Penso assim: quanto ao governo, independente de Flávio, o Executivo é multipartidário.
Não se consegue governar, aprovar projetos de leis, ter apoio, sem dividir as pastas com os partidos.
O que um governante precisa, no entanto, para ser chamado de Executivo, é ter as principais pastas, os principais ministérios: saúde, educação, justiça, economia, infraestrutura. Portanto, precisa de nomes fortes e com experiência política, ou seja, com capacidade de convergência, de decisão.
Já para o STF, agora com relação ao Flávio, a indicação deve recair em pessoas com viés mercadológico, como o era na gestão do Bolsonaro, sem regulação estatal sobre o trabalho, com maior liberdade de negociação, por exemplo, como aconteceu com Uber, Ifood, seguindo um modelo com características de mercado livre, de capitalismo de mercado, reduzindo ou acabando com a regulação estatal sobre o trabalho.
Na esfera penal, com ministros de viés voltado à redução do garantismo, se bem que isso passa por uma reforma legislativa na esfera criminal e de execuções de penas.