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atrás em Política por (221K pontos)
Agora os votos migrarão para o Derrite e o André?

O cara fez uma espécie de comportamento de segundo turno, sem ter segundo turno, antecipando os votos, já que nas pesquisas tem percentual relevante para alterar o resultado, mas não para chegar lá.

Foi uma boa tática da direita? Assim, canalizou votos até o fim, para depois distribuí-los e certamente com uma boa "contraprestação".

3 Respostas

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atrás por (68,1K pontos)
Agora acho que deu ruim pra Tebet e pra Marina, hein...
atrás por (221K pontos)
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Pois é, elas não gostaram nem um pouco. Aí a pessoa que ia votar Derrite e Salles, ou André e Salles, agora olha o cenário e provavelmente vai votar Derrite e André. Ainda porque o Derrite é bem de direita e o André é de centro, mas no PL. E o Salles ficava nesse meio termo, já esteve junto com o Bolsonaro, depois ficou contra, etc. Quer dizer, é um candidato bem para quem estava indeciso entre os 3.

Na Paraná pesquisas ele tinha 10% e na Datafolha 4%.
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atrás por (127K pontos)
Do ponto de vista estratégico, foi esperto mesmo. Simone Tebet e Marina Silva são a dupla que lideram as pesquisas, o que é incomum dado ao fato de que São Paulo é predominantemente de direita sobretudo no interior... Só que Salles estava dividindo votos de Derrite e Prado, principalmente Prado que detém maior desconfiança — Prado é da ala pragmática do PL alinhada a Valdemar Costa Neto.

Porém...

Tenho a impressão de que o NOVO pós-Amôedo se tornou linha auxiliar do bolsonarismo... Salles abriu mão da própria candidatura para apoiar um projeto de poder bolsonarista. O NOVO surgiu com a proposta de ser um partido que defende o liberalismo econômico sem as pautas conservadoras do bolsonarismo e que pretendia romper com antigas estruturas políticas, e hoje parece que tem menos identidade do que o PSOL. O NOVO se sacrifica pelo bolsonarismo, mas os bolsonaristas se sacrificariam pelo NOVO?

E na minha opinião, 100% minha opinião, os candidatos que desistem deveriam devolver o dinheiro do fundo eleitoral para a União. O NOVO recebeu R$ 37 milhões do FEFC — ainda é pouco porque essa verba é proporcional ao número de parlamentares eleitos, e o NOVO só elegeu 4 em 2022 — e a campanha individual do Salles custou R$ 2,4 milhões. Agora que ele desistiu, esse dinheiro foi jogado fora, né? Não tem lei que obrigue... Mas deveria ter.
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"Salles abriu mão da própria candidatura para apoiar um projeto de poder bolsonarista".

Não sei se é bem assim: projeto de poder bolsonarista, porque quem abre mão quer contraprestação. Acredito em alianças.

Inclusive, um dos problemas do Lula nesses quatro anos foi abandonar o centro e quem o apoiou naquela "grande aliança pela democracia" e agora esse pessoal está, não apoiando o Flávio, mas também não apoiando o Lula.

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Talvez. Principalmente se considerar que o PL vai apoiar o Van Hattem no Rio Grande do Sul...

Mas dado ao histórico do NOVO de 2022 para cá, ao que parece, eles realmente se tornaram linha auxiliar bolsonarista mesmo. Chegou num nível tão maluco que Zema deixou que os membros do próprio partido apoiassem Flávio Bolsonaro ao invés dele no primeiro turno... Na pesquisa espontânea do BTG/Nexus o Zema está com 0% de intenções de voto. O cara que foi governador de Minas Gerais por dois mandatos aparece com menos intenções de voto até do que a Samara Martins (!!!) que é de partido que só existe em DCE. O sucessor de Zema tá totalmente engolido pelo Cleitinho.

O NOVO deve eleger quantos parlamentares nessas eleições? Seis, talvez?

Será que o bolsonarismo vai capturar os demais partidos de direita assim como o Lula fez com os de esquerda?
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"Será que o bolsonarismo vai capturar os demais partidos de direita assim como o Lula fez com os de esquerda?"

Eu vejo assim: o PL não é um partido bolsonarista. Pode ver que vários membros e candidatos não apoiam o Flávio. Existe a ala da "direita não bolsonarista", no PL. O André do Prado é um exemplo.

O PL é um partido que pegou o Bolsonaro para crescer, mas não modificou sua base.

E, pelo contrário, vejo o NOVO crescendo, e até candidatos como o do Podemos, inclusive com nomes que apoiam o bolsonarismo.

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Há esse detalhe... O PL é casa emprestada do Valdemar Costa Neto, e existe um PL pré-Bolsonaro que inclusive foi base parlamentar dos primeiros mandatos de Lula e Dilma — tanto é que Valdemar foi preso junto de José Dirceu nos escândalos do Mensalão. Como Bolsonaro não conseguiu fundar o próprio partido, os bolsonaristas estão no PL de favor. Mas quando eu me refiro a bolsonarismo, me refiro ao movimento de Bolsonaro mesmo, não especificamente do PL... Existem bolsonaristas em partidos como Republicanos, NOVO, UNIÃO, PODE e PSD. Hoje, a direita não-bolsonarista é extremamente fraca. No máximo o MBL/Missão que elege só um deputado federal, e o candidato a Presidência da República foi ultrapassado pelo Cury no primeiro debate.

Vejo o NOVO estagnado. Talvez eles elejam dois senadores agora, Van Hattem e Dellagnol... Mas é uma projeção extremamente pequena dada às oportunidades. Um ex-governador de Minas Gerais pontuar de 0 a 1% numa pesquisa de intenções de voto é de lascar. Até o Ciro Gomes no PSDB que é um partido que teve sua relevância reduzida — e é um exemplo perfeito de um partido que se autodestruiu aliando-se ao bolsonarismo — conseguiria se projetar melhor.
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atrás por (335K pontos)

Uma boa estratégia, mas quanto a liderança da Marina e Simone, depende do instituto de pesquisa:

Vox Senado/SP: Derrite tem 28,2%; André, 26,6%; Marina, 25,9%; Tebet, 23,1%

Essas duas forasteiras não fizeram carreira política em São Paulo, não existe razão para elegê-las.

Simone nem no Mato Grosso do Sul ganha mais. Enterrou a história política que o pai dela contruiu ao se aliar ao PT.

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Não sou contra candidaturas de alguém em outro estado-membro. Se há eleitores interessados, o motivo de localidade não é relevante, para estes, da mesma forma que pode ser um ponto negativo para os que criticam.

Enfim, é uma análise de vantagem e risco.

Por exemplo, aqui em sc o filho do bolsonaro é candidato para o Senado, está em segundo, em empate técnico com o amin, nome forte em sc, nas pesquisas, e a disputa será por alguns milhares de votos, a meu ver.
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Eu morei no Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. Pelo que o pessoal fala lá, acho pouco provável que a Simone volte a ter uma  relevância lá.

Jean Wyllis também está tentando se eleger aqui em São Paulo.

No caso dos citados por mim, é questão de sobrevivência política, diferente do Carlos que foi para um estado mais lulista para um bolsonarista.

Esse tipo de oportunismo, eu não gosto. Muitas vezes eles devem até ter prejudicado os interesses paulistas.

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