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em Religião e Espiritualidade por (63,9K pontos)
"Ateus podem fazer maldades, mas não fazem maldades em nome do ateísmo."

Ele escreveu isso em seu livro "Deus, um Delírio", no qual tentava denunciar os crimes da religião. Ele sabia da objeção óbvia de que ateus também cometeram crimes ao longo da história, por isso escreveu essa frase.

Sinceramente, acho que Dawkins faltou a algumas aulas de história. Só isso explica ele escrever uma bobagem dessas.

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Nesse caso Deus é só uma desculpa para pessoas violentas fazerem valer sua visão egóica de mundo 

Quem nasceu pra ser violento será violento independente de religião ou ideologia 

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por (318K pontos)
Talvez ele devesse dizer que usam o ateísmo como "desculpa" pras maldades menos vezes do que muitos religiosos se escoram na religião para tentar "validar" suas atitudes..

Não chego a discordar dele, só elaboraria melhor..

Caramba, que humildade a minha dizer que elaboraria melhor uma frase dele kkkkk
por (63,9K pontos)
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Se você reconhece que isso acontece, mesmo que em frequência menor, tecnicamente você já discordou dele kkkk
por (318K pontos)
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Sim, discordo da generalização..

Até pq generalização praticamente sempre se torna incorreta..
atrás por (63,9K pontos)
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E não acho que seja necessário ser muito humilde para discordar de Dawkins. Ele é PhD em biologia, mas ali não estava falando sobre biologia, mas sobre ciências da religião e história, áreas nas quais ele não tem nenhuma formação ou preparo. Nessas áreas até eu mesmo tenho mais formação e propriedade para falar do que ele kkkk
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Aqueles que usam o nome de Deus para fazer maldades na verdade também são incrédulos ou estão enganados na fé o que dá no mesmo,  porque o destino final deles será o mesmo dos ateus que não se converterem.

A as maldades que os ateus cometem, já que não existe um "grandioso" propósito para essas maldades, são gratuitas e egoístas, são só para benefício deles mesmos.
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atrás por (2,4K pontos)
A frase está correta, não é possível cometer qualquer ato que seja, em nome do ateísmo, já que ateísmo não é nada além de não acreditar no sobrenatural, não tem doutrina, dogma, nada, é apenas o termo usado para qualquer pessoa que deixou de ter uma crença espiritual e religiosa.

Quanto ao livro, Deus, um Delírio, é o mais puro suco de militância patética que ele mesmo condena de religiosos fundamentalistas e fanáticos, que também não é em nome do ateísmo, mas apenas do próprio ego inflado do senhor Dawkins.
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Discordo, tentaram argumentar sobre o comunismo contra Dawkins e ele seguiu a mesma linha que disse acima, o comunismo é uma ideologia política, uma visão bem específica de como a sociedade deve funcionar, assim como Dawkins argumentou: O comunismo vai contra a própria natureza humana. 

Seguindo além, o próprio Marx considerava o ateísmo como um ponto de partida intelectual necessário, para a compreensão da condição humana, mas já em seus manuscritos de 1844:

 “O ateísmo, enquanto negação desta carência de essencialidade, carece agora totalmente de sentido, pois o ateísmo é a negação de deus e afirma, mediante esta negação, a existência do homem; mas o socialismo, enquanto socialismo, já não necessita de tal mediação (...). É autoconsciência positiva não mediada pela religião.”

atrás por (2,4K pontos)
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Em outras palavras, para fins revolucionários, os líderes que tomavam o poder, remodelavam toda a cultura de um povo, incluindo a religião, mas não apenas a religião, toda a cultura era reescrita e adaptada para fins revolucionários, até mesmo a própria história do povo, a própria condição humana e o papel de um humano na revolução, ou seja nunca foi "ateísmo", foi apenas um instrumento para acelerar a completa perda de identidade de um povo sobre si e sobre seus valores como indivíduos, focando na causa da Revolução Comunista.
atrás por (63,9K pontos)
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A citação foi tirada de contexto. Embora ela diga que o ateísmo "carece de sentido", o motivo não é que Marx esteja abrindo as portas para a religiosidade, mas sim que ele considera o ateísmo uma etapa superada e desnecessária dentro de uma sociedade plenamente socialista.

No texto, Marx argumentou que o ateísmo é a negação de Deus para afirmar o homem. Ou seja, o ateu ainda precisa "discutir" com a ideia de Deus para provar que o homem é independente.

Para Marx, o socialismo vai além: ele não precisa negar Deus porque ele parte do pressuposto de que o homem se criou através do trabalho e da história. O que ele está dizendo é que o socialismo não é "ateu" no sentido de "lutar contra Deus"; ele é pós-teísta. A questão de Deus simplesmente deixa de existir por ser considerada uma abstração sem sentido.

Na mesma seção da obra, ele também diz o seguinte:

"assim como a vida real é a realidade positiva do homem, não mais mediada pela abolição da propriedade privada, pelo comunismo."

Ele faz um paralelo, no qual a negação da propriedade privada não é mais necessária e a negação de Deus também não é mais necessária, no entanto nenhum leitor sério de Marx diria que ele está defendendo a legitimidade da propriedade privada ou dizendo que o combate à propriedade privada não é essencial à sua ideologia. O que ele está dizendo aqui em um estágio avançado da história essa luta não seria mais necessária porque, tanto a crença em Deus, quanto a propriedade privada já teriam desaparecido totalmente.

O ateísmo é desnecessário porque, no socialismo, a religião já teria sido superada pela realidade prática, da mesma forma como no comunismo é desnecessário negar a propriedade privada porque no socialismo pleno ela já nem existe mais para ser negada ou combatida.
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Eis o texto na íntegra:

"Um ser só se considera independente quando se sustenta por si próprio; e só se sustenta por si próprio quando deve a sua existência a si mesmo. Um homem que vive pela graça de outro considera-se um ser dependente. Mas eu vivo completamente pela graça de outro se lhe devo não só a manutenção da minha vida, mas se ele, além disso, criou a minha vida – se ele é a fonte da minha vida. Quando não é de minha própria criação, a minha vida tem necessariamente uma fonte externa a ela. A Criação é, portanto, uma ideia muito difícil de erradicar da consciência popular. O facto de a natureza e o homem existirem por si próprios é- lhe incompreensível, porque contradiz tudo o que é tangível na vida prática.

A criação da terra recebeu um golpe poderoso da geognosia – isto é, da ciência que apresenta a formação da terra, o desenvolvimento da terra, como um processo, como uma autogeração. Generatio aequivoca é a única refutação prática da teoria da criação.

Agora, certamente é fácil dizer ao indivíduo o que Aristóteles já disse: Você foi gerado por seu pai e sua mãe; portanto, em você, a união de dois seres humanos – um ato específico da espécie humana – produziu o ser humano. Você vê, portanto, que até mesmo fisicamente o homem deve sua existência ao homem. Portanto, você não deve apenas manter em vista um único aspecto – a progressão infinita que o leva a indagar: Quem gerou meu pai? Quem gerou seu avô? etc. Você também deve atentar para o movimento circular sensivelmente perceptível nesse progresso pelo qual o homem se repete na procriação, permanecendo , assim, sempre o sujeito. Você responderá, no entanto: Eu lhe concedo esse movimento circular; agora, conceda-me o progresso que me impulsiona cada vez mais longe até que eu pergunte: Quem gerou o primeiro homem e a natureza como um todo? Só posso lhe responder: Sua pergunta é, em si, um produto da abstração. Pergunte a si mesmo como você chegou a essa pergunta. Pergunte a si mesmo se sua pergunta não é feita a partir de um ponto de vista ao qual eu não posso responder, porque está mal formulada. Pergunte a si mesmo se esse progresso, como tal, existe para uma mente racional. Quando você pergunta sobre a criação da natureza e do homem, você está abstraindo, ao fazê-lo, do homem e da natureza. Você os postula como inexistentes e, no entanto, quer que eu prove que eles existem. Agora eu lhe digo: abandone sua abstração e você também abandonará sua pergunta. Ou, se quiser manter sua abstração, seja coerente, e se você pensa no homem e na natureza como inexistentes , então pense em si mesmo como inexistente, pois você também é certamente natureza e homem. Não pense, não me pergunte, pois assim que você pensar e perguntar, sua abstração da existência da natureza e do homem não terá sentido. Ou você é tão egoísta que concebe tudo como nada e, ainda assim, quer existir?
atrás por (63,9K pontos)
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Você pode responder: Não quero postular o nada da natureza, etc. Pergunto-lhe sobre a sua gênese, assim como pergunto ao anatomista sobre a formação dos ossos, etc.

Mas, como para o socialista toda a chamada história do mundo nada mais é do que a criação do homem através do trabalho humano, nada mais do que o surgimento da natureza para o homem, ele possui a prova visível e irrefutável de seu nascimento através de si mesmo, de sua gênese. Uma vez que a existência real do homem e da natureza se tornou evidente na prática, através da experiência sensorial, porque o homem se tornou evidente para o homem como o ser da natureza, e a natureza para o homem como o ser do homem, a questão de um ser estranho, de um ser acima da natureza e do homem – uma questão que implica a admissão da irrealidade da natureza e do homem – tornou-se impossível na prática. O ateísmo, como negação dessa irrealidade, não tem mais sentido, pois o ateísmo é uma negação de Deus e postula a existência do homem através dessa negação; mas o socialismo, enquanto socialismo, não necessita mais de tal mediação. Ele procede da consciência sensorial, teórica e praticamente, do homem e da natureza como essência. O socialismo é a autoconsciência positiva do homem, não mais mediada pela abolição da religião, assim como a vida real é a realidade positiva do homem, não mais mediada pela abolição da propriedade privada, pelo comunismo. O comunismo é a posição como negação da negação e, portanto, a fase real necessária para o próximo estágio do desenvolvimento histórico no processo de emancipação e reabilitação humana. O comunismo é a forma necessária e o princípio dinâmico do futuro imediato, mas o comunismo em si não é o objetivo do desenvolvimento humano, a forma da sociedade humana."

Disponível em: https://www.marxists.org/archive/marx/works/1844/manuscripts/comm.htm

Ou seja, porque ele está dizendo é que no socialismo pleno o ateísmo se tornaria obsoleto, não porque a religião seria admissível ou possível, mas porque Deus seria uma questão tão morta que nem valeria mais a pena ser negada.

Ele está dizendo totalmente o oposto do que você entendeu. Está dizendo que quando a religião desaparecer totalmente, nem será mais necessário ser ateu militante.

É como dizer: "não preciso lutar contra fantasmas quando todos já entenderam que fantasmas não existem". Ele está falando de militância, não de negação ontológica da existência de Deus. Ateísmo nesse sentido será plenamente estabelecido na utopia que ele previu.
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atrás por (145K pontos)
Sempre se pode fazer o mal em nome de qualquer coisa. Animais geralmente são inofensivos, mas nada impede que alguém exploda um prédio em nome da causa animal.
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O ateísmo não funciona como uma justificativa moral para ações, boas ou ruins.

Fazer algo em nome do ateísmo não faz sentido, porque ateísmo não é uma causa com doutrina moral.

Mas uma pessoa ateia pode agir por qualquer outra motivação humana comum.

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