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atrás em Curiosidades por (42,1K pontos)
Nenhum filósofo da ciência nunca conseguiu estabelecer um muro de demarcação bem sucedido para separar uma coisa da outra.

Isso não quer dizer que nós devamos aceitar, por exemplo, a terra plana como hipótese legítima. Embora não acha nenhum critério objetivo para taxar essa hipótese como pseudocientífica, ela ainda é descartada por contradizer todos os dados observados sobre o nosso planeta. A falha em testes empíricos é mais que suficiente para descartar essa e também outras hipóteses absurdas.

Como os autores Nancy Pearcey e Charles Thaxton escrevem, "os filósofos da ciência têm se mostrado claramente incapazes de especificar critérios aceitáveis para a demarcação dessas duas esferas (...) A capacidade de ser observado, testado, repetido, falsificado e um sem-número de outros critérios já foram apresentados, mas nenhum deles recebeu uma aceitução consensual."

Também a Stanford Encyclopedia of Philosophy diz que "há muito mais concordância em questões específicas de demarcação do que nos critérios gerais nos quais tais julgamentos devem se basear." Ela também diz claramente que "filósofos e outros teóricos da ciência diferem amplamente em suas visões sobre o que é ciência."

PEARCEY, Nancy; THAXTON, Charles B. A Alma da Ciência. São Paulo: Cultura Cristã, 2005.

https://plato.stanford.edu/archives/win2012/entries/pseudo-science/

2 Respostas

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atrás por (31,1K pontos)

Quatro perguntas sobre o assunto só hoje? Vou considerar que a conversa te impactou...

De fato, filósofos como Karl Popper, Thomas Kuhn e Imre Lakatos demonstram que estabelecer um critério de demarcação do que é ciência e do que é “não-ciência” não é simples. Só que isso daí também não é um atestado de que vale qualquer coisa, não... Ou então absurdos como constelação familiar, darwinismo social, dieta da selva, e Terra plana seriam validadas como ciência quando claramente não são. 

Na vida real, cientistas, instituições, revistas e a sociedade distinguem ciência de pseudociência de forma pragmática, sem precisar de um critério filosófico perfeito. Confiabilidade e método tornam áreas mais seguras do que outras... Testes controlados, dados públicos, previsões, escrutínio, transparência, e etc. E igualmente pseudociências têm modus operandi bastante específicos... Evidências anedóticas (“funcionou comigo”), explicações vagas, think tanks próprios que as isolam da revisão por pares, e frequentemente são acompanhadas por conspirações (“a indústria farmacêutica não quer que você saiba disso”, “arroz e feijão são ração do governo”, “estão nos boicotando” e etc). 

Não é infalível, claro... Já houveram fraudes e “ciência ruim”. Mas, mesmo com todas as limitações, é melhor do que ter que lidar com relativismo total.

atrás por (42,1K pontos)
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Eu não diria que me impactou, mas me deu inspiração para trazer curiosidades ao site. Dificilmente eu vou ficar impactado com um mero diálogo com um anônimo na internet. Ainda mais quando eu sustentei os mesmos pontos do início ao fim, enquanto você recuou em vários pontos.

O fato é que teorias são rejeitadas na ciência quando não resistem a testes. Muro de demarcação é algo puramente arbitrário. A questão não é meramente que ele não é infalível, mas que é muito problemático. Por isso a falta de acordo entre os filósofos da ciência.

Vou dormir. Boa noite :)

atrás por (31,1K pontos)
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Adeptos de pseudociências sempre gostam de tentar validar as próprias pseudociências com base nisso mesmo... É assim com astrologia, homeopatia, constelação familiar, antivax, e etc. Lá fora o senso comum ainda é que são pseudociências.

Boa noite.
atrás por (42,1K pontos)
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Basta que essas ideias se sustentem diante dos testes, o que não ocorre kkkk
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atrás por (48,0K pontos)
editado atrás por
Sim e eu penso que isso faz parte do próprio caráter do método científico de buscar ser uma verdade aproximada, não absoluta.

Eu notei uma coisa que pseudociências têm em comum, exceto aquelas que são essencialmente teóricas. Elas não têm evidências empíricas daquilo que a premissa diz fazer. Pode se passar séculos desde os primórdios da metodologia científica e da demarcação, elas nunca se demonstram diferentes do no máximo um placebo. Essas são as mais perigosas porque dizem fazer e não fazem. Quando se percebe que não funcionaram, qualquer subjetividade serve de explicação, porque não existe nem sequer consenso em suas teorias ou não há rigor algum em seguir alguma lógica. Homeopatia é a mais discarada delas.
atrás por (42,1K pontos)
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Esse é o problema. Não é que sejam científicas ou pseudocientíficas, mas que não se sustentam diante dos testes e da observação. Não se saem bem em nenhum teste.

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