
Eles brigaram por causa de um pastel.
— Você mordeu o meu!
— Eu só testei a qualidade… sou um homem responsável.
Ela cruzou os braços, fingindo raiva. Ele segurou o riso, mas falhou miseravelmente. Resultado: os dois rindo no meio da rua, parecendo dois idiotas felizes.
— Você é impossível… — ela disse, tentando manter a pose.
— E você continua aqui comigo… então o problema claramente é seu.
Ela deu um empurrãozinho nele. Ele puxou de volta. Silêncio por dois segundos… aquele silêncio perigoso.
— Para de me olhar assim.
— Assim como?
— Como se fosse aprontar.
Ele chegou mais perto, voz baixa:
— Tarde demais.
Ela tentou recuar… mas já tava sorrindo. Sempre estava.
— Se alguém ver…
— Deixa ver.
Ele encostou a testa na dela, os dois ainda rindo baixinho, respiração misturando, provocação no ar como se fosse um jogo que nenhum dos dois queria ganhar rápido demais.
— Você é muito convencido…
— E você gosta.
Ela revirou os olhos… mas puxou ele pela camisa.
— Idiota.
— Sua idiota.
O beijo veio no meio da risada, meio torto, meio urgente, totalmente deles. E ali, entre brincadeira, implicância e aquele carinho que não dava pra esconder…
Bom… digamos que o pastel esfriou — e o resto esquentou.