A princípio, quem notificou a respeito da contaminação foi a própria Ypê. Em novembro de 2025, a Química Amparo, que é a fabricante da Ypê, a partir de análises internas concluiu que alguns lotes de seus limpa-roupas líquidos estavam contaminados com a bactéria Pseudomonas aeruginosa... E, diante disso, realizaram um recolhimento voluntário cautelar dos produtos identificados, sob supervisão da Anvisa que é o órgão responsável.
Devido ao histórico recente de contaminação microbiológica, acendeu alertas protocolares da Anvisa que realizou vistorias nas fábricas em Amparo, município de São Paulo... E aí, sim, em abril de 2026 a Anvisa concluiu que ainda existiam fragilidades no processo de fabricação dos produtos Ypê que poderiam facilitar a proliferação da Pseudomonas aeruginosa e outros microrganismos e mandou suspender a produção. E a Ypê recorreu na justiça alegando que desde novembro não houveram novas contaminações e que os problemas já haviam sido corrigidos. Aí a briga foi para a Justiça...
O problema é que as pessoas acreditam no que querem e no que lhes é conveniente... A versão dos fatos que circulou nas redes sociais é que a Ypê estava vendendo seus produtos normalmente quando, de repente, a Anvisa decidiu implicar com a marca e fazer uma vistoria de surpresa nas fábricas, procurando pelo em ovo. Tudo porque os donos são bolsonaristas. Até detergente vira pauta identitária, e beber detergente se torna um ato de reafirmação de identidade política.