Haverá bastante pressão para Trump reconhecer os resultados...
Em primeiro lugar, porque o mundo inteiro reconheceu. Tanto os demais países daqui do continente americano — incluindo Peru, Chile e Colômbia que estão sendo governados por presidentes de direita — quanto países democráticos como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Japão e União Europeia. A própria oposição reconheceu... O PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu. As exceções são EUA de Trump, Argentina de Milei e Israel de Netanyahu, e Netanyahu corre o risco de sair do cargo de primeiro-ministro a depender das coalizões no parlamento israelense. E mesmo internamente... Essa semana terão eleições de meio de mandato nos EUA, e os democratas que reconheceram a vitória de Lula podem alcançar a maioria nas duas casas legislativas. Esse não-reconhecimento de Trump é bem isolado.
E em segundo lugar porque os EUA importa produtos brasileiros e exporta para o Brasil, e para esses setores econômicos não é interessante um atrito diplomático com o Brasil, nem por imposição de tarifas e/ou sanções. A família Bolsonaro não tem utilidade para Trump. Eles não dão vantagem nenhuma... Nem em popularidade para as eleições de novembro. Pelo contrário, podem estar atrapalhando.