. Décadas antes do surgimento dos movimentos antiescravistas, o pai do conservadorismo, Edmund Burke, já questionava a legitimidade moral da escravidão no plenário da Câmara dos Comuns, mesmo representando eleitores diretamente envolvidos no comércio ultramarino. Por volta de 1780, Burke redigiu o Esboço de um Código Negro, que foi o primeiro plano abrangente e formal para a abolição gradual do tráfico de escravos na história anglo-americana.

Para Burke, as leis de mercado deveriam governar bens materiais, mas o tráfico de seres humanos chocava os princípios da humanidade. O pesquisador Gregory Collins, estudioso especialista na filosofia burkeana, "a oferta e a demanda paravam na alma". Esse projeto de reforma gradual comprovadamente serviu de base teórica e inspiração para os maiores nomes do abolicionismo britânico, incluindo William Wilberforce, Thomas Fowell Buxton e Edward Stanley.

Além disso, a tentativa de traçar um paralelo direto entre a Revolução Haitiana e os processos abolicionistas nas colônias britânicas, nos Estados Unidos ou no Brasil é forçada. A analogia não funciona, porque o Haiti possuía fatores únicos que estavam completamente ausentes nos outros países. Por exemplo, no Haiti, a população de escravizados superava a de homens livres em uma proporção esmagadora de quase 10 para 1. O controle militar dependia de um fio de cabelo. Nos EUA e no Brasil, a distribuição demográfica e a estrutura das forças de segurança estatais eram infinitamente mais complexas, diluídas e institucionalizadas. Toda grande revolta escrava que surgiu foi facilmente sufocada. Por fim, elas pararam de acontecer entre as décadas de 1830 e 1840.

A revolução haitiana ocorreu devido ao vácuo de poder e ao caos institucional criado pela Revolução Francesa. Nas colônias britânicas, nos EUA, no Brasil Império e em muitos outros lugares, o estado mantinha o monopólio da força e era muito estável. Isso impedia que revoltas localizadas (como os Malês em Salvador, que durou menos de um dia e foi rapidamente sufocada) escalassem para uma guerra de independência ou ruptura do sistema. Além disso, a revolução haitiana terminou em 1804, mas a escravidão foi abolida nas colônias britânicas cerca de 30 anos depois. Nos Estados Unidos, cerca de 60 anos depois, e no Brasil, cerca de 80 anos depois. Levando em conta todo esse intervalo de tempo, não parece que o medo de uma revolta de escravos tenha impactado tão significativamente a abolição nesses países. Ao invés disso, as discussões sobre a abolição que ocorreram na época se concentraram em outros fatores. Pelo menos, se acreditarmos no que nos dizem as fontes contemporâneas, foi assim.

por (188K pontos)
1 0
Talvez o nosso colega River pense que eu escrevi isso por causa da resposta dele. Ele estará certo se pensar isso kkkk

Mas tomara que não leve a mal.
por (102K pontos)
0 0

Opa, então vamos lá...

Sim, a tese de Williams sofre de inúmeras críticas na Academia, até por isso não o citei diretamente. Todavia, ainda assim, não exclui-se completamente os fatores econômicos no processo de abolição da escravatura... O próprio Drescher ainda vai analisar o impacto de conjecturas econômicas como a Revolução Americana e as guerras napoleônicas. Mesmo em obras posteriores como Capitalism and Antislavery: British Mobilization in Comparative Perspective (1987), Drescher explicitamente aborda como valores morais e forças econômicas interagiram, mesmo sem abraçar totalmente o reducionismo materialista de Williams. Historiadores posteriores então vão matizar ainda mais como tais transformações econômicas alteraram o contexto em que a abolição se tornou possível a longo prazo e como a Revolução Industrial mudou incentivos. De novo, isso não é superestimar os fatores econômicos... O ponto é como a abolição foi um processo multimodal.

E eu também nunca disse que a partir do Haiti que todos os escravizados começaram a se rebelar e desafiar seus senhores. A Revolução Haitiana entrou no debate da época, sim... Era um signo de como uma revolta de escravos poderia destruir uma ordem colonial inteira. Assim como a Revolução Francesa não destruiu imediatamente todas as monarquias na Europa, ela fez parte do debate político da época e demonstrou que monarquias estavam vulneráveis. Se você pesquisar rapidamente no Google sobre “haitianização” ou “haitianismo” (do mesmo jeito que muito se falava sobre “venezuelização” até há quatro anos), você encontra uma série de literatura sobre como as elites invocavam o caso do Haiti para reprimir insurreições de escravizados desde o Primeiro Reinado. Mesmo a Revolta dos Malês tendo durado um dia, teve impacto político nas discussões da época... Isso não depende de duração do evento.

Mas pelo menos você não negou os outros pontos...

por (188K pontos)
0 0
Eu só negaria mais um ponto. Bom, não sei se "negar" é a palavra certa. Talvez "melhorar"seja uma expressão melhor. É sobre as bulas da Igreja Católica que você mencionou.

"a Igreja Católica tinha bulas papais que legitimavam a escravidão de pessoas negras"

É complicado dizer que a Igreja Católica tinha bulas que legitimavam a escravidão de pessoas negras especificamente. Na verdade, a maioria das bulas papais sobre a escravidão a condenava. As poucas bolas que legitimavam a escravidão tinham foco nos muçulmanos, não em negros.

Veja as bulas e decisões da Igreja Católica contra a escravidão:

1434: O papa Eugênio IV condena a escravização de nativos por meio da bula Creator Omnium.

1435: O papa Eugênio IV condena a escravidão dos africanos das Ilhas Canárias por meio da bula Sicut Dudum.

1462: Pio II instrui os bispos a pregarem contra o tratamento de escravos negros etíopes, e condena a escravidão como um "crime tremendo".

1537: O papa Paulo III condena a escravidão e ameaça seus praticantes com a excomunhão por meio de nada menos que três bulas: Sublimus Dei, Veritas Ipsa e Pastorale officium.

1591: O papa Gregório XIV condena a escravidão por meia da bula Cum Sicut.

1639: Urbano VIII condena a escravidão por meia da bula Commissum Nobis.

1686: O Santo Ofício condena a escravidão de africanos. O papa Inocêncio XI atendeu ao pedido do africano Lourenço da Silva de Mendonça.

1741: Bento XIV condena a escravidão na Bula Immensa Pastorum.

1839: O Papa Gregório XVI condena a escravidão ao publicar a Bula In Supremo Apostolatus.

1888: O Papa Leão XIII prontamente atendeu a um pedido do abolicionista Joaquim Nabuco. Na encíclica In Plurimis, dirigida aos Bispos do Brasil, pediu que apoiassem o movimento abolicionista no País.

Você deve conhecer o escritor brasileiro Laurentino Gomes. Em sua série de livros sobre a escravidão, ele viaja um pouco na maionese e diz que a primeira condenação à escravidão por parte da igreja católica foi essa de 1888, ignorando todas as bulas anteriores que eu mencionei. Mas eu dou um desconto para ele porque ele não é um historiador por formação e mesmo assim escreveu uma série razoavelmente boa de livros sobre o assunto, com exceção desses deslizes.

Várias dessas decisões da Igreja Católica contra a escravidão atingiam diretamente negros.

Agora, se você quer uma bula aqui efetivamente permita a escravidão de algum povo, eu recomendo que você volte para o ano de 1452, quando o Papa Nicolau V emitiu a Dum Diversas. O pano de fundo histórico era o avanço dos turcos otomanos (chamados na bula de "sarracenos e pagãos") contra a cristandade. A outra bula escravista, Romanus Pontifex, do mesmo papa, foi apenas uma reafirmação da Dum Diversas. O foco não estava nos negros, mas nos muçulmanos que estivesse em guerra com os cristãos. Essas bulas parecem ter sido a exceção na história, diante de diversas bulas que a Igreja Católica emitiu condenando a escravidão. Embora muitos católicos, inclusive clérigos, tenham escravizado, a posição da Igreja Católica em si não era escravista.
por (102K pontos)
0 0
Há três níveis nessa discussão: o que os papas diziam; como esses documentos eram interpretados; e como a Igreja Católica enquanto instituição espalhada pelo mundo efetivamente agiu.

Pode ter existido uma tradição papal de condenações a escravidão, mas isso infelizmente não encerra a questão... Porque essas condenações frequentemente eram limitadas a determinados povos, ambíguas quanto a escravidão já existente (tão importante quanto o texto diz é o que o texto não diz), e reinterpretadas pelas Coroas ibéricas. O texto pode até falar de uma categoria religiosa, mas a aplicação foi inegavelmente muito mais ampla.

Na América Latina, incluindo no Brasil, existiam bispos que denunciavam a escravidão ao mesmo tempo que existiam os que tinham escravos... E haviam aqueles que eram contra a escravidão, mas achavam que Deus ia resolver o problema no tempo dele. Existiam ordens religiosas que tiveram um trabalho na proteção de populações indígenas, e existiam ordens religiosas que administravam fazendas escravagistas. Tudo isso co-existia.

A posição da Igreja, que também não era um bloco monolítico, ao longo dos séculos foi marcada por tensões, mudanças e contradições. Foi cinzenta.
por (188K pontos)
0 0
O meu foco no comentário está no que os papas efetivamente escreveram e em qual era a posição oficial da Igreja Católica.
por (102K pontos)
0 0

Que também não foi única, constante e linear...

Como eu disse antes, tão importante quanto o que o texto diz é o que o texto não diz...

Por exemplo, a bula Sublimis Deus (1537) defende a liberdade de povos indígenas do continente americano. Ela diz claramente: “os ditos índios e todos os outros povos que venham a ser descobertos pelos cristãos, não devem em absoluto ser privados de sua liberdade ou da posse de suas propriedades, ainda que sejam alheios à fé de Jesus Cristo”... 

Mas e os africanos? Eles não eram índios, e já haviam sido descobertos. Você acha que, em 1537, a escravidão negra estava resolvida?

Já a bula In Supremo Apostolatus (1839) condenava o trafico negreiro. Mas e a escravidão como um todo? Certo, ela proibia o tráfico... Mas se a escravidão como um todo era condenada ainda era objeto de debate. 

Selecionar somente documentos condenatórios e afirmar “essa sempre foi a posição oficial da Igreja” é tão impreciso historicamente quanto se eu selecionasse somente também a Dum Diversas e Romanus Pontifex e dissesse que a Igreja sempre teve posição escravagista. Essa posição acompanhou os debates da época... Não no sentido de que a Igreja reagiu passivamente ao mundo ao redor, mas que suas respostas foram elaboradas em contextos políticos, jurídicos, econômicos e teológicos que mudaram ao longo dos séculos.

por (188K pontos)
0 0
É verdade. Essa é a lacuna dessa bula, mas apenas passando para lembrar que a posição da Igreja Católica não se limitava a uma única bula ou decisão, e nem eu limitei meus exemplos a uma única amostra.
1 voto positivo 0 votos negativos
por (102K pontos)
Sabia. Mas a questão é que os quackers e metodistas, apesar de terem posicionado-se precocemente contra a escravidão, não tinham poder institucional para abolir a escravidão naquele momento...

Instituições cristãs com relações mais estreitas com o Estado frequentemente tiveram posicionamento ambíguo ou até mesmo favorável à manutenção da escravidão. Aqui na América Latina por exemplo, a Igreja Católica atuou numa zona frequentemente cinzenta... Em alguns momentos, os jesuítas contribuíram para evitar que indígenas fossem escravizados e entraram em conflito direto com os colonos e as Coroas portuguesa e espanhola, além dos bandeirantes; todavia, ao mesmo tempo, a Igreja Católica tinha bulas papais que legitimavam a escravidão de pessoas negras. Idem com a Igreja Anglicana nas colônias britânicas, ou com a Igreja Reformada Neerlandesa.

Onde há disputa de interesses, há contradições... Os cristãos não eram um bloco com opinião homogênea.

A abolição só foi possível quando outros interesses começaram a convergir para a mesma coisa. Em algum momento, principalmente a partir da Revolução Haitiana, os escravizados estavam começando a se rebelar contra seus algozes, e aqui no Brasil tivemos alguns de nossos próprios exemplos como a Revolta dos Malês... E aí a discussão a respeito da abolição deixou de ser somente uma pauta moral e/ou espiritual e passou a penetrar a esfera de segurança pública. Como apaziguar uma população que está começando a insurgir e desafiar o sistema?

Posteriormente, o Ocidente passou por transformações econômicas a partir da Revolução Industrial... Agora existe um novo sistema de produção onde valoriza-se principalmente trabalho assalariado e mercado consumidor para alimentar indústrias. Escravo não recebe salário; escravo não compra; escravo não consome; escravo não contribui. Os países que estavam lucrando com a industrialização, como o Reino Unido, passam a pressionar países que ainda dependiam de sistemas escravagistas, como o próprio Brasil... Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Lei Eusébio de Queirós de 1850 que proibiu o tráfico transatlântico no país, embora ainda houvessem irregularidades.

E, claro, em paralelo surgiram filosofias que valorizavam a liberdade individual, dignidade do homem e cidadão, e isso e aquilo outro...

Quando todos esses interesses convergiram, aí, sim, a escravidão foi abolida. Não foi um despertar moral súbito, foi um processo que demorou séculos... Os quackers e metodistas criticavam a escravidão no século XVII, mas a abolição só veio a partir do século XIX. E tão contraditório quanto o processo de abolição foi a própria abolição em si. Agora, os escravos eram considerados pessoas livres e tinham supostamente a dignidade reconhecida... Mas agora eram pessoas marginalizadas, sem perspectivas, tendo que improvisar trabalho porque não tinham mais estabilidade. Quem recebeu indenização não foram os ex-escravizados... Foram os senhores que escravizavam e que saíram no prejuízo depois disso. As famílias que tinham escravos há séculos atrás são as mesmas que ainda exploram trabalho assalariado hoje em dia.

O problema é que, quando você se esforça muito para proteger a própria comunidade e identidade religiosa de contradições, você acaba não percebendo as idiossincrasias do processo e tende a ter uma visão romantizada e enviesada.
1 voto positivo 0 votos negativos
por (174K pontos)

Sim, sabia. Mas por outro lado, muitos escravocratas distorceram e manipularam a bíblia a fim de legitimar e justificar a escravidão. 

Gemini:

"A Bíblia dos Escravizados" foi uma edição mutilada da Bíblia publicada em 1807 por missionários britânicos. Usada nas colônias do Caribe para converter a população escravizada sem questionar o sistema, ela removeu mais de 90% do Antigo Testamento e metade do Novo, removendo passagens sobre liberdade, igualdade e a fuga do Egito (Êxodo).

O que foi removido vs. o que foi mantido

  • Excluídos: Histórias como a do livro do Êxodo (que narra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito), os Salmos de libertação e o trecho de Gálatas 3:28: "Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre... pois todos vós sois um em Cristo."
  • Mantidos: Versículos que justificavam a submissão, como Efésios 6:5: "Servos, obedeçam a seus senhores terrenos com temor e tremor...".

https://www.terra.com.br/noticias/mundo/a-biblia-dos-escravos-a-edicao-da-igreja-anglicana-para-evitar-rebelioes-nas-colonias-britanicas-das-americas,217e436dfa6e75e5ebf4d6730579b1ec90tdkqcg.html

Perguntas relacionadas

2 votos positivos 0 votos negativos
3 respostas 22 visitas
1 voto positivo 0 votos negativos
1 resposta 21 visitas
1 voto positivo 0 votos negativos
2 respostas 26 visitas
3 votos positivos 0 votos negativos
1 resposta 7 visitas
2 votos positivos 0 votos negativos
1 resposta 19 visitas
Seja bem vindo ao ReadAsk, onde você pode fazer perguntas e receber respostas de outros membros da comunidade.

35,4K perguntas

136K respostas

41,1K comentários

315 usuários

...