Apesar do PL (e vamos incluir o NOVO) terem elegido a maior bancada nas duas casas, eles não têm maioria plena em nenhuma das duas. O Centrão é fisiológico... Eles vão em quem tem dinheiro, e Lula assume a máquina pública.


Os partidos de esquerda — PT, PCdoB, PV, PSOL, REDE e PSB — mantiveram-se estáveis, mas o Centrão foi reduzido por causa do PL. Após o primeiro turno, o PL provocou... Valdemar Costa Neto disse que não ia mais negociar com Alcolumbre e que ia colocar Rogério Marinho como candidato para presidir o Senado; e alguns debocharam e riram que o Centrão agora é “centrinho”. Quem mais perdeu assentos foi o Centrão por culpa do PL.
Tanto Hugo Motta quanto Alcolumbre querem se reeleger... Ambos podem, e tudo indica que vão negociar com a esquerda para criar um cordão sanitário e isolar o PL. O UNIÃO, PP, PSD, Republicanos, PSD, PSDB, Cidadania, MDB e PODE publicaram nota conjunta antes do segundo turno anunciando que vão apoiar a reeleição de Motta — esses partidos sozinhos dão 245 deputados — e, de acordo com Alcolumbre, ele tem votos o suficiente para se reeleger no Senado... Vamos descobrir se é verdade em fevereiro.
Por uma questão de sobrevivência, parece que o Centrão está mais aberto a negociar com Lula do que estava no mandato anterior.

E além disso... Há vários congressistas do PL que não são bolsonaristas. São direita fisiológica na prática. Oportunistas eleitoreiros. Se elegem com discurso bolsonarista, no Congresso votam como centro. O senador de São Paulo mesmo, o André do Prado, é do PL mas é extremamente de centro... É da ala do próprio Valdemar. Zé Medeiros do Mato Grosso é outro. Se o STF começar a ir para cima mesmo deles...