São 112 milhões de negros no Brasil, a maioria está na pobreza ou abaixo da linha da pobreza, ganhando 2 salários mínimos ou menos, em extrema pobreza.
Segundo o IBGE, apenas 2 milhões de negros ganham 8 mil reais por mês ou mais. 8 mil reais por mês garante acesso a instituições de ensino privadas, alimentação adequada e conforto, pouco ou nenhum endividamento.
Pergunto: dentre as cerca de 270 mil vagas públicas abertas anualmente para as faculdades...
Quem irá se interessar mais por essas vagas? A imensa maioria de negros que tenta sobreviver, não recebeu educação formal adequada dos governos ao longo dos anos, enfrenta diversos problemas sociais e econômicos...
Ou a minoria que pode arcar com bons cursos preparatórios, estrutura para fazer um exame de acesso a bons cursos públicos e privados?
Portanto, legal, há ações afirmativas... Mas elas realmente são transformadoras desse cenário? Elas fazem justiça social para a maior parcela que realmente precisa? Ou beneficia uma minoria que já tem muito melhores condições de concorrer pelas vagas?
Ou seja, as cotas realmente inserem uma população que vive dificuldades econômicas e sociais?