Carteira de Identidade (eu a apelidava de RG). Sempre comigo, onde quer que eu fosse, desde meus 14 anos de idade, companheira em diversas situações, me ajudava muito ao me apresentar nos locais, me auxiliava em viagens, em supermercado, em banco, enfim, era uma amigona para qualquer lugar que eu fosse. Unha e carne? Talvez não, mas eu a guardava no meu bolso. Foi encontrada com um sério descolamento entre as partes frontal e posterior, de modo irreversível. Já se encontrava deteriorada, o tempo não perdoa, e chegou sua hora. Partiu, mas deixou marcas por onde passou. Minha admiração por ela, durante esses anos todos, vai deixar saudades, foi insubstituível enquanto durou. Agora, a CNH (outra amiga, mais recente) honrará seu lugar, até que um dia brote a esperança, de, quem sabe, surgir outra, não igual, isso eu sei que jamais acontecerá, mas ao menos alguma outra que me faça ao menos lembrar dela. Que Deus a leve consigo, pois pretendo apenas guardá-la em memória.
Muito obrigado aos leitores, que respeitosamente leram essa mensagem até o fim.
Descanse em paz, minha RG.