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atrás em Religião e Espiritualidade por (12,1K pontos)
editado atrás por
Tem gente que fala que Deus é justiça,mas eu não consigo ver justiça em condenar alguém a tortura eternamente por pecados finitos,outro argumento que usam é que a própria pessoa se manda para o inferno,como se alguém fosse querer ir para lá,por isso o aniquilacionismo faz muito mais sentido para mim,se o sofrimento eterno existisse Deus seria um ditador mais cruel que o próprio Diabo.

5 Respostas

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atrás por (72,5K pontos)
Até que enfim alguém lúcido nessa bagaça
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atrás por (147K pontos)
Ahh, eu acredito.

Não os meus, é claro.

Mas tem uns e outros que entram no nosso caminho que merecem mais:

Queimarem no Mármore do Inferno.

Kkkkkkkk
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atrás por (148K pontos)
O sofrimento não é eterno, as consequências sim.
atrás por (62,3K pontos)
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Não é o que a Bíblia diz e você sabe disso.
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atrás por (69,2K pontos)
Eu também não acredito. Não é justo e nem faz sentido alguém ser condenado a sofrer eternamente sendo que o mal que a pessoa causou teve um fim.
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atrás por (62,3K pontos)
O problema é que o aniquilacionismo não é uma doutrina bíblica. E, além de não ser uma doutrina bíblica, não é coerente. Vou apontar alguns pontos que evidenciam isso:

1) O próprio Deus é espírito imaterial. Se alguém não acredita que seja possível a existência de algo como uma alma incorpórea, se torna difícil entender como a própria existência de Deus é possível. Se Deus pode ser um espírito incorpóreo, não há nenhum motivo para pensar que ele não poderia criar outras almas à sua imagem. Abrir uma exceção para Deus soa como uma manobra forçada e improvisada.

2) O próprio livre-arbítrio só é possível se a alma existir. Se formos apenas máquinas eletroquímicas físicas, não há onde encaixar livre arbítrio. Tudo o que fizermos é determinado apenas pela nossa constituição genética e física e, em seguida, pelos estímulos dos nossos cinco sentidos, várias influências que atingem as nossas terminações nervosas. Isso determina tudo o que pensamos e fazemos. E sem livre-arbítrio, somos apenas máquinas. Não somos agentes morais que podem fazer o bem ou o mal, ou que podem ser responsabilizados por Deus, ou que podem responder livremente ao amor de Deus. Somos apenas autômatos. Mas se a alma existe, há um componente da natureza humana capaz de tomar decisões não determinadas por estados físicos anteriores, portanto livre arbítrio é possível e somos seres verdadeiramente morais.

3) Se a alma não existe, a ressurreição do corpo se torna a ideia de Deus criando uma réplica de você, em vez de realmente ressuscitar você dos mortos. Se você é apenas o seu corpo e deixa de existir quando ele morre e é destruído, então, quando Deus o ressuscita, por que é você e não apenas uma cópia sua com memórias ou outras características replicadas? Não é realmente você, você morreu e deixou de existir quando seu corpo morreu; então, na ressurreição, Deus produz apenas uma cópia sua, uma vez que não há continuidade entre você e o corpo ressurreto.

4. A encarnação de Cristo se torna impossível sob essa perspectiva. Se os seres humanos são entidades puramente físicas e materiais, como o Verbo poderia se tornar homem? A doutrina da Encarnação não se baseia na ideia de que a segunda pessoa da Trindade se transformou em um ser humano. Não é como as antigas histórias de Zeus, em que ele se transformava em um touro ou um cisne. Para piorar, o Verbo teria sido aniquilado ao morrer na cruz, mas é impossível que Deus seja a aniquilado. Porém, se existe uma parte imaterial do homem, então podemos entender como a encarnação faz sentido. Mas como ele poderia se tornar carne ou ter uma natureza humana torna-se muito difícil de compreender sob uma antropologia materialista.

Portanto, o aniquilacionismo implica vários absurdos teológicos totalmente inconcebíveis para uma visão cristã.

Sobre o inferno, em primeiro lugar, você está confundindo pecados triviais com o pecado que realmente condena o homem. Pecados como roubo e adultério são finitos, com consequências finitas, e de certa forma Cristo já pagou por eles na cruz. O que realmente condena o homem é a recusa em aceitar Cristo e seu sacrifício. Esse é um pecado de uma dimensão totalmente diferente, cuja gravidade não pode ser medida e não tem fim. O foco está em uma mentalidade oposta a Deus e em uma vida vivida longe dele, não em pecados individuais e discretos. Além disso, é a gravidade do pecado que determina a punição, não o tempo que a pessoa levou para pecar. Uma pessoa pode matar um minuto, mas o pecado do assassinato é mais grave do que o pecado do culto que durou uma hora, portanto a pena deve ser maior. O tempo para cometer um pecado pode ser finito, mas o tempo é irrelevante para determinar a pena. É a gravidade do pecado que importa.

"Agora, um pecado que é contra Deus é infinito; quanto mais elevada a pessoa contra quem é cometido, mais grave o pecado — é mais criminoso atacar um chefe de estado do que um cidadão privado e Deus é de infinita grandeza. Portanto, uma punição infinita é merecida por um pecado cometido contra ele."

 — Tomás de Aquino

Em segundo lugar, você se equivoca ao confundir entre cada pecado que cometemos e todos os pecados que cometemos. É verdade que cada pecado isolado que cometemos merece uma punição finita, mas disso não segue que todos os pecados de uma pessoa tomados juntos merecem uma punição finita. Agora, é óbvio que ninguém comete uma quantidade infinita de pecados nessa vida, mas o que dizer da vida após a morte? Na medida em que as pessoas no inferno continuam a odiar a Deus e a rejeitá-lo, elas continuam pecando, e assim acumulam mais punição sobre si. Podemos dizer que o inferno se autoperpetua.

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