Não acredito, mas obviamente não pelos motivos que o usuário acima citou. Não existe nenhum critério de demarcação para definir o que é e o que não é ciência. Esse é o chamado Problema da Demarcação (um debate clássico de Karl Popper, Thomas Kuhn e outros). Não existe um critério único e perfeito que separe "ciência" de "não-ciência" sem excluir coisas que consideramos científicas, por exemplo. Existem vários métodos científicos diferentes. A ciência não é um bloco monolítico com um método único.
A razão pela qual eu não acredito nisso consiste no fato de que Gênesis não exige essa interpretação, e no fato de que Deus não faria nada para nos enganar (pelo menos eu creio que não). Não podemos fazer filosofia de boteco sobre o que é ciência, nem cair em retóricas rasas, mas temos que ser realistas. Essa minha crítica vale para os dois lados do debate, tanto para o cientificista militante que acha que é capaz de fazer o que melhores filósofos da ciência não conseguiram até hoje, quanto para o literalista radical. Todos devem reconhecer nuances e fazer julgamentos ponderados, independentemente de ser um criacionista da terra jovem ou até um ateu.