Se a comida no século XVIII em terra firme já exigia um estômago forte, em um navio pirata a situação era verdadeiramente caótica. No cinema, os piratas são sempre retratados banqueteando-se com pernis de carne e canecos transbordando. Na realidade, a vida gastronômica a bordo era uma corrida contra o relógio antes que a comida apodrecesse.
Nas primeiras semanas após zarpar (ou logo após saquear um navio mercante), o cardápio era ótimo: carne fresca, frutas tropicais e vegetais. Mas, à medida que os meses passavam no mar, a dieta se tornava um pesadelo de sobrevivência.