Não existe probabilidade honesta pra isso. O que dá pra dizer com alguma seriedade é que uma juventude infeliz não condena ninguém a uma velhice infeliz. No caso de pessoas autistas, o que costuma pesar de verdade na qualidade de vida não é o diagnóstico em si, mas o pacote ao redor dele: se a pessoa passou a vida sem apoio, sendo incompreendida, isolada ou forçada a performar "normalidade", ela pode chegar na vida adulta com cansaço emocional, autoestima baixa e poucas experiências positivas. Isso pode dificultar a sensação de felicidade. Mas velhice também muda regras do jogo. Tem gente que envelhece e finalmente sai de ambientes tóxicos, para de tentar agradar todo mundo, encontra rotinas mais compatíveis com seu jeito, recebe ou busca suporte adequado... E isso muda bastante o cenário.