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Refutando argumentos a favor do aborto.

1 - Argumento religioso

Não existem provas de que existem deuses ou carmas que punem pessoas que abortam ou defendem aborto, até hoje em ambiente controlado por cientistas, nunca foram encontradas evidências de fenômenos paranormais e seres espirituais, provavelmente com base no que conhecemos sobre a realidade, não existem coisas sobrenaturais.  

2 - Argumento secular (Que não se baseia em religião)

A consciência só surge depois da formação do sistema nervoso central, não há consciência em uma aglomeração de tecidos vivos, feto não é ser humano, assim como ovo de galinha não é galinha, ou seja, pode-se assassinar a vontade embriões e fetos antes do sistema nervoso central se formar. 

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E o argumento religioso não se baseia só em religião. Um cristão pode usar somente a biologia pra respaldar sua opinião.
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É a filosofia, não a biologia ou a religião que determina a ética, a minha premissa é muito simples, só pessoas tem direitos, e não seres sem consciência e sentimentos, como são os embriões e fetos antes da décima segunda semana, a biologia por si só não dita as regras, a ciência lida com fatos e não com ética.
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Você é minoria. A democracia funciona com a maioria não com a minoria.
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E daí se somos minoria? Quem decide as regras dentro de um regime estatal, é quem controla as instituições estatais, independente se quem controla o estado é uma minoria ou não.Democracia tem que ter freios, você é uma pessoa imoral, por que? Porque é arrogante, quer usar sua ideologia religiosa, pra forçar a todos se submeter as regras delas, regras essas que violam as liberdades de expressão e individuais, você e seu grupo ideológico não são vítimas, são opressores, não tem que deixar vocês fazerem o que querem na política não.

5 Respostas

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Sou contra o aborto. Sou cristão.
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Não sou contra você ter liberdade de expressão para opinar contra o aborto, só sou contra vocês terem o direito, caso ganhe na política, de criar projetos de lei que criminalize o aborto quando ele for completamente legalizado, além de legalizar é preciso colocar na constituição esse direito, para quando vocês chegarem ao poder o projeto de criminalização de aborto ser rejeitado antes de ir pra votação.
Vocês religiosos não tem condições psicológicas para tomar decisões na esfera política, pois vocês acreditam em coisas sem provas, não tem mente totalmente lúcida para tomar decisões racionais.
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Ateus são minoria não só no Brasil mas no mundo inteiro.
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E daí se somos minoria? Quem decide as regras dentro de um regime estatal,  é quem controla as instituições estatais, independente se quem controla o estado é uma minoria ou não.

Mas numa sociedade anarcocapitalista que é a sociedade ideal, não precisamos de Estado, aí a ferramenta que boa parte dos cristãos usam pra oprimir toda a sociedade não existirá, já que a sociedade seguirá regras privadas, se uma clínica permitir aborto, não terá estado pra impedir ela de abortar.
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E daí que a democracia funciona pela maioria.
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Perguntei a uma IA Católica (sim, existe) sobre a resposta filosófica contra o aborto.
 

A defesa escolástica e magisterial contra o aborto parte de uma ideia central: o ser humano não recebe dignidade porque já pensa, fala ou é independente; tem dignidade por aquilo que é. Por isso, o ser humano em gestação não pode ser tratado como coisa ou como meio para resolver um problema.

A linha filosófica escolástica

Na filosofia aristotélico-tomista, o ser vivo é uma unidade: o corpo não é apenas um instrumento que a pessoa “tem”, mas parte do que ela é. A alma racional é o princípio vital do ser humano. Daí decorre um argumento sobre a identidade: o indivíduo que, ao longo do tempo, amadurece e passa a exercer capacidades racionais é o mesmo indivíduo que antes ainda não podia exercê-las.

Aplicado ao embrião, o raciocínio é: não possuir ainda consciência ou pensamento atual não prova que ele não seja humano, assim como um bebê ou uma pessoa adormecida não perde sua natureza humana por não exercer essas capacidades naquele momento. O Magistério observa que, desde a fecundação, começa um organismo humano distinto, com desenvolvimento próprio; as capacidades humanas surgem gradualmente, mas não transformam posteriormente um ser não humano em humano.

É importante, porém, não atribuir à Igreja uma certeza dogmática sobre cada questão embriológica ou sobre o instante metafísico da infusão da alma. A Evangelium vitae reconhece que a presença da alma espiritual não pode ser verificada empiricamente e não compromete o Magistério com todas as afirmações filosóficas sobre esse ponto. Sua conclusão moral é que o embrião deve receber respeito incondicional desde o início: mesmo a probabilidade de haver uma pessoa humana basta para excluir uma intervenção destinada a matá-la.

O argumento moral: não matar diretamente o inocente

A tradição escolástica distingue entre fazer o mal como meio ou como fim e tolerar um efeito mau não pretendido, quando se realiza uma ação boa ou legítima. Aplicado ao aborto, a distinção decisiva é esta: não é lícito escolher diretamente a morte do nascituro — como objetivo ou como meio — ainda que a situação seja muito difícil. Paulo VI reafirma que nenhuma autoridade humana pode conferir um título legítimo para dispor deliberadamente da vida de um inocente.

Isso não significa que toda intervenção médica que resulte na morte do feto seja automaticamente um aborto direto. A avaliação moral depende do que se escolhe fazer: se a morte do nascituro é pretendida, ou se é um efeito não desejado de um tratamento dirigido a uma patologia. A fonte disponível afirma claramente a proibição da destruição direta, mas não detalha casos clínicos específicos; esses exigem análise moral e médica cuidadosa.

A formulação do Magistério

O Magistério une três fundamentos:

  • Biológico e racional: desde a fecundação existe um novo organismo humano, não uma parte do corpo da mãe nem uma vida pertencente ao pai ou à mãe.
  • Moral e jurídico: o direito à vida do inocente não depende do seu grau de desenvolvimento, autonomia ou reconhecimento legal.
  • Teológico: a vida humana é recebida de Deus e confiada à responsabilidade humana; por isso, a proteção do nascituro é dever da família, da sociedade e das autoridades.

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Não existe apenas uma só corrente do libertarianismo.

A que eu defendo, proíbe o aborto. E eu jamais assinaria um contrato em uma comunidade onde o aborto fosse permitido.

Essa é a parte legal da livre associação libertária.

Outra coisa, uma pessoa em coma está incapacitada momentaneamente acerca de sua razão e do seu senso moral. Portanto, eu poderia agredi-la ou mesmo matá-la?

Essa pessoa perde o direito à vida porque ela, num determinado momento inconsciente, está desprovida da sua capacidade moral?

Vamos sair matando todas as pessoas em coma, então. Elas dão muito trabalho, custo financeiro e dispêndio aos médicos, enfermeiras, etc.

Viu como teu argumento é falho e abre precedentes ruins?
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"Outra coisa, uma pessoa em coma está incapacitada momentaneamente acerca de sua razão e do seu senso moral. Portanto, eu poderia agredi-la ou mesmo matá-la?"

Exemplo ruim, quem tá em coma tem o cérebro que pode funcionar de novo se a pessoa se recuperar, o cérebro tá intacto,  só a consciência que não consegue se expressar pelo cérebro porque está adormecida e não inexistente.

Mas outro lado eu apoio que familiares, podem ter o direto legal de sacrificar pessoas que tem retardo mental grave ou degeneração cerebral grave (Como Alzheimer) , e pessoas que tiveram morte cerebral e está em coma, nesses casos a personalidade dessas pessoas foi destruída, o cérebro já tá quase 100% carcomido, não se recupera mais, então defendo que os parentes possam sacrificar seus familiares se estiverem assim. 

E em relação a você ser contra direito de associação com pessoas como eu, tô cagando e andando pra isso, se eu viver numa cidade privada onde se proíbe abortista, eu posso simplesmente finjo que não sou abortista, ué? E se uma mulher minha quiser abortar a gente faz isso escondido dos integrantes da cidade privada. 

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"Não existe apenas uma só corrente do libertarianismo." 

Não reconheço outras correntes, só a original que é a verdadeira, essas correntes novas distorceram os princípios originais, e no caso de não se associar comigo por ser pró aborto, caguei, nós abortistas podemos nos vingar de vocês também, e dissociar de volta, e proibir que negociem em nossos comércios também, e não fazer nem mesmo caridade a pessoas como vocês, quando estiverem na pior por vingança. 

Porém, eu não considero você ancap de verdade, é um oportunista, que distorce o ancapismo original pra enfiar princípio religioso na ideologia ancap, você não é ancap de verdade. 

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Eu já fui ancap uma vez e agora tô retornando, porque li o livro de Nietzsche chamado genealogia da moral, percebi claramente que a empatia emocional e a humildade é uma fraqueza, no fundo nosso desejo real é fazer o que queremos, e decidi aderir ao ancapismo porque essa teoria jurídica e filosófica é a mais conveniente pra quem é egoísta, desde que não violemos a propriedade privada de ninguém, podemos fazer o que queremos.
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Eu sou libertário, mas não sou libertário purista.
 

Eu concilio libertarianismo com a moral católica.

O catolicismo converge em muitos pontos no tocante à liberdade e ao livre-arbítrio libertário.

Todavia, existe uma coisa chamada metaética, que é DEUS, e ela está acima de qualquer teoria filosófica libertária.
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As leis humanas são frias, não se pode esperar que sejam regidas por "moral" religiosa , não por muito tempo.

Com certeza a proibição do aborto incomoda a muitos, isso porque essa proibição está presa só a  um fio de religiosidade, já que a ciência, fria como as leis,  já aprovou.

E a ciência aprovando, tá aprovado.

Leis humanas são maleáveis, atendem aos anseios sociais de cada época.

Leis religiosas, ou de Deus, não são tão maleáveis, são eternas.

Cada um siga a lei que achar melhor, mas não confie cegamente nas leis humanas.

Elas erraram tanto no decorrer dos séculos.
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Baseando-se no mesmo argumento, eu defendo a legalização da interrupção voluntária da gravidez por quaisquer motivos até a 12ª semana de gestação, que podem ser estendidos para 22 semanas em casos comprovados de estupro, risco de morte para a gestante e/ou má formação fetal.

Defender a restrição completa e absoluta e defender o aborto indiscriminado independentemente de estágio de desenvolvimento são dois extremos.
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Sim, mas vocês esquerdistas são contraditórios, defendem que somos donos do nosso corpo só quando convém, no caso drogas, muitos esquerdistas são contra a legalização das drogas, a gente pode abortar mas não pode usar drogas, quê? Parei.
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Descriminalização das drogas é pauta da esquerda, principalmente aqui no Brasil. Os projetos de lei em trâmite no Congresso a respeito da descriminalização da maconha são de parlamentares de partidos de esquerda... E em contraponto, a maioria dos projetos para criminalizar em quaisquer circunstâncias são de parlamentares de partidos de direita.

Na verdade, a direita conservadora até usa isso contra a esquerda... Vendendo a narrativa de que, se a esquerda vencer, todo mundo vai usar todas as drogas, vão se viciar, o tráfico vai tomar conta de tudo, e aquele cenário apocalíptico.
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Só para te informar, porque às vezes eu acho que você tem dissonância cognitiva...

Há o PL 2622/24 de autoria dos deputados federais Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Glauber Braga (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) que concede anistia para os acusados e condenados por adquirir, armazenar e/ou transportar até 40 gramas de cannabis, baseando-se na resolução do STF que considera que 40 gramas é a quantidade máxima para ser classificada consumo pessoal e que, portanto, não constitui crime de tráfico.

Tem o PL 573/21 de autoria do ex-deputado federal Igor Kannário (DEM-BA) que propõe a descriminalização da Cannabis sativum, apensado ao PL 7270/14 do ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) que regula a produção, industrialização e comercialização da maconha.

Aí para você comparar...

PEC 34/23 dos deputados federais Sargento Gonçalves (PL-RN) e Carlos Jordy (PL-RJ) veda expressivamente a descriminalização de drogas recreativas... Ou seja, se aprovado, qualquer projeto de lei para descriminalizar drogas seria classificado automaticamente como inconstitucional. 

PEC 45/23 dos senadores Rodrigo Pachêco (PSD-MG), Eduardo Girão (NOVO-CE), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), Jorge Seif (PL-SC), Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e outros que criminaliza o porte e/ou posse de qualquer quantidade de maconha e outras drogas, desafiando a resolução do STF de 40 gramas. 

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Ah mas eu também não sabia que era assim no Brasil, porque na China é proibido, mas tem uma minoria de esquerda contra drogas, eu sou ancap atualmente, não sou da direita conservadora.
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China é um caso à parte, assim como todo o continente asiático...

A Ásia, e em particular a China, possui o histórico com as Guerras do Ópio — foram duas. Depois você pesquisa... Foi assim que a China perdeu Hong Kong para o Império Britânico. Quando Mao Zedong assumiu o poder, aproximadamente ⅓ da população chinesa tinha dependência química em ópio.

China, Taiwan, Indonésia, Malásia, Filipinas, e etc possuem pena de morte para tráfico de drogas porque eles têm trauma histórico das guerras do ópio.
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Acho que um dos únicos representantes da direita no Congresso Nacional que defende a descriminalização da maconha no Brasil é o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), tanto é que ele é autor do PL 3160/23 que permite o cultivo e extração artesanal de maconha exclusivamente para fins medicinais. E mesmo assim ele apensou ao PL 10.549/18 do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP)... Que permite o uso de maconha para fins medicinais e recreativos. 

Descriminalização da maconha é pauta da esquerda no Brasil. Kim Kataguiri é uma exceção, e eu nem sei se é a posição majoritária no Missão/MBL...

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Não existem provas e nunca vai existir, pois se DEUS pudesse ser provado não existiria a fé. Por isso falar sobre provas científicas é inadequado.

O que eu penso sobre o aborto é que cada um que morra nos seus pecados. 

angel

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