A loucura não é necessariamente uma forma superior de lucidez, assim como a lucidez não é garantia de sabedoria ou bondade. Às vezes, aquilo que uma sociedade considera “loucura” pode ser apenas uma maneira diferente de perceber, questionar ou enfrentar valores que a maioria aceita sem reflexão.
O incompreendido não se torna são simplesmente por ser incompreendido, mas também não se torna louco apenas porque pensa diferente. E a razão pode, sim, ser usada para racionalizar egoísmo, crueldade ou conveniência.
Talvez a verdadeira lucidez esteja justamente em desconfiar das nossas próprias certezas. Afinal, nem toda normalidade é sensata, e nem toda diferença é loucura.