É uma identificação com ele, o nordestino é conservador e gosta de saudosismo. Foi assim com o ACM, antes do Lula e é assim em Salvador com o ACM neto.
A forma como a política é vista também ainda se modela como o era até uns anos atrás no restante do Brasil: é quase como torcer, estando bem, estando mal, o que importa é que vença, que já apoia faz anos, a tradição. Isso é um traço do conservadorismo.
E a expansão do assistencialismo é bem vista na região, porque anteriormente eram regiões (norte e nordeste) muito afastadas do centro econômico do Brasil, que ainda estava em lenta expansão. O assistencialismo serve de amortecedor para essas regiões em que o ambiente privado ainda não se encontra estabelecido e em franca expansão, por serem regiões mais áridas, distantes, conquanto tenha havido forte crescimento industrial, mas ainda com baixa empregabilidade, como fontes renováveis de energia, agricultura em larga escala, petroquímica.
Com a redução de distâncias, em diversos sentidos, e aumento da exploração sustentável de recursos, o nordeste e o norte, que são regiões riquíssimas economicamente, para o Brasil, passam a se inserir em um novo modelo econômico e de política, e o assistencialismo pode deixar de ser o amortecedor necessário no interior, nas inúmeras cidades médias dessas regiões.