Emociono com aquilo que quase sempre passa despercebido.
Com uma música que parece saber de mim o que nunca contei a ninguém.
Com uma palavra inesperadamente gentil.
Com a beleza silenciosa de um entardecer.
Com lembranças que chegam sem pedir licença e
com certas ausências que, mesmo antigas, ainda sabem onde me encontrar.
Também me emociono com a bondade, principalmente quando ela aparece onde ninguém está olhando.
Talvez eu me emocione facilmente porque nunca aprendi a passar indiferente pelas coisas. Há quem atravesse a vida olhando. Eu ainda prefiro atravessá-la sentindo.