Se natural significar apenas aquilo que existe sem intervenção humana, então agricultura, dinheiro, religiões organizadas, cidades e tecnologias não seriam naturais nesse sentido.
O ser humano também faz parte da natureza, e nossa capacidade de criar técnicas, símbolos, culturas e sociedades resulta das nossas próprias capacidades naturais.
Por isso, eu prefiro distinguir “natural” de “cultural” ou “artificial”, sem transformar artificial em sinônimo de ruim ou antinatural. Uma plantação não nasce espontaneamente como uma floresta, mas foi criada por um animal natural, nós, e usando capacidades que a própria natureza nos deu.
A fronteira entre natureza e cultura é bem menos simples do que parece.