“Deus mandou”, “Jesus mandou” e etc são somente rótulos de autoridade que dão legitimidade àquele discurso... Uma forma de transformar uma regra feita por pessoas em algo supostamente inquestionável sob signo de sagrado.
Diga-se de passagem, qualquer código moral pode-se legitimar a partir de uma fonte de autoridade... Se não for Deus, é a razão e/ou natureza humana; progresso, ciência, justiça social, consenso, etc. Qualquer um pode instrumentalizar dogmaticamente esse discurso.
E mesmo se existir algum fundamento transcendente, nós o acessamos a partir de lentes humanas. A moral religiosa, assim como a secular, pode ser negociada e contestada... E frequentemente aplicada com contradições.