Eu já disse isso, acho difícil reverter.
O pacote de bondades surte algum efeito, mas a migração do Caiado, do Cury e do Renan (e até do Zema, 300 mil votos são alguma coisa) teria que ser de 65% para o Lula. E a maior parte dos filiados dos partidos de centrão que fizeram aliança com o Flávio vão votar no Flávio.
Ah, mas 30 milhões de isentos podem mudar... Não é bem assim, quem já não foi, não quer, não está nem aí.
Veja o Bolsonaro, teve 6 milhões de votos a mais no segundo turno em 2022, sem outro candidato relevante da direita.
Já a esquerda tinha candidatos relevantes em 2022 no primeiro turno, como a Simone Tebet, o Ciro Gomes, que certamente iriam migrar para o Lula. Isso não existe agora, ou seja, já ficou próximo do teto de votos, no primeiro turno, e com mais de 2 milhões de votos atrás.
Então, não vou dizer que é impossível, mas realmente é bem difícil. A escala 6x1 pode afetar? Sim, pode mudar votos de última hora, mas não se garante que seja algo homogêneo, a maioria que votou no Flávio passaria a votar no Lula, a maioria dos que não foram votar ou votaram diferente passaria a votar no Lula, porque essas escolhas não se baseiam apenas em mais um dia de folga.
Se essa fosse a mágica para ganhar a eleição já teriam feito isso antes, há mais tempo, entretanto se sabe que é uma medida que a longo prazo se estabiliza e os demais problemas voltam a preponderar. É apenas uma tentativa em cima da hora, estratégica, de tentar causar um efeito de motivação para votar no Lula dias antes da votação, e não uma mágica solução para os problemas do povo, que provavelmente são preponderantes na escolha.
Sabe, a pesquisa não modificou para 52% Lula e 48% Flávio, sem contar que as pesquisas são esboço, vide o resultado inesperado de primeiro turno, quando as grandes pesquisas inclusive davam -5%, em média, para o Flávio e +1% para o Lula, do que realmente foi. A Quaest, no final, que reduziu para 46% Lula e 45% Flávio, no primeiro turno.