A Verdade e a Mentira foram tomar banho no rio.
A Mentira, ardilosa, saiu primeiro e levou as roupas da Verdade.
A Verdade teve que sair nua pelas ruas.
Metade do povo a olhou com nojo: cruel, horrível, repulsiva.
A outra metade percebeu: dói, sim, mas cura.
Ser nua era difícil, mas honesta.
A Mentira desfilava bela, conquistando olhares fáceis.
A Verdade, nua, conquistava respeito silencioso.
E assim, a nudez da Verdade mostrou sua força mais que qualquer vestido.