A indústria realmente impõe “prazo de validade” para modelos, principalmente femininas. E o motivo é simples... Chega um momento que a beleza acaba.
Querendo ou não querendo, para o bem ou para o mal, a indústria da beleza é misógina. Você não quer ver modelos idosas nas capas de revista ou desfiles na Fashion Week... Essa mesma indústria te vende um padrão de beleza que ela mesma construiu, e esse padrão é etarista. Pessoas mais novas, na faixa dos 20 anos de idade, são consideradas no ápice da beleza e juventude, onde subentende-se que elas atingiram realmente o potencial máximo que poderiam alcançar. Depois disso, começa a declinar... E aí a mesma indústria vai vender procedimentos estéticos para “preservar” ou “corrigir” marcas de idade. O público não que ver uma pessoa idosa nas passarelas, assim como não quer ver uma mulher gorda — me desculpa ser sincero, mas é a verdade.
Não é que não existam modelos mais velhas, mas, por via de regras, essas modelos recebem menos oportunidades do que recebiam quando tinham 20 até 30 anos de idade... O trabalho delas começa a ser campanhas publicitárias para públicos segmentados. Assim como existe moda plus size, por exemplo. Mas as passarelas preferem a “carne nova”.
O filme A Substância (2024) aborda exatamente esse assunto, para você ver que não é novo, e conecta diretamente com a própria trajetória da atriz principal Demi Moore, que hoje já tem mais de 60 anos de idade mas que já foi a atriz mais bem paga de Hollywood por causa do sex appeal.
Aquela atriz Sydney Sweeney, que se tornou popular exatamente por ser “gostosa e conservadora”, já está revendo a trajetória de carreira dela porque sabe que daqui a 10 anos o público que consome a imagem hipersexualizada dela vai encontrar outra mais bonita.