Todos os partidos que tiveram no poder tem um pouco de culpa
Historicamente, o endividamento brasileiro é resultado de sucessivos mandatos, com saltos gerados por diferentes modelos econômicos e crises internacionais. Os momentos de maior aceleração da dívida ocorreram nos seguintes períodos:Ditadura Militar (1964–1985): O endividamento externo explodiu durante o chamado "Milagre Econômico" e os Governos Geisel e Figueiredo. A dívida externa saltou de US$ 3,2 bilhões em 1964 para mais de US$ 105 bilhões ao fim do regime, o que gerou a moratória e a crise inflacionária da década de 1980.Governos de Fernando Henrique Cardoso (1995–2002): Para estabilizar a moeda e controlar a hiperinflação com o Plano Real, o governo adotou uma política de juros muito altos, o que elevou drasticamente a dívida pública interna, que passou de cerca de 30% para perto de 60% do PIB.Governos de Dilma Rousseff (2011–2016): Marcado pela forte crise econômica e intervenções nas contas públicas, o país registrou sucessivos déficits fiscais que levaram a dívida pública a subir de cerca de 51% para perto de 70% do PIB ao longo de sua gestão.Mandatos Recentes:Governo Jair Bolsonaro (2019–2022): A dívida bruta nacional encerrou 2022 por volta de R$ 7,3 trilhões, inflada por gastos excepcionais durante a pandemia da COVID-19 e medidas de estímulo econômico no último ano de mandato.Governos Lula (2003–2010 e 2023 em diante): Embora tenha quitado antecipadamente a dívida com o FMI e reduzido o endividamento no primeiro ciclo (anos 2000), o atual mandato acumula expressivos déficits fiscais somados a juros elevados, levando a dívida bruta do governo geral a superar a marca histórica de R$ 10 trilhões (em torno de 78% do PIB).