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Já que discussões sobre os direitos das mulheres estão em alta, esse tema é muito pertinente. A evidência a favor dele é esmagadora. Vou apontar cinco pontos que demonstram isso:

1. A Bíblia e o Cristianismo Primitivo Trataram as Mulheres com Dignidade e Respeito

Desde as suas origens no Novo Testamento, a fé cristã introduziu uma ruptura cultural significativa na forma como as mulheres eram vistas, conferindo-lhes valor espiritual e papeis sociais sem precedentes nas culturas greco-romana e judaica.

"A evidência do Novo Testamento mostra uma tendência definida [...] a defender, ou apoiar implicitamente, a nova liberdade e os novos papéis que as mulheres poderiam assumir em Cristo."

Ele caracteriza isso como:

"uma significativa, embora não radical, reforma dentro da comunidade e afirmação das mulheres."

WITHERINGTON III, Ben. Women in the earliest churches. Cambridge: Cambridge University Press, 1988.

Estudiosos destacam como essa visão teológica da igualdade perante Deus fundamentou a igualdade de valor e de participação na comunidade cristã desde o início:

"Como pessoas de fé, elas podiam responder aos mandamentos de Deus da mesma maneira que os homens, sem contestação teológica, porque a igualdade de todas as pessoas perante Deus constituía uma corrente importante de sua tradição cristã."

WHITE, Ann. Counting the cost of faith: America's early female missionaries. Church History, v. 57, n. 1, p. 19-30, 1988.

Essa igualdade e inclusão eram expressas tanto no acesso aos sacramentos e cultos quanto no reconhecimento da liderança e atuação feminina:

"Jesus, Paulo e a Igreja primitiva romperam os antigos vínculos que mantinham as mulheres reclusas e silenciosas [...] subordinadas [...] e silenciosas e segregadas no culto público."

"Seus seguidores [de Jesus] refletiram em suas relações com as mulheres, elevando sua dignidade, liberdade e direitos a um nível anteriormente desconhecido em qualquer cultura. Basta lembrar como as mulheres eram maltratadas pelos gregos, romanos, hindus e chineses e por muitas outras sociedades onde o paganismo prevalecia. Antes da chegada do cristianismo, século após século trouxe pouca ou nenhuma liberdade ou dignidade para as mulheres em qualquer cultura pagã."

"A liberdade e a dignidade que os primeiros cristãos concederam às mulheres também são evidenciadas pelo fato de elas terem acesso igual ao dos homens ao batismo e à Ceia do Senhor."

"Os primeiros cristãos não apenas incluíram as mulheres na vida da Igreja, mas também lhes deram liberdade e dignidade desconhecidas nas culturas greco-romana e judaica."

SCHMIDT, Alvin J. How Christianity changed the world. Grand Rapids, MI: Zondervan, 2004.

Analisando a expansão paulina e o impacto histórico da doutrina do casamento e da dignidade cristã, o historiador Tom Holland ressalta a inovação da reciprocidade no casamento e o reconhecimento espiritual das mulheres:

"Sempre que se acreditava que o Espírito havia descido sobre uma mulher, sua posição entre eles não era inferior à de um homem. O próprio Paulo considerava natural que assim fosse. Mulheres arriscaram suas vidas por ele, ajudaram a financiar suas missões e serviram como líderes em suas igrejas."

Holland ressalta imediatamente o caráter historicamente surpreendente disso:

"a noção de equivalência entre os dois sexos — algo que podia ser tão surpreendente para um judeu quanto para um grego."

"A insistência das Escrituras de que um homem e uma mulher [...] estavam unidos como Cristo e sua Igreja, tornando-se uma só carne, conferia a ambos uma dignidade rara."

A consequência para os homens era particularmente relevante:

"Se a esposa era instruída a submeter-se ao marido, igualmente o marido era instruído a ser fiel à esposa. Pelos padrões da época em que o cristianismo nasceu, tratava-se de uma obrigação que exigia um grau quase heroico de autonegação."

HOLLAND, Tom. Dominion: how the Christian revolution remade the world. New York: Basic Books, 2019.

2. O Cristianismo Combateu a Escravidão Sexual e Outras Práticas Desumanas contra Mulheres

Ao longo da história, a ética cristã traduziu-se em reformas legais e sociais contra abusos sistemáticos que atingiam violentamente o público feminino, como a prostituição coercitiva, a mutilação genital e o assassinato de viúvas (sati).

Já na Antiguidade Tardia, a conversão do Império Romano levou às primeiras intervenções estatais destinadas a proteger mulheres vulneráveis do aliciamento e da exploração sexual:

"Em 428 d.C., o imperador cristão Teodósio II promulgou uma lei proibindo o uso da coerção na indústria sexual. A lei pretendia reprimir a prostituição de escravas, filhas e outros membros vulneráveis da sociedade [...]. Os fundamentos morais da lei eram, sem dúvida, cristãos."

E diz que essa lei foi:

"a primeira investida de uma campanha duradoura contra o aliciamento coercitivo."

"O Estado passou a demonstrar uma preocupação ativa com o bem-estar espiritual das mulheres forçadas à prostituição. A constituição de Teodósio II afirmou que o governo estava disposto a interferir nos poderes privados de senhores e pais."

E a medida também:

"oferecia ajuda às mulheres pobres que haviam sido forçadas à prostituição pelas circunstâncias."

"O Estado cristão [...] fez da coerção sexual a principal questão de reforma."

"Em seu núcleo, essa campanha contra a prostituição coercitiva é expressão de um novo modelo de solidariedade humana."

HARPER, Kyle. From shame to sin: the Christian transformation of sexual morality in Late Antiquity. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2013.

"Pela primeira vez, os corpos daqueles que não possuíam qualquer reivindicação familiar ou cívica à honra sexual receberam a proteção do Estado, simplesmente em virtude de sua dignidade humana."

"Tampouco essa lei foi um ato passageiro. Ao longo do século seguinte, os imperadores cristãos repetidamente modificaram e ampliaram a proibição; no decorrer do século V, toda exploração/proxenetismo sexual tornou-se ilegal."

HARPER, Kyle. Christianity and the roots of human dignity in late antiquity. In: SHAH, Timothy Samuel; HERTZKE, Allen D. (ed.). Christianity and Freedom: historical perspectives. Cambridge: Cambridge University Press, 2016.

Essa reestruturação dos padrões morais e o confronto direto contra práticas culturais prejudiciais expandiram-se nos séculos seguintes e durante as missões globais:

"A ética sexual cristã proibia a compra e a venda de sexo. Ela submetia homens e mulheres ao mesmo padrão. Conferia igual dignidade ao marido e à esposa. Isso foi revolucionário."

JAMES, Sharon. How Christianity transformed the world. Fearn, Scotland: Christian Focus Publications, 2021.

No contexto da Índia colonial, os missionários cristãos desempenharam papel determinante no combate a abusos graves impostos às mulheres:

"Os missionários foram influentes no debate sobre o sati [queima de viúvas vivas na pira funerária do marido] e em sua subsequente proibição legal."

BELLENOIT, Hayden J. A. Missionary education, religion and knowledge in India, c. 1880-1915. Modern Asian Studies, Cambridge, v. 41, n. 2, p. 369-394, 2007.

"Os primeiros missionários protestantes procuraram reformar aquilo que consideravam abusos em outras sociedades (por exemplo, o enfaixamento dos pés, a mutilação genital feminina, a queima de viúvas [sati] e o casamento infantil)."

"Missionários protestantes na Índia pressionaram sucessivas administrações britânicas a abolir o sati [...] elevar para doze anos a idade para consumação do casamento e proibir o infanticídio feminino."

WOODBERRY, Robert D. Protestant missionaries and the centrality of conversion attempts for the spread of education, printing, colonial reform, and political democracy. In: SHAH, Timothy Samuel; HERTZKE, Allen D. (ed.). Christianity and freedom. v. 1. Cambridge: Cambridge University Press, 2016.

3. O Cristianismo foi Pioneiro na Promoção da Educação para Mulheres

A criação e expansão de instituições educacionais para meninas foi uma das marcas mais consistentes das iniciativas cristãs e missionárias no mundo moderno, reduzindo drasticamente o analfabetismo e as lacunas de gênero no ensino.

"Os novos convertidos, tanto homens quanto mulheres, frequentemente recebiam ensino tanto das Escrituras quanto de um ofício útil. Instruir as mulheres assim como os homens era revolucionário. Esse ensino frequentemente continuava depois do batismo. Logo foram estabelecidas escolas catequéticas."

JAMES, Sharon. How Christianity transformed the world. Fearn, Scotland: Christian Focus Publications, 2021.

Alvin J. Schmidt, professor emérito de sociologia no Illinois College em Jacksonville, Illinois, e membro da Sociedade para o Estudo Científico da Religião, diz o seguinte:

"Sabemos mais sobre os cristãos educando crianças (meninos e meninas) quando observamos as escolas catedrais e episcopais que existiram do século IV ao X. [...] Outras crianças ainda eram instruídas em mosteiros ou conventos, onde predominavam as meninas."

Segundo Schmidt, Lutero defendia "um sistema estatal de ensino que incluísse escolas primárias em língua vernácula para ambos os sexos, escolas secundárias de latim e universidades."

Os reformadores queriam que todos fossem capazes de examinar e interpretar a Bíblia, por isso defendiam a educação para todos. Schmidt também diz:

"O reformador Martinho Lutero acreditava que era um crime os pais não assegurarem a educação de seus filhos. Durante a Reforma na Europa, houve um aumento na construção de escolas para meninas nas regiões protestantes."

SCHMIDT, Alvin J. How Christianity changed the world. Grand Rapids, MI: Zondervan, 2004.

Na Índia colonial e pós-colonial, a competição e a atuação dos missionários revolucionaram o acesso feminino à escola:

"A competição entre grupos religiosos e seculares levou os missionários a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento da escolarização feminina em massa."

"A atividade missionária cristã está consistentemente associada a melhores resultados educacionais para as mulheres tanto no período colonial quanto no pós-colonial."

LANKINA, Tomila; GETACHEW, Lullit. Competitive religious entrepreneurs: Christian missionaries and female education in colonial and post-colonial India. British Journal of Political Science, v. 43, n. 1, p. 103-131, 2013.

No continente africano, estudos históricos apontam para um impacto positivo de longo prazo na educação de meninas proporcionado pelas sociedades missionárias:

"As missionárias protestantes [...] foram fundamentais para ampliar o acesso das meninas à educação."

"Uma proporção maior de missionárias europeias e africanas nas sociedades missionárias protestantes está associada a maiores índices de matrícula de meninas no ensino primário durante o início do período colonial."

BECKER, Bastian; MEIER ZU SELHAUSEN, Felix. Missionary legacies of gender equality: evidence from Sub-Saharan Africa. European Review of Economic History, v. 29, n. 4, p. 579-610, 2025.

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Mobilizações organizadas exclusivamente por mulheres cristãs surgiram ao longo do século XIX para impulsionar a escolarização feminina internacionalmente:

Margaret Donaldson estudou a Society for Promoting Female Education in China, India, and the East, criada em 1834 e ativa até 1899. Ela descreve a instituição de maneira direta:

"Essa sociedade existiu de 1834 a 1899. Era administrada inteiramente por mulheres, com a finalidade de educar e evangelizar meninas e mulheres em terras distantes."

DONALDSON, Margaret. 'The cultivation of the heart and the moulding of the will…': the missionary contribution of the Society for Promoting Female Education in China, India, and the East. Studies in Church History, v. 27, p. 429-442, 1990.

O artigo também examina a Female Education Society como:

"Um organismo de organização das mulheres no trabalho educacional no exterior."

WIESNER-HANKS, Merry. Women and religious change. In: HSIA, R. Po-chia (ed.). The Cambridge history of Christianity. v. 6. Cambridge: Cambridge University Press, 2007. p. 465-484.

Na história do ensino ocidental e do ensino superior, crentes e instituições de fundamentação cristã abriram caminhos decisivos para o avanço da educação feminina e da coeducação:

"Uma importante defensora da educação feminina, em 1823 ela [Catharine Beecher] fundou uma escola para mulheres em Hartford, Connecticut, que, segundo historiadores, foi 'um dos avanços mais significativos realizados na educação feminina no início do século XIX'."

O mesmo capítulo fornece outro caso bastante forte: o Oberlin College, associado ao evangelista Charles Finney:

"Oberlin foi uma das primeiras faculdades a admitir afro-americanos nas mesmas condições que os brancos e, em 1834, mulheres — tornando-se assim a primeira faculdade coeducacional do país."

HALL, Mark David. Proclaim liberty throughout all the land: how Christianity has advanced freedom and equality for all Americans. New York; Nashville: Fidelis Books/Post Hill Press, 2023.

Ao tratar de missões protestantes, James relata que Fidelia Fiske via a escolarização de meninas como:

"A única saída da opressão feminina"

Após dezesseis anos:

"Ela havia estabelecido uma escola bem-sucedida para meninas, e a vida de muitas mulheres havia sido transformada."

James também destaca William Carey e seus colegas missionários:

"Entre muitas outras reformas sociais, eles estabeleceram as primeiras escolas para meninas."

JAMES, Sharon. How Christianity transformed the world. Fearn, Scotland: Christian Focus Publications, 2021.

4. O Cristianismo Promoveu o Bem-Estar e Melhores Oportunidades para Mulheres

Além da educação, a atuação do cristianismo proporcionou novos canais de autonomia, liderança pessoal, emancipação econômica e caminhos profissionais inéditos em sociedades que limitavam o papel da mulher ao domínio privado.

Estudos sobre o continente africano indicam legado de longo prazo para a autonomia feminina decorrente da presença missionária:

"A presença missionária está associada atualmente a maior (i) igualdade educacional entre os sexos e (ii) autonomia das mulheres no âmbito doméstico."

"Estão igualmente associadas de maneira positiva [...] a melhorias em diversos resultados de desenvolvimento feminino que contribuíram para reduzir as desigualdades entre os sexos."

"[As missões] elevaram o nível educacional das meninas, desenvolveram habilidades profissionais específicas e frequentemente proporcionaram oportunidades profissionais exclusivas para mulheres como professoras e enfermeiras."

"O trabalho missionário protestante no exterior proporcionou oportunidades de carreira profissional que permitiram às mulheres solteiras exercer sua experiência evangelística, educacional e médica em um grau raramente possível nas sociedades ocidentais de origem."

BECKER, Bastian; MEIER ZU SELHAUSEN, Felix. Missionary legacies of gender equality: evidence from Sub-Saharan Africa. European Review of Economic History, v. 29, n. 4, p. 579-610, 2025.

Historicamente, o direito canônico cristão e a liberdade de consciência também fundamentaram a autonomia de escolha da mulher em relação ao casamento, enfrentando o controle familiar rigoroso:

Tom Holland observa que a ideia primordial de que o casamento existia para consolidar alianças entre famílias foi progressivamente minada pelo direito canônico. Como exemplo, menciona Catarina de Siena:

"Catarina, recusando a exigência dos pais de que se casasse com o marido escolhido por eles e insistindo que estava comprometida com outro, encontrava-se inteiramente dentro de seus direitos como cristã."

HOLLAND, Tom. Dominion: how the Christian revolution remade the world. New York: Basic Books, 2019.

A participação ativa no meio eclesiástico e em movimentos sociais deu às mulheres novas vozes de intervenção pública e engajamento ético:

O interesse das mulheres no antiescravismo:

"Passou a estar entrelaçado com o desejo de levar educação àqueles que alcançariam a liberdade."

WIESNER-HANKS, Merry. Women and religious change. In: HSIA, R. Po-chia (ed.). The Cambridge history of Christianity. v. 6. Cambridge: Cambridge University Press, 2007. p. 465-484.

"[...] O cristianismo não pode ser visto de forma simplista como uma força invariavelmente responsável pela opressão das mulheres", pois "mostrou-se particularmente atraente às mulheres, permitindo-lhes encontrar paz interior e profunda realização por meio de atividades ligadas à Igreja."

MCMILLAN, James F. Women in social Catholicism in late nineteenth- and early twentieth-century France. Studies in Church History, v. 27, p. 467-480, 1990.

Esse poder de transformação pessoal e legal abriu oportunidades de atuação que revolucionaram o papel feminino na sociedade:

"O cristianismo influenciou profundamente a lei. Um relacionamento pessoal com Jesus Cristo muitas vezes transformou a vida das mulheres. Mulheres transformadas por Cristo têm usado seus dons e talentos para abrir oportunidades que antes não estavam disponíveis — oportunidades para mulheres na religião, educação, política e sociedade. [...] Quem acredita que o feminismo, e não o cristianismo, estabelece o tratamento justo das mulheres, não entende o cristianismo."

KOHM, Lynne Marie. A Christian perspective on gender equality. Duke J. Gender L. & Pol'y, v. 15, p. 339, 2008.

5. O Cristianismo Combate a Violência Doméstica e Está Correlacionado com Menor Violência Doméstica

A transformação trazida pela fé cristã afeta diretamente as relações familiares, resultando em menor propensão a abusos domésticos e maior empoderamento das mulheres para combater o mau tratamento no lar.

Pesquisas contemporâneas sobre conversão e comunidades marginalizadas na Índia evidenciam essa mudança prática de atitude no ambiente familiar:

"Em certos casos, a conversão ao cristianismo pode proporcionar aos indivíduos (especialmente às mulheres mais marginalizadas) um novo senso de identidade e uma nova relação com o mundo mais amplo — tudo isso podendo favorecer formas de empoderamento individual, libertação social e melhoria econômica."

"Nosso estudo [...] produziu uma das oportunidades mais inesperadas e impressionantes de examinar um aspecto do empoderamento — como a conversão libera formas de dignidade e capacidade de ação com resultados tangíveis para o avanço econômico e social."

"A constatação impressionante aqui é a acentuada capacidade de ação das convertidas pentecostais, que eram muito mais propensas a tomar alguma providência [...] quando confrontadas com violência doméstica."

"Nenhum assunto gerou discussão mais animada entre os informantes não cristãos durante a pesquisa sobre o movimento de massa do que o tratamento das esposas, com a grande maioria concordando que os maridos cristãos eram menos abusivos, mais amorosos e mais propensos a levar seus ganhos para casa do que desperdiçá-los com bebida ou mulheres. As mulheres cristãs se relacionavam com seus maridos com maior confiança do que suas contrapartes não cristãs, e os casais se consultavam sobre assuntos domésticos. Além disso, a pesquisa sugeriu que a família agora se tornou uma unidade, um lugar onde os relacionamentos eram construídos e nutridos. Nenhum incentivo econômico ou programa governamental poderia fazer com que um homem mudasse sua atitude ou disposição interior em relação à sua família, fosse menos egoísta em seus padrões de gastos, fosse mais respeitoso com sua esposa ou se envolve-se mais no desenvolvimento de seu filho. A conversão ao Cristianismo Evangélico pareceu trazer justamente essas mudanças."

SHAH, Rebecca S. Christianity among the marginalized: empowering poor women in India. In: HERTZKE, Allen D.; SHAH, Timothy Samuel (ed.). Christianity and freedom. v. 2. Cambridge: Cambridge University Press, 2016. p. 107-132.

A exigência bíblica e apostólica de um padrão ético único no casamento já apontava historicamente para esse modelo protetivo:

"A insistência de Paulo em um único padrão moral para homens e mulheres [...] e seu chamado para que os maridos amassem e cuidassem de suas esposas [...] foi revolucionária."

JAMES, Sharon. How Christianity transformed the world. Fearn, Scotland: Christian Focus Publications, 2021.

Por fim, dados globais empíricos e sociológicos contemporâneos confirmam a menor prevalência de violência contra a mulher em países com histórico ou população predominantemente cristã:

"Há maior prevalência de violência doméstica em países com maiores proporções de populações muçulmanas e hindus, e menor prevalência naqueles com maiores proporções de populações cristãs e ateias/não religiosas [mas historicamente cristãos]."

MESSNER, Wolfgang. Beyond the individual: global socioeconomic, cultural, and religious contexts of male-perpetrated intimate partner violence. World Development, v. 195, p. 107121, 2025.

"Mulheres cristãs relataram maior bem-estar psicológico em comparação com as não cristãs. Religiosidade, maior escolaridade e renda parecem ser fatores de proteção contra o sofrimento psicológico entre as mulheres ganenses."

ATEFOE, Ethel Akpene; KUGBEY, Nuworza. Psychological functioning and well-being among Ghanaian women: a brief report. Journal of Psychology in Africa, v. 28, n. 1, 2018.

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"Entre as principais conclusões: (1) a frequência regular a cultos religiosos está inversamente associada à prática de violência doméstica; (2) entre os homens, esse efeito protetor é evidente apenas entre aqueles que frequentam cultos semanalmente, enquanto entre as mulheres, o efeito protetor também surge entre aquelas que frequentam mensalmente; (3) embora os efeitos líquidos estimados da frequência a cultos religiosos sejam geralmente um pouco maiores em modelos de autorrelato de violência doméstica, essa ligação também permanece forte e estatisticamente significativa em modelos de relatos de violência por parte do parceiro; e (4) além disso, a associação inversa entre frequência a cultos religiosos e abuso persiste mesmo com controles estatísticos para medidas de (a) integração social e apoio social, (b) abuso de álcool e outras substâncias e (c) baixa autoestima e depressão."

ELLISON, Christopher G.; ANDERSON, Kristin L. Religious involvement and domestic violence among U.S. couples. Journal for the Scientific Study of Religion, v. 40, n. 2, p. 269-286, 2001.

Na verdade, a religiosidade, por si só, está relacionado a menores índices de violência doméstica, conforme demonstrado por essa revisão sistemática e metanálise de dezenas de estudos:

"Existe uma relação inversa entre religiosidade/espiritualidade e agressão física e sexual, sugerindo um papel protetor. (...) esta meta-análise encontrou uma associação negativa significativa entre religiosidade/espiritualidade (R/E) e agressão física e sexual. Embora a R/E não tenha apresentado efeito sobre a violência doméstica, a análise de subgrupos mostrou uma associação negativa significativa entre adolescentes. Essas descobertas têm implicações importantes para profissionais de saúde em todo o mundo."

GONCALVES, Juliane Piasseschi de Bernardin et al. The role of religiosity and spirituality in interpersonal violence: a systematic review and meta-analysis. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 45, p. 162-181, 2023.

No entanto, como vimos, essa vantagem é bem maior no caso específico do cristianismo.

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Basta olhar para os outros países e ver a diferença.
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editado por
De fato em países cristãos, elas possuem mais liberdades e direitos.

No Afeganistão, os Talibãs além de proibirem as mulheres de estudar e trabalhar, recentemente aprovaram uma lei que permite que o marido agrida sua esposa mas não quebre os ossos dela...

Eu não sei se essas leis e proibições estão realmente em sintonia com o que diz o alcorão.
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"Os homens são superiores às mulheres, porque Allah dotou uns com mais (força) do que as outras, e porque as sustentam do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência (do marido), o que Allah ordenou que fosse guardado. Quanto àquelas de quem constatais rebeldia, admoeste-as, remova-as para os quartos e bata nelas; mas se elas se submeterem a você, não busque um caminho contra elas. Sabei que Allah é Excelso, Magnânimo." (Alcorão, Sura: 4:34)

Agora, eu tenho a honestidade intelectual para admitir que eu não sou nenhum especialista no Alcorão, e que talvez o texto esteja fora de contexto, esteja traduzido incorretamente ou não queira dizer isso. No entanto, o que não dá para negar é que o texto por si só parece realmente aprovar a violência doméstica contra a mulher e que exegetas influentes do Islã interpretaram esse texto exatamente assim.
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Não tenho conhecimento profundo sobre esse tema, exceto na parte do conceito de pai de família na Roma antiga, o cristianismo proibiu o marido de matar a esposa e filhos, teve uma época em Roma, que o pai de família tinha direito de matar filhos e a esposa se quisesse.

Eu acho que o cristianismo apenas despiorou o patriarcado romano e não acabou com ele, pois na idade média a mulher não podia votar e não tinha lei que proibia o marido de bater na mulher para "Educá-la", mas sim, foi um avanço para a época apesar de que foi um despioramento e não melhoramento.
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O cristianismo e a religião menos pior entre as religiões que oprimem as mulheres.
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É a melhor religião para as mulheres. Não é sem razão que ao longo de toda a história e até hoje as mulheres sempre foram a maioria da cristandade.
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Verdade

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