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Se Deus é onisciente, isso significa que todas as suas ações em vida já estavam predestinadas antes mesmo do surgimento do universo.

Você não tem poder de escolha e decisão. Todas as suas ações já estavam fixadas na mente divina, não tinha como você fazer nada ao contrário.

Aquele cara que durante toda a vida, ele matou, agrediu, roubou, explodiu prédios, mentiu e maltratou animais, ele estava predestinado a fazer tudo isso. Se ele tinha realmente a opção de não fazer nada dessas coisas e de ser uma pessoa decente, trabalhadora, honesta e de bem, então a idéia de que lá no céu há um Deus poderoso e que sabe de tudo começa a não fazer muito sentido.
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Para que o futuro seja 100% previsível, tudo no universo teria que se comportar de forma determinística, inclusive as 'decisões' do homem. O livre arbítrio seria incompatível com esta linearidade.

Acho que uma saída seria dizer que a onisciência de Deus está em saber as ramificações de acontecimentos a partir de cada decisão que podemos tomar, mas esta explicação descartaria a linearidade do universo e Deus não teria como saber com exatidão o que vai acontecer no futuro, apenas suas possibilidades.
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A Bíblia ensina que Deus é pontual ao observar o futuro e não uma análise caso a caso de cada situação. Do contrário quando criou Adão e Eva ele teria dito: Tenham filhos o mais cedo possível pois daqui tantos anos vocês vão pecar contra mim pegando uma fruta e sendo sentenciados a morte por velhice.

E mesmo que Deus monitorasse o futuro isso não indicaria que ele escreve o destino das pessoas. Apenas que visualizou os resultados.

A Bíblia afirma repetidamente que Deus julga cada um "segundo as suas obras" ou "segundo o que fez" (Romanos 2:6, Apocalipse 20:12). Ninguém é condenado pelo que poderia fazer ou pelo que Deus sabe que fará no futuro.

De qualquer forma não há evidência alguma que ele monitore o futuro individual das pessoas caso contrário Jesus não diria "Quem perseverar até o fim será salvo" mas diria "Os escolhidos serão salvos."

O Dilúvio: Em Gênesis 6:6, está escrito que Deus "se arrependeu de ter feito o homem na terra, e isso lhe cortou o coração". Se o cenário de corrupção já estivesse detalhado e previsto antes da criação, a dor do arrependimento e a surpresa com a maldade humana perderiam a genuinidade.

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A Bíblia afirma que Deus conhece todas as coisas do passado, do presente e do futuro. Não existe na Bíblia essa doutrina de uma presciência pontual.
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A Bíblia diz que Deus é onipotente e infinito nesta qualidade, NO ENTANTO não vejo em canto algum do universo manifestação infinita deste poder. Por maior que seja a escala de energia do universo ela é limitada.

Da mesma forma como Deus não precisa fazer show com dose infinita de energia para provar que é onipotente, ele mesmo tendo a habilidade de ver o futuro não significa que ele precise monitorar o tempo todo o que vai acontecer.

ALÉM DO MAIS é nítido que se Deus prevesse tudo, seria um tanto hipócrita da parte dele oferecer a eternidade a ADÃO E EVA mesmo sabendo que eles iriam falhar. No entanto a Bíblia diz que Deus é justo.

Caso Deus tivesse previsto indiscriminadamente o futuro sobre quais pessoas seriam salvas ele teria culpa pela morte de inúmeras pessoas que tentaram levar a mensagem dele e perderam a vida no processo, ao invés de simplesmente salvar os escolhidos e isso o destituria da santidade que possui.

Textos como Gênesis 22:12, Deuteronômio 8:2, Juízes 3:1-4, 2 Crónicas 32:31, mostram que, na narrativa bíblica, Deus opta por relacionar-se com a humanidade na realidade do presente. Em vez de tratar a história como um filme que Ele já assistiu repetidas vezes, Ele valoriza a experiência do teste e a autenticidade da escolha humana no momento exato em que ela acontece.
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O seu argumento começa com uma analogia que simplesmente não funciona. Poder e conhecimento não são a mesma espécie de atributo. Uma pessoa pode ter poder para fazer algo e decidir não exercer esse poder. Mas ninguém pode decidir "não saber" aquilo que já sabe. Você pode escolher não levantar o seu braço, mesmo que eu esteja em seu poder a capacidade de fazer isso, mas não pode escolher deixar de ter o conhecimento que você tem. Você não pode escolher, por exemplo, deixar de saber que dois mais dois é igual a quatro. Comparar a onipotência que Deus não precisa manifestar integralmente com uma suposta capacidade de prever o futuro que ele poderia simplesmente deixar de usar é confundir duas coisas completamente diferentes.

Além disso, essa ideia não corresponde ao que a Bíblia afirma sobre Deus. A Escritura diz que "Deus conhece todas as coisas" (1Jo 3:20), que "não há criatura que não seja manifesta na sua presença" (Hb 4:13), que seu entendimento é "infinito" (Sl 147:5) e que Ele conhece até a palavra antes de ela chegar à nossa língua (Sl 139:4). Quanto ao futuro, Deus afirma explicitamente: "desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam" (Is 46:10). Davi diz que todos os seus dias estavam escritos diante de Deus "quando nenhum deles havia ainda" (Sl 139:16). Deus conhecia Jeremias antes de seu nascimento (Jr 1:5), Cristo sabia antecipadamente a negação de Pedro (Mt 26:34), e a própria crucificação ocorreu segundo o "determinado desígnio e presciência de Deus" (At 2:23). Portanto, não estamos discutindo uma especulação filosófica. Nós estamos lidando com declarações expressas das Escrituras.

A imagem de Deus que sua interpretação produz é muito mais problemática. É um Deus que entra na história sem saber o que acontecerá, descobre decisões humanas conforme elas ocorrem e é frequentemente pego de surpresa pelos acontecimentos. Isso transforma o Deus bíblico em um ser limitado que precisa estar constantemente atualizando suas informações. Esse simplesmente não é o Deus apresentado pela Bíblia.

E ninguém está dizendo que Deus precisa ficar "espiando" o futuro ou "monitorando" acontecimentos. Isso é um espantalho da doutrina da onisciência. Deus não consulta o futuro para descobrir alguma coisa. Ele conhece todas as coisas eternamente porque é onisciente. Assim como Deus não precisa escolher a cada instante ser amoroso para então possuir amor, Ele também não precisa escolher a cada instante saber alguma coisa para então ser onisciente. O conhecimento perfeito pertence àquilo que Deus é.

Por fim, tenha muito cuidado com a afirmação de que, se Deus soubesse previamente da queda de Adão e Eva ou da perdição de determinadas pessoas, então ele seria "hipócrita" ou moralmente culpado. Essa conclusão não refuta a onisciência. O que ela faz é colocar a sua própria avaliação moral contra aquilo que a Escritura afirma sobre Deus. A Bíblia ensina ao mesmo tempo que Deus conhece o futuro, que o homem é responsável por suas escolhas e que Deus é perfeitamente santo e justo. Chamar Deus de hipócrita porque você não consegue conciliar imediatamente essas verdades não é apenas um erro teológico, mas sim uma afirmação herética e profundamente irreverente. Se você realmente considera a Bíblia Palavra de Deus e se considera cristão, deveria estremecer antes de atribuir hipocrisia ao Deus que as Escrituras chamam de "Santo, Santo, Santo" e de "justo em todos os seus caminhos" (Sl 145:17). Eu entenderia um ateu dizendo isso, mas não alguém supostamente cristão com esse discurso quase demoníaco de chamar Deus de hipócrita porque não concorda com a imagem que a Bíblia constrói dele. Deus não foi hipócrita por saber o pecado de Adão de antemão, tem como também não foi hipócrita por ter acredito que Judas o trairia e que Pedro o negaria e ainda assim ter alertado a ambos.
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1 - Não afirmei que Deus é ignorante ou é pego de surpresa, mas sim que Ele escolhe voluntariamente não exercer a onisciência de forma preditiva a todo o momento — da mesma forma que Ele possui poder infinito, mas escolhe não descarregar energia infinita o tempo todo. Você confundiu capacidade com exercício constante.

2 - Se Deus é soberano sobre Si mesmo e onipotente, Ele perfeitamente pode limitar o próprio acesso à informação em tempo real ou optar por não computar o futuro de forma linear de tudo e de todos, assim como Ele pode conter o próprio poder. Para um ser atemporal, o futuro não é uma memória estática que Ele é forçado a assistir; o você tratou o conhecimento de Deus como algo mecânico e inevitável, ignorando a liberdade de ação divina que os próprios textos citados (como Deus testando Abraão para saber o que há em seu coração) parecem sugerir. Se Deus sabia que Abraão era fiel não haveria necessidade de tal prova.

3 - Nenhum ser humano empreenderia em um projeto sabendo que resultaria a perda de bilhões de dólares. Deus se tivesse previsto o futuro e mesmo assim insistisse nele falharia na justiça pois segundo a Bíblia inúmeros anjos se rebelaram (note que os únicos que precisaram provar algo para Deus foram Adão e Eva) e no entanto o pecado começou no céu. No entanto a Bíblia não diz que Deus submeteu os anjos a uma prova e lealdade. Se Deus soubesse que a encrenca começaria no céu deveria ter submetido a um teste de lealdade TODOS os anjos pois são dotados de livre-arbítrio assim como o ser humano. E tanto os anjos como os seres humandos eram perfeitos dentro de suas respectivas espécies.

Do ponto de vista estritamente ético, a responsabilidade de um criador que coloca em andamento um sistema com falhas catastróficas previsíveis é um dos nós Górdios da teologia (o problema do mal). Se Deus sabia exatamente quem cairia, quem se perderia e quanto sofrimento isso geraria antes mesmo de criar a primeira estrela ou ser espiritual, prosseguir exatamente da mesma forma desafia o conceito humano — e bíblico — de justiça, previdência e bondade.

Se o pecado começou no céu com a rebelião dos anjos, e tanto anjos quanto humanos possuíam livre-arbítrio e perfeição em suas naturezas, por que apenas a humanidade passou por um "período de testes" explícito na linha do tempo (com árvores, proibições e provações graduais na terra), enquanto a queda angélica ocorreu sem um processo probatório formal documentado da mesma forma?

A Bíblia realmente não relata um "teste no Éden" para a hoste celestial antes da queda de Satanás; a rebelião parece ter ocorrido por uma escolha direta de seres em pleno conhecimento de sua posição. Apontar essa assimetria expõe como os argumentos tradicionais tentam justificar os testes humanos (como em Gênesis ou Deuteronômio) enquanto deixam em aberto o vácuo explicativo sobre como criaturas perfeitas puderam pecar do nada no ambiente perfeito do céu.

Se seres perfeitos criados por um Deus perfeito puderam escolher o pecado de forma autônoma, isso significa que a perfeição estática não garante imunidade ao erro e que o livre-arbítrio carrega em si a incerteza genuína. Se há incerteza genuína, a ideia de um futuro pré-escrito e totalmente antecipado colide diretamente com a realidade da escolha livre. Se o futuro já era fixo e conhecido por Deus antes da criação, o livre-arbítrio deixa de ser real e passa a ser uma simulação.

Ou Deus sabia de tudo antecipadamente (e, portanto, é moralmente responsável por criar um sistema que Ele sabia que falharia em larga escala), ou Deus dotou as criaturas de um livre-arbítrio tão real e autônomo que o futuro precisou ser deixado em aberto, permitindo que Ele se relacionasse com o ser humano no presente dinâmico (como indicam os textos de testes e provações mencionados.)

O que novamente apoia que o ato de prever o futuro respeita o libre arbítrio ou a necessidade do momento e não a dinâmica de ter que varrer o futuro a todo o momento. A incoerência, Deus submeteria humanos a um teste de lealdade no paraíso perfeito mas não seria capaz de prever a rebelião que iniciaria no céu com um anjo de alta categoria que mais tarde arrastaria inúmeros anjos junto?

Bíblia retrata Deus submetendo Adão e Eva a um teste no Éden e testando Israel no deserto por meio de privações e mandamentos (como nos textos de Gênesis 22, Deuteronômio 8 e Juízes 3). A justificativa tradicional para esses testes é que Deus precisa "saber" o que está no coração do homem ou dar a ele a oportunidade de escolher livremente.

Se Deus é onisciente no sentido de já possuir o "filme completo" do futuro gravado na eternidade, testar alguém é uma redundância teatral. Não se testa quem já se conhece perfeitamente. Colocar seres perfeitos à prova para ver como vão agir só faz sentido lógico em um cenário onde o resultado não está predeterminado, ou seja, onde o futuro é genuinamente aberto e moldado pelas escolhas do presente.

É um paradoxo monumental que um anjo de alta patente (que muitos chamam por Lúcifer) tenha conseguido gerar uma rebelião de proporções cósmicas no céu — um ambiente de perfeição absoluta e proximidade imediata com a glória divina —, sem que haja o registro de nenhum "período de teste" ou árvore de proibição para as hostes celestiais.

Se Deus previu a queda do anjo que muitos chamam de Lúcifer e a apostasia de uma boa parte dos anjos, e ainda assim permitiu que o foco do teste de lealdade recaísse quase exclusivamente sobre a humanidade frágil no barro da Terra, a balança da justiça divina desmorona. Como justificar punições severas ou decretar a condenação eterna por escolhas em um sistema que o Arquiteto projetou e sabia exatamente como colapsaria?

Tentar sustentar que Deus sabia de tudo desde a eternidade passada, mas que o livre-arbítrio dos agentes ainda era inviolável e que Ele ainda mantinha uma justiça impecável ao criar seres sabendo que eles ruiriam, resulta em um labirinto teológico onde a bondade e a justiça de Deus precisam ser sacrificadas em nome de um dogma filosófico posterior.

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Não procede. Isso se chama fatalismo teológico. Vamos analisar esse argumento. As premissas são as seguintes:

1. Necessariamente, se Deus sabe que a pessoa P fará X, então a pessoa P fará X.

2. Deus sabe que a pessoa P fará X.

3. Portanto, a pessoa P, necessariamente, fará X.

Essa inferência não é válida. É o equivalente a dizer, por exemplo, "se Pedro é solteiro, então Pedro necessariamente não é casado" ("necessariamente" em filosofia se refere a algo que não poderia ter sido diferente). Segundo essa lógica:

1. Necessariamente, se Pedro é solteiro, ele não é casado.

2. Pedro é solteiro.

3. Portanto, necessariamente, Pedro não é casado.

Esse raciocínio falacioso levaria à conclusão de que seria impossível Pedro ser casado (necessariamente ele é casado). O fatalista comete esse mesmo erro de raciocínio. Ele confunde a necessidade da consequência lógica com a necessidade do evento em si.

Na verdade, Deus pode saber o que qualquer pessoa fará no futuro, mas o que a pessoa fará não é algo necessariamente fixo. Ela ainda poderia agir de forma diferente. Se a pessoa agisse de forma diferente, isso não significaria que o conhecimento de Deus estaria errado; e sim que Deus, em Sua eternidade, conheceria a atitude diferente que a pessoa tomaria. Ou seja, o conteúdo do conhecimento de Deus seria diferente, conforme as escolhas feitas pela pessoa.

Portanto, a lógica correta é a seguinte:

1. Necessariamente, se Deus sabe que a pessoa fará X, então a pessoa P fará X.

2. Deus sabe que a pessoa P fará X.

3. Portanto, a pessoa P fará X.

Novamente, na filosofia, dizer que algo é "necessário" significa que não poderia ser de outra forma. Algo necessário é verdadeiro em todas as circunstâncias possíveis, independentemente de qualquer condição externa.  

Por exemplo, a frase "um triângulo tem três lados" é necessariamente verdadeira, pois não existe um triângulo sem três lados em nenhum mundo possível.

Já algo contingente é o oposto. É algo que poderia ser de outra forma. Por exemplo, "o Brasil é um país" é uma verdade no mundo real, mas poderia ter sido diferente se a história tivesse seguido outro rumo.  

No debate sobre presciência divina e livre-arbítrio, a questão é se as ações futuras das pessoas são necessárias (ou seja, determinadas e inevitáveis) ou apenas contingentes (Deus sabe o que faremos, mas poderíamos agir de outra forma).

Na verdade, nem é preciso fazer essa análise para concluir que o fatalismo está errado. Basta refletir um pouco para perceber que ele não faz sentido. Ele é intuitivamente incoerente.

Como o simples conhecimento de Deus poderia compelir alguém a fazer alguma coisa? Conhecimento não tem por si só nenhum poder causal. Isso simplesmente não faz sentido.

Se Deus ativamente agisse para que alguém faça algo, seria bem diferente. Mas o simples fato de Deus saber o que alguém não tem nenhum poder de compelir ninguém a nada.

  1. 2. 3. 4. 5. 6.
------------------------------>

Imagine que essa linha representa os eventos na história. Deus sabe que o evento representado no ponto 6, mas como esse conhecimento poderia fazer com que 6 acontecesse?

Imagine agora que Deus deixe de ser onisciente. Tire o elemento da onisciência. Por acaso agora 6 deixará de acontecer só porque Deus não sabe? O que mudou? Não mudou nada.

É como o Paradoxo de Zenão. Zenão argumentou que o movimento é impossível, ilustrando isso com um paradoxo muito conhecido. Mesmo sem conseguir refutar o Paradoxo, nós intuitivamente sabemos que ele está errado.

Só porque Aquiles teria que percorrer infinitas distâncias (desiguais), isso não implica que o movimento é impossível.

Assim como podemos rejeitar de antemão o Paradoxo de Zenão por ser intuitivamente incoerente, mesmo antes de aprender a refutá-lo, também podemos rejeitar de antemão o fatalismo teológico. É evidente que o movimento é possível, assim como também é evidente que o simples conhecimento de alguém é incapaz de competir qualquer evento.

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Onisciência não implica em predestinação. Deus não conhece as coisas temporalmente, não há um ponto no passado que ele tinha conhecimento de um fato futuro.

Onisciência pode ser entendido como o conhecimento de todas as coisas a partir do fundamento delas. Fatos temporais são fundamentados em coisas atemporais, por isso o conhecimento deles não pode ser temporal.
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A onisciência de Deus significa que Deus sabe de tudo.

Porém isso não significa que o futuro seja predestinado, o futuro é fruto das ações das pessoas.

Nós vivemos em um mundo tão maligno que as pessoas têm liberdade até para fazer maldades.

Porém a maldade é escolha da pessoa.

Se não houvesse livre arbítrio nós seríamos apenas robôs programados para ter um certo comportamento, logo não teria sentido nossa existência. Sentimentos como amor também não seriam possíveis.

Quando vc vê um filme que já viu vc está fora do tempo do filme, vc sabe o que acontecerá, mas vc não predestinou aquilo. Ocorre o mesmo conosco porque estamos dentro do tempo do universo.

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