Sim. Que sentido tem uma existência que é apenas uma fagulha que se acende e apaga num instante em um universo de 14 bilhões de anos? Isso é praticamente nada. Que sentido tem se no fim será como você nunca tivesse existido? A humanidade vai acabar um dia e o universo vai continuar até encontrar seu fim físico também. Tudo isso vai acontecer independentemente da nossa existência ou de como vivemos. Então a nossa existência não faz diferença no fim das contas. Não tem sentido.
"Ah, mas eu posso criar um sentido para a minha vida"
Não, não pode. O que você pode é inventar um sentido relativo, mas não o sentido real e fundamental. A vida não passa a ter sentido simplesmente se você passar a dizer que tem e atribuir um sentido qualquer a ela. O amor, os vínculos, a família, a sociedade, o prazer, ...
Tudo isso é tão sem sentido quanto a sua existência, portanto não faz diferença se você inventa um sentido com base nessas coisas. Elas também não tem sentido nenhum, portanto o sentido que você atribui a elas também não é real. Elas também são como uma fagulha que se acende e apaga num instante, e no fim não fazem diferença nenhuma. Um pilar frágil e mal construído não se torna resistente simplesmente porque você constrói alguma outra coisa sobre ele.
É por isso que a visão de que a existência humana termina na morte é, no fundo, um niilismo.