Em 2010, o Ronaldo já não era mais "o Fenômeno", era um cara lidando com lesões acumuladas e longe do auge físico. Tinha momentos bons no Corinthians sim, mas Copa do Mundo exige uma intensidade absurda. Muita gente até pedia, mas não com tanta força porque dava pra ver a limitação... O Ronaldinho em 2010 talvez seja o caso mais próximo do que você tá falando. Ele vinha bem no AC Milan, tinha números, criatividade… e mesmo assim ficou fora. Só que ali entra um fator importante: o Dunga tinha um perfil extremamente pragmático, quase teimoso. Ele priorizou disciplina tática e grupo fechado, não brilho individual. Então, levou quem encaixava no sistema dele. Em 2014, o cenário do Ronaldinho já era outro. Apesar da Libertadores com o Atlético Mineiro, ele não mantinha regularidade nem intensidade. E o técnico, Scolari, também valorizava muito mais entrega física e organização do que genialidade. Fora que o time já girava em torno de um protagonista claro, o Neymar. E aí chegamos no ponto atual. A pressão pelo Neymar acontece por um motivo simples: mesmo depois de lesões e fases ruins, ele ainda é o jogador brasileiro mais decisivo da geração.