Vale sim, porque se pode ter uma previsão...
Só que, realmente, acontecem algumas coisas:
1. O cálculo proporcional a partir de 2 mil entrevistados, por exemplo, que declaram voto nas pesquisas, desconsidera abstenções, que são altas no Brasil (cerca de 32 milhões de eleitores na última eleição para presidente e congresso e assembleias). Então também pode haver entrevistado que decide não ir votar no dia;
2. Uma pessoa pode responder a pesquisa apenas por responder, e depois mudar de ideia (nulo/branco e outro candidato). Se acontece isso com 20 pessoas, já pode mudar um ponto percentual, ou mais, a depender de renda média, gênero, escolaridade, etc, que entram no coeficiente do cálculo;
3. As pesquisas se baseiam em informações inclusive de 2010, como é o caso do datafolha (PNAD de 2010). A situação já mudou desde então;
4. Os indecisos enfim decidem em cima da hora, e a pesquisa fica prejudica em percentuais.
Então, as pesquisas fazem uma sondagem, é um esboço, mas precisão é bastante precipitado. Vide em 2022, Bolsonaro tinha 36% na última pesquisa do datafolha, ficou com 43%. Já Lula ficou parecido, mas não levou no primeiro turno: de 50% caiu para 48% dentro da margem de erro, o suficiente para haver segundo turno em uma disputa que se tornou acirrada.