Afinal, o que sou?
Já disseram que sou herege. Não sou.
Pensei que talvez fosse niilista. Parece que também não.
Então, afinal, o que sou?
Talvez uma cristã inconvenientemente cética, dessas que acreditam, mas comete o pecado intelectual de fazer perguntas demais.
Questiono Deus, a religião, o sofrimento, a esperança, o sentido da vida e até o nada... Coitado do nada, que nem sendo nada escapa das minhas perguntas. 
Não tenho fé suficiente para engolir todas as respostas prontas, nem descrença suficiente para jogar tudo fora.
Fico nesse território incômodo entre a fé e a dúvida, olhando desconfiada para os dois lados.
Desconfio que nunca encontrerei um rótulo que me sirva perfeitamente.
Melhor assim...
Rótulos são muito pequenos para quem ainda está pensando...
Pensando e perguntando...
(Perdão pelo desabafo)