Vi dois... Vi o do Misael Lima (o do Misa e Maria) contra vinte cristãos; e vi o da Michelle Soares (da As Travas da Vida) contra vinte conservadores. O resto eu só vi recortes... Vi recortes do da Ana Campagnolo; vi recortes com o Guilherme Cortez; vi recortes com o Mamãefalei; vi recortes com o da Luisa Mell (esse eu achei tosco, porque foi só um show de ataques pessoais contra a Luisa); vi o do Kim Kataguiri; vi o do Guto Zacarias (antes de descobrir que ele era pró-aborto no off); vi recortes do Lucas Pavanato também; e por aí vai. E vi outros quadros do Canal Spectrum que não eram necessariamente o Zona de Fogo.
Assim... Pelo debate, é apenas uma batalha de ego. O próprio formato é pensado para servir de espetáculo do que investigação de ideias. Quem “ganha” não é necessariamente quem apresenta os melhores argumentos... Mas quem consegue recortar o melhor momento e viralizar nas redes sociais. É mais competição de retórica mesmo. Debates acadêmicos acontecem principalmente por escrito porque dá para formular argumentos mais complexos e de maneira mais responsável sem o impacto da emoção.
Mas, mesmo assim, dá para tirar algumas conclusões...
O do Misa, por exemplo, eu achei interessante porque os apologetas cristãos que se apresentaram usaram o mesmo pacote de argumentos. Argumentos esses que eu já vi em debates contra cristãos também eu mesmo... Como “falácia do espantalho”, “imposição do naturalismo filosófico”, “anacronismo”, e etc. Todos eles têm um vocabulário muito similar, parece até que fizeram o mesmo curso. Era previsível. Já no da Michelle, achei muito legal que ela tinha controle nos tópicos abordados... Com relação a trans nos esportes, por exemplo, um conservador trouxe uma pesquisa que supostamente comprovava que trans tinham privilégios nos esportes, mas que a pesquisa não concluía aquilo. Até eu mesmo mudei de opinião sobre algumas coisas ali.