Não.
Essa acusação nasceu em 1487, no livro *Malleus Maleficarum - O Martelo das Bruxas*. Foi escrito por um frade que queria explicar por que mulheres que curavam com ervas, parteiras e viúvas que não se casavam de novo eram "perigosas".
Ele inventou o roteiro:
- à noite vão pra floresta
- fazem orgia com o demônio
- roubam crianças
- comem crianças
Ele copiou dos romanos. Os romanos acusavam os primeiros cristãos exatamente da mesma coisa: orgias noturnas e canibalismo de crianças nas catacumbas. É a mesma calúnia reciclada pra perseguir quem incomoda.
Quem estuda Bruxaria hoje, a Wicca, sabe que é o oposto disso tudo:
Não acreditam em demônio. Demônio é figura da teologia cristã. A Wicca não tem diabo, não tem inferno, não tem queda.
Não fazem orgia ritual. O que existe é o respeito ao corpo como sagrado, não como profano. A regra central é "Faça o que quiser, desde que não prejudique ninguém".
- *Criança é sagrada.* Em toda tradição de Bruxaria, criança e animais hoje é intocável. O juramento de iniciação inclui proteção aos vulneráveis.
-Floresta não é palco de orgia, é templo.
"""Vão pra floresta pelo mesmo motivo que outros vão pra igreja: silêncio, oração, conexão.
Sabe quantas crianças foram encontradas devoradas em ritual de bruxas nos últimos 500 anos com inquérito, corpo, prova material? *Zero.*
Sabe quantas mulheres foram queimadas vivas por causa dessa história? Estima-se 40 a 60 mil na Europa.
Quem repete essa história hoje não está descrevendo bruxas. Está repetindo propaganda de inquisidor medieval.