Conservadores realmente são o público mais predisposto a compartilhar fake news. Tem até pesquisa publicada na Nature sobre o assunto... Em geral, os extremos de ambos os lados compartilham fake news mais frequentemente, porém conservadores realmente atingem um pico. Não quer dizer que todo conservador vai compartilhar fake news, mas a assimetria aparece com frequência suficiente para preocupar cientistas políticos, psicólogos e estudiosos de comunicação.
O algoritmo das redes sociais, ao recomendar conteúdo que te agradam, promovem homofilia... Que é justamente a tendência de se aproximar de pessoas que possuem visão, ideias e opiniões semelhantes às suas. Entre conservadores, principalmente em países como EUA, houve um crescimento muito forte de ecossistemas próprios por conta da desconfiança da mídia tradicional. O problema é que essa desconfiança não promoveu o pensamento crítico, mas o exato oposto... Criou bolhas tão fechadas onde todo mundo compartilha a mesma coisa que todo mundo quer ouvir que a checagem externa de fatos praticamente desapareceu. Bolhas virtuais existem entre todos os nichos, mas entre os conservadores particularmente circulam ideias que exploram sensação de medo, invasão, decadência moral e teorias da conspiração, onde estão vivendo sob constante ameaça. Tudo representa ameaça à família, à religião, às crianças, à moral, aos costumes, e etc. É uma loucura tão grande que qualquer checagem de fatos contrária vira prova de conspiração, ao invés de correção.
Sem falar que o público conservador possui uma média de escolaridade inferior, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade deles às notícias falsas.